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Biblioteca do Microeducação - Arquivo de Notícias de 11/2003 à 12/2006

23/03/2007
Enade 2007 avaliará 16 áreas do conhecimento
Fonte: MEC

                    O Ministério da Educação divulgou na quarta-feira, 21, no Diário Oficial da União, as 16 áreas do conhecimento que serão avaliadas pelo Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade 2007). O Enade avalia os cursos de graduação em ciclos de três anos. O primeiro ciclo completo foi concluído em 2006. Assim, neste ano serão avaliados os mesmos 13 cursos de 2004, pertencentes, na maioria, à área da saúde.
                    Participará da prova uma amostra representativa de alunos ingressantes e concluintes dos cursos de agronomia, educação física, enfermagem, farmácia, fisioterapia, fonoaudiologia, medicina, medicina veterinária, nutrição, odontologia, serviço social, terapia ocupacional e zootecnia. Além desses, foram incluídos pela primeira vez dois cursos tecnológicos: tecnologia de radiologia e tecnologia em agroindústria. O curso de biomedicina, que foi avaliado em 2006, será novamente avaliado em 2007, por também ser uma carreira ligada à saúde.
                    Os dirigentes das instituições de educação superior são responsáveis pela inscrição, até 31 de agosto, de todos os estudantes habilitados ao Enade 2007. Mas ficarão dispensados do exame os estudantes inscritos que não forem selecionados pelo plano amostral do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep/MEC).
                    Também serão dispensados do Enade 2007 os estudantes que colarem grau até 18 de agosto e aqueles que estiverem oficialmente matriculados e cursando atividades curriculares fora do Brasil, na data da prova, em instituição conveniada com a de educação superior de origem. Entretanto, mesmo os estudantes que não foram selecionados na amostra e que queiram participar do exame, podem solicitar à coordenação de seus respectivos cursos que os inscrevam como voluntários, até o prazo final de 4 de outubro.

Divulgação
   
                 O Inep divulgará até o dia 25 de setembro a lista dos estudantes selecionados, pelos procedimentos amostrais, para participação no Enade 2007. Os locais de prova serão divulgados até o dia 22 de outubro. É de responsabilidade dos dirigentes das instituições divulgar amplamente a lista dos habilitados ao Enade 2007, bem como as listagens dos seus respectivos estudantes selecionados para participar das provas e os locais onde estas serão aplicadas. A provas do Enade 2007 serão aplicadas no dia 11 de novembro.

17/03/2007
Inscrições ao Enem podem ser feitas de 14 de maio a 15 de junho
Fonte: MEC

                    Foi prorrogado o período de inscrições para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2007. Agora, os interessados podem se inscrever de 14 de maio a 15 de junho de 2007, em todas as agências da ECT.
                    No caso de atendimentos especiais e atendimentos nas unidades prisionais e hospitalares, o prazo se estende até 29 de junho. As outras datas não mudaram.
                    O Enem será realizado no dia 26 de agosto. O exame avalia o desempenho do aluno ao final da escolaridade básica, no último ano do ensino médio.

Veja o calendário das provas, agora atualizado.
Novo calendário
Inscrições: 14 de maio a 15 de junho de 2007
Recebimento do cartão de confirmação de inscrição: até 17 de agosto
Realização da prova: 26 de agosto
Recebimento do Boletim Individual de Resultados: 2ª quinzena de
novembro

07/02/2007
Inscrições para o Enem 2007 devem começar em abril
Fonte: MEC

                    O Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira) inicia em abril o processo de inscrição da 10ª edição do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio). A portaria com o calendário e as normas do exame foi publicada no Diário Oficial da União desta quarta-feira (7).
                    As inscrições poderão ser feitas de 16 de abril a 18 de maio, nas agências dos Correios e no site do exame, que ainda não está disponível.
                    Como nos anos anteriores, os estudantes da rede pública de ensino podem se inscrever gratuitamente. Os da rede privada deverão pagar uma taxa no valor de R$ 35 em qualquer agência dos Correios e anexar o comprovante de pagamento à ficha entregue na escola em que está matriculado.
                    A prova será aplicada no dia 26 de agosto em todo país. Os estudantes terão cinco horas para resolver 63 questões objetivas de múltipla escolha e uma redação.

07/02/2007
MEC apresenta balanço do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Básica (Saeb)
Fonte: MEC

                    O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep/MEC) apresenta um balanço do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Básica (Saeb) a partir de 1995, com os resultados da última edição, em 2005. É avaliado o desempenho acadêmico dos alunos da quarta e da oitava séries do ensino fundamental e da terceira série do ensino médio, em língua portuguesa e matemática.

Veja as tabelas com os resultados

                    Em 2005, participaram da amostra do Saeb mais de 190 mil alunos de quase seis mil escolas espalhadas pelas 27 unidades da Federação. O Saeb avalia estudantes de escolas urbanas e rurais, tanto da rede pública quanto da privada. O universo de participação é apresentado em níveis nacional e regional e por unidade da Federação para as séries e disciplinas avaliadas, sem detalhamento para municípios ou unidades de ensino. As médias rurais são comparáveis apenas em âmbito nacional. As informações permitem ao Ministério da Educação e às secretarias estaduais e municipais definir ações de correção das distorções e debilidades identificadas nas redes de ensino.
                    As médias do Saeb são apresentadas em uma escala que varia de zero a 500. Cada uma das disciplinas tem uma interpretação específica da escala, que é única para as três séries avaliadas. As médias apontam os distintos graus de desenvolvimento de habilidades, competências e aquisição de conhecimentos pelos estudantes ao longo dos anos de estudo.
                    Alunos com média igual a 175,52 em língua portuguesa, que é a média nacional para a quarta série da rede urbana, por exemplo, são capazes de entender expressões com discurso indireto, narrativas de temática e vocabulário complexos, identificar marcas dos distintos gêneros de texto e a finalidade de um texto jornalístico, entre outras habilidades. Como a escala é cumulativa, esses estudantes também têm todas as habilidades descritas nos pontos mais baixos, como interpretar histórias em quadrinhos e poemas, identificar temas de textos mais simples e sentido de palavras em cantigas populares e expressões próprias da linguagem coloquial.

Matemática
   
                 Em matemática, a média 239,38 (média nacional para a oitava série da rede urbana) indica que o estudante consegue, entre outras ações, localizar dados em tabelas mais complexas, identificar gráfico de colunas correspondentes a números positivos e negativos, converter medidas de peso e calcular o perímetro e a área de figuras. Alunos com essa média também têm desenvolvidas as capacidades descritas em níveis mais baixos, como a de calcular resultados de subtrações complexas, ler horas em relógios de ponteiros e digital, estimar medida de comprimento usando unidades não-convencionais e reconhecer a decomposição em dezenas e unidades de números naturais.
                    As tabelas contêm informações sobre participação e as médias de desempenho no Saeb, por série e disciplina avaliada, em cada unidade da Federação, no período de 1995 a 2005.

07/02/2007
Enem de 2006 tem resultados por estado e escola
Fonte: MEC/Da Redação

                    Os participantes do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2006 obtiveram médias de desempenho iguais a 36,90 na parte objetiva da prova e de 52,08 na redação, numa escala que vai de zero a 100. Mais de 2,7 milhões (2.784.192) de estudantes compareceram ao exame no dia 27 de agosto do ano passado, do total de 3.743.370 inscritos. Foi a maior edição até agora, em número de inscritos e de participantes efetivos.
                    Se o Enem 2006 fosse uma prova escolar qualquer, os participantes de 2006 estariam reprovados na parte objetiva e passariam com a nota mínima na prova de redação. Na objetiva, os alunos que fizeram a prova do ano passado receberam nota média de 36,90 pontos. Na redação, a nota média foi de 52,08.
                    Se compararmos os resultados obtidos no ano passado com os de 2005 veremos que houve queda no rendimento. Em 2005 a média geral na objetiva foi de 39,41, e na redação chegou a 55,96.

Confira as tabelas e gráficos

                    Fizeram a prova estudantes que concluíram o ensino médio em 2006 e também aqueles que já tinham finalizado a educação básica em anos anteriores (egressos), que obtiveram médias de 38,14 na parte objetiva e 53,40 na redação. As médias dos concluintes foram de 35,52 na parte objetiva e de 50,72 na redação.
                    Alunos que estudaram somente em escola pública obtiveram médias 34,94 (prova objetiva) e 51,23 (redação), enquanto o grupo que declarou ter estudado somente em escola particular teve média de 50,57 na parte objetiva e de 59,77 na redação. (Tabelas 1 e 2).
                    A maioria dos que fizeram o Enem é solteira (84,13%), vive com a família (88,71%) e não tem filhos (82,80%). Mulheres predominam. São 62,53%. O balanço geral da nona edição do exame mostra ainda que a maior parte dos participantes vem de escola pública, pretende chegar à faculdade e tem baixa renda familiar.
                    Dos 2.428.700 presentes que preencheram o questionário socioeconômico do Enem de 2006, mais de 80% cursaram o ensino médio na rede pública e 83,25% declararam viver em famílias com renda de um a cinco salários mínimos. Sobre o motivo de fazer o Enem, 70% responderam que o objetivo era entrar na faculdade ou conseguir pontos para o vestibular. (Gráficos 1 a 7).
                    Pelo segundo ano consecutivo, o Inep libera para consulta eletrônica as médias de desempenho obtidas pelos concluintes de cada uma das escolas participantes do exame em 2006. A escola precisa, porém, que no mínimo dez de seus alunos concluintes tenham feito a prova.
                    Na página eletrônica do Inep é possível verificar médias por estado, município e unidade de ensino. Para cada escola há informações sobre número de matriculados no último ano do ensino médio, de participantes, médias observadas e médias com correção de participação, que simulam estatisticamente a nota que seria obtida pela escola caso a totalidade de seus alunos tivesse participado da prova.
                    A consulta por escola deve ser realizada sempre a partir de um município. Ou seja, não é possível obter a listagem das escolas do País ou de uma determinada unidade da Federação, por exemplo. Além da seleção de estado e município, é possível a consulta por localização da escola (rural ou urbana), por dependência administrativa (particular, federal, estadual ou municipal) e por modalidade de ensino (regular, profissionalizante e de jovens e adultos).
                    “A participação dos concluintes no Enem, hoje, mesmo que voluntária, representa mais da metade de todos os matriculados no último ano do ensino médio”, disse o presidente do Inep, Reynaldo Fernandes. “Isso torna o exame uma importante ferramenta de diagnóstico do sistema educacional. A transparência dessas informações é um direito da sociedade.”

03/02/2007
Inep já recebeu mais de 14 mil solicitações de dispensa ao Enade 2006
Fonte: Inep

                    Findo o prazo para o envio de solicitações de dispensa ao Enade 2006, a Coordenação Geral do Exame informou que, até o momento, já recebeu correspondências de 14.472 estudantes justificando os motivos de não terem comparecido às provas. O último dia para a postagem das justificativas foi 31 de janeiro, portanto, a tendência é que esse total cresça ainda mais.
                    Todos os casos serão julgados individualmente por uma Comissão nomeada, em Portaria, pelo Ministro da Educação. E o prazo legal para o Inep divulgar a lista de alunos dispensados do Enade 2006, por causa das justificativas apresentadas, é 8 de maio. Entretanto, a previsão é que, antes desta data, sejam publicadas listagens parciais no Diário Oficial da União.
                    Para mais informações sobre o Enade, clique aqui.

03/02/2007
Participantes do Encceja 2006 devem procurar resultados nas Secretarias de Educação
Fonte: Inep

                    As médias obtidas pelos participantes do Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos (Encceja) 2006 já foram contabilizadas. O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep/MEC) divulgou a distribuição das médias em cada uma das áreas avaliadas nos ensinos Fundamental e Médio. Cada participante deve procurar a Secretaria de Educação de sua cidade ou local onde se inscreveu para obter informações acerca dos resultados em cada prova realizada.
                    A adesão das redes de ensino ao exame de certificação é opcional, formalizada mediante assinatura de Termo de Compromisso de Cooperação Técnica e/ou Convênio com o Inep. Em 2006 participaram 52 Secretarias Municipais de Educação espalhadas pelo País, além das Secretarias de Educação do Tocantins, Mato Grosso do Sul e do Distrito Federal. O exame também teve a participação da Fundação Estadual Prof. Dr. Manoel Pedro Pimentel, Funap, de São Paulo, que cuida da educação nos presídios paulistas.
                    O Encceja tem como principal objetivo a avaliação de competências e habilidades básicas de jovens e adultos que não tiveram oportunidade de acesso à escolaridade regular na idade própria. Coube ao Inep nesse ano a concepção técnica do exame, assim como viabilizar toda a elaboração da prova, sua logística de distribuição, aplicaçãoe correção. Em contrapartida, as Secretarias de Educação que aderiram ao Encceja decidem pela forma de utilização dos resultados apresentados, com autonomia inclusive para definir qual a nota mínima para conceder certificação. Também é de responsabilidade das Secretarias a emissão dos documentos necessários, quando for o caso, para a certificação de estudos no nível de conclusão do Ensino Fundamental e do Ensino Médio, em cumprimento ao disposto no inciso VII, do Artigo 24, da Lei nº 9.394/96 (LDB).
                    O participante do Encceja se inscreve em cada uma das áreas avaliadas, ou seja, pode obter certificação em cada prova separadamente. No Ensino Fundamental foram aplicadas 60.941 avaliações, nas áreas de Língua Portuguesa, Língua Estrangeira, Educação Artística e Educação Física; História e Geografia; Matemática; e Ciências Naturais. A primeira área foi a mais buscada para a certificação, com 16.510 participantes na prova.
                    No Ensino Médio a procura por certificação foi maior e mais equilibrada entre as quatro áreas oferecidas, num total de 105.674 provas aplicadas. Foram avaliadas as áreas de Linguagens, Códigos e suas Tecnologias; Ciências Humanas e suas Tecnologias; Matemática e suas Tecnologias; e Ciências da Natureza e suas Tecnologias.
                    Em relação às médias de desempenho, vale lembrar que o Encceja 2006 foi estruturado em metodologia da Teoria de Resposta ao Item (TRI), como a utilizada nas provas do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Básica (Saeb). Portanto, as notas não seguem o padrão tradicional de 1 a 10 conforme percentual de acertos, mas estão estruturadas numa escala de proficiência que, nesta edição, variou de 60 a 180. O nível 100 dessa escala foi tecnicamente sugerido às redes como ponto indicativo de que o participante desenvolveu as habilidades mínimas necessárias para obter a certificação. Porém, é importante destacar que as redes de ensino possuem autonomia para definir seu próprio parâmetro.

02/02/2007
Portal Sinaes mostra panorama da Educação Superior no Brasil
Fonte: Inep

                    Os dados da educação superior brasileira coletados pelo Inep estão disponíveis a toda a sociedade. Para garantir o acesso a essas informações, foi lançado, no final do ano passado, o Portal Sinaes, contendo estatísticas produzidas desde 1991 e atualizadas permanentemente. Alguns dos números de 2007 já estão inclusive disponíveis.
                    O portal possibilita ao cidadão comum a consulta e compreensão de dados até então acessíveis apenas a especialistas, estatísticos e gestores. A navegação é bastante simples. Logo na página de abertura, do lado direito da tela, o internauta recebe a orientação: “Este é o espaço público onde você acessa informações sobre cursos, instituições e docentes da Educação Superior do Brasil”. Logo abaixo, três opções: indicadores para conhecer o perfil de uma instituição ou de um curso específico; indicadores gerais sobre a Educação Superior brasileira e, ainda, o sistema de buscas, que possibilita encontrar os docentes, os cursos e as instituições de educação superior.
                    Também nessa primeira página, há opção para entrada no Ambiente Docente, um espaço de interlocução do professor com o Inep. Ali, ele preenche seus dados pessoais e atualiza permanentemente seu cadastro. Essas informações são utilizadas pelo Inep quando do processo de escolha de novos avaliadores ou para agregar os dados do Cadastro Nacional de Docentes.
                    O docente tem acesso às mesmas informações que os demais. A todos, o Portal Sinaes possibilita consultas como números de cursos e o tipo de profissionais que se formam em cada cidade, estado, região ou em todo o País. Permite ainda que o interessado encontre uma graduação a distância dentro de seu interesse, bem como análises comparativas da qualidade dos cursos.
                    Estão integrados, no Portal Sinaes, o Cadastro Nacional de Docentes da Educação Superior, os últimos 15 anos do Censo da Educação Superior, o Currículo Lattes do CNPq, o Cadastro Nacional de Cursos Lato Sensu, o Cadastro de Cursos de Graduação e Instituições de Educação Superior e o Banco de Avaliadores do Sinaes. Em breve serão agregados ainda os dados do Enade e do extinto Provão: resultados, relatórios finais e as estatísticas do questionário sócio-econômico aplicado anualmente aos participantes do exame e aos coordenadores dos cursos pertencentes às áreas avaliadas em cada edição. Futuramente, todos os pareceres e conceitos das avaliações in loco de cursos e instituições também estarão disponíveis.

23/01/2007
Avaliação externa das instituições do ensino superior começa em 2007
Fonte: MEC

                    Cerca de 1,8 mil profissionais estão aptos a iniciar o trabalho de avaliação das instituições de educação superior, públicas e particulares, e de cursos de ensino superior. A capacitação de avaliadores é o elemento que faltava para completar o ciclo de avaliação do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (Sinaes), por meio da avaliação de cursos e instituições.
                    A Comissão Nacional de Avaliação da Educação Superior (Conaes), vinculada ao Ministério da Educação, é responsável pela coordenação do Sinaes. A operacionalização do sistema fica a cargo do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep/MEC). Segundo o presidente da Conaes, Sérgio Franco, só a partir da formação de profissionais competentes, é possível iniciar a avaliação externa das instituições e implantar uma avaliação continuada de cursos, o que deve ocorrer a partir de março.
                    Criado em 2004, pela Lei nº 10.861, o Sinaes integra vários instrumentos de avaliação ao analisar a educação superior em três eixos — avaliação de instituições, de cursos e do desempenho dos alunos. A meta de avaliar a educação superior de forma abrangente, por meio da articulação dos processos avaliatórios de estudantes, de cursos e de instituições, será atingida em 2007, quando a avaliação de cursos e de instituições ganhar profissionais capacitados para desenvolver o trabalho de avaliação continuada. O sistema prevê a avaliação das instituições mediante auto-avaliação e avaliação externa. Esta última depende da capacitação de avaliadores.
                    A auto-avaliação das instituições é feita por uma comissão formada por representantes do quadro técnico-administrativo e dos corpos docente e discente da própria instituição, além de membros externos da comunidade. Para Franco, a auto-avaliação oferecerá subsídios à avaliação externa porque indica as especificidades de cada instituição.
                    A avaliação externa vai comparar os objetivos, resultados e dificuldades declarados pela instituição em sua auto-avaliação e o que os avaliadores  externos observarem acerca da realidade institucional. Os mesmos dez quesitos considerados pela auto-avaliação — que envolvem desde infra-estrutura, gestão, corpo docente, pesquisa e até responsabilidade social da instituição na região onde atua — serão verificados pela avaliação externa.
                    Segundo Sérgio, a avaliação das instituições não tem como meta punir aquelas que estiverem aquém dos padrões de qualidade estipulados pelo MEC, mas conhecer a realidade institucional e fornecer parâmetros para a melhoria da qualidade do ensino.

Avaliadores
  
                 O Banco de Avaliadores do Sinaes foi criado em 2006 e conta com aproximadamente 11 mil pessoas. Segundo o presidente da Conaes, Sérgio Franco, todos os avaliadores do banco são professores universitários, dos quais 86,2% são doutores; 12,5%, mestres e 1,3%, especialistas ou graduados. Muitos deles são dirigentes universitários com experiência em gestão. Conforme o perfil, cada um avaliará a área na qual tenha mais competência e afinidade. Universidades, faculdades e entidades científicas indicam nomes para compor o banco e outros professores interessados também podem se inscrever por conta própria. Cada inscrição ou indicação é analisada pela Conaes, que seleciona os perfis adequados ao trabalho de avaliação de cursos e de instituições. Os escolhidos passam pela formação de avaliadores e passam a integrar comissões de avaliação, formadas por sorteio.

Cursos
  
                 A avaliação ocorre desde a existência do mecanismo de reconhecimento de cursos e hoje gira em torno da regulação destes. O que significa que a avaliação está diretamente ligada ao reconhecimento e à renovação do reconhecimento dos cursos. A dinâmica de avaliação de cursos envolve atualmente dois tipos de avaliação — autorização de cursos e reconhecimento de cursos.
                    Primeiro, cada curso novo criado por uma instituição precisa passar por avaliação para ser autorizado. O mesmo processo ocorre após o início das aulas e antes da expedição de diplomas, quando o curso deve ser novamente avaliado para ser reconhecido e ter direito a formar turmas. A partir de 2007,  em conjunto com a avaliação externa das instituições, a expectativa é de que os cursos sejam avaliados continuamente, com a intenção de focar o processo avaliatório não apenas na regulação, mas na fiscalização dos padrões de qualidade dos cursos. “Estamos atravessando um momento de transição em que a avaliação dos cursos passará, a partir do ano que vem, a integrar os objetivos do Sinaes, cuja meta é analisar continuamente a qualidade da educação superior”, afirmou Sérgio Franco.

Enade
  
                 O terceiro instrumento usado na avaliação do ensino superior é o desempenho de estudantes da graduação por meio do Enade. O exame é aplicado a uma amostra de estudantes - do primeiro e do último ano − de cursos oriundos de áreas selecionadas anualmente pelo MEC.
                    Este ano, em sua terceira edição, o Enade apresentou uma novidade. O exame divulgou um índice, medido já nas avaliações de 2005, capaz de calcular a diferença de desempenho entre estudantes ingressantes e concluintes de cada instituição. De acordo com o presidente da Conaes, o mecanismo ajuda a detectar qual a contribuição de cada curso e de cada instituição na formação dos alunos. Outra expectativa da Conaes é de que os resultados do Enade repercutam na avaliação de cursos. “A intenção é aliar a avaliação de cursos e de desempenho de estudantes para conhecermos melhor cada curso”, ressaltou Franco.

Portal
  
                 O lançamento, em dezembro de 2006, do portal do Sinaes conferiu transparência ao trabalho de avaliação da educação superior. O portal reúne informações pormenorizadas, de 1991 a 2006, acerca de cursos, instituições e corpos docente e discente das instituições de ensino superior. É possível cruzar os dados disponíveis e encontrar informações como o número de professoras com titulação de mestrado em instituições do Amazonas.
                    Também pode-se encontrar detalhamentos sobre o perfil dos docentes de determinada instituição, com acesso ao currículo Lattes, que indica, por exemplo, as premiações recebidas e as publicações do professor pesquisado.
                    O desempenho dos estudantes no Enade e os censos da educação superior até 2005 podem ser consultados na página eletrônica do Inep.