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Atualmente, a
Avaliação Institucional é uma realidade no campo das políticas
universitárias, dos governos, de vários organismos internacionais de
financiamento da educação, e uma das necessidades estruturais da
Educação Superior Brasileira, tanto no plano acadêmico-pedagógico,
quanto no das exigências legais. A Avaliação da Educação Superior
apresenta-se como uma das prioridades do Governo Federal e, dessa
maneira, assume papel fundamental no contexto das instituições de
ensino do país. A Lei nº. 10.861 de 14/04/2004, que implanta o
SINAES (Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior),
corrobora tal prioridade, na medida em que, é, também, parte de uma
política de Estado.
Muitos estudiosos dessa temática têm destacado a
indiscutível importância de se avaliar uma Instituição de Ensino
Superior (IES), visando à construção de um conceito de qualidade de
ensino mais condizente com a pós-modernidade. A avaliação surge como
uma das mais ricas oportunidades para redefinir ou reafirmar a
missão institucional e seus valores, revelando-se excelente
exercício formativo para a comunidade acadêmica, que passa a se
responsabilizar pelo uso dos resultados por ela produzidos.
As necessidades advindas da Avaliação Institucional
vêm desencadeando estudos, reflexões e propostas na busca de modelos
e programas educacionais apropriados, em consonância com o contexto
a que se destina e voltados para a utilização das tecnologias de
informação e comunicação.
Essa tem sido a postura
teórico-metodológica e política da Avaliação Institucional na
Universidade Cruzeiro do Sul que, construída há 10 anos,
fundamenta-se em princípios capazes de suportar um modelo de
avaliação proposto pela antiga Comissão Permanente de Avaliação
Institucional (CPAI) e atual CPA, além de sedimentar uma cultura em
avaliação universitária.
Assim sendo, tal modelo enfoca potencialidades,
limitações e conduz a comunidade institucional a olhar
reflexivamente sobre um sentido mais amplo de qualidade, como
poderíamos exemplificar em Demo (1999, 3), quando diz:
"Na qualidade não vale
o maior, mas o melhor; não o extenso, mas o intenso;
não o violento, mas o envolvente; não a pressão, mas a
impregnação".
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