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O número
de matrículas no ensino superior no Brasil cresceu num
ritmo menor nos últimos anos do que no início da década.
Desde 2003, o total de estudantes em faculdades ou em
universidades tem aumentado em torno de 7%, abaixo dos
12% anuais registrados de 2000 a 2003. A conclusão é do
Censo da Educação Superior 2005, divulgado nesta
terça-feira (12) pelo Ministério da Educação.
De
acordo com o levantamento, o total de matrículas nas
instituições de nível superior foi de 4.453.156 em 2005.
O número representa aumento de 6,95% em relação ao ano
anterior, quando 4.163.733 novos alunos ingressaram em
faculdades, universidades e centros de educação
tecnológica. De 2003 para 2004, o crescimento tinha sido
de 7%.
O ensino privado continua a responder
pela maior parte dos novos estudantes. Em 2005,
3.260.967 matrículas ocorreram em instituições
particulares, o que equivale a 73,23% do total. Boa
parte desse crescimento pode ser explicada pela
preferência dos estudantes pelo período noturno. Nas
faculdades e universidades pagas, 68,6% dos alunos
estudam à noite. Nas instituições de ensino superior
públicas, a proporção cai para 37%.
Apesar de os
alunos de nível superior se concentrarem no ensino
particular, o ministro da Educação, Fernando Haddad,
afirma que a redução no ritmo de crescimento das
matrículas representa sinal de que o sistema passa por
uma reorganização. "Os números mostram que a expansão
financiada pelas instituições privadas, aos poucos, está
se esgotando", ressaltou.
Para o ministro, a
política de expansão das universidades públicas, como a
criação de dez instituições federais de ensino superior
em 2005, representa um caminho para recuperar os níveis
de crescimento no país. De acordo com ele, os efeitos
dos investimentos feitos pelo governo federal nos
últimos dois anos serão sentidos em 2007. "No próximo
ano, o total de vagas nas instituições federais
aumentará para 153 mil, depois de ficar estagnado em
torno de 120 mil desde 1999", prometeu. (ABr)
Heloísa Prado -
Bonde Londrina
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