O ministro da Educação, Fernando Haddad, tenta não ser tão
pessimista. "É difícil projetar o atendimento ou não da meta. A
expansão federal, por exemplo, ainda não repercutiu no censo",
afirmou. Haddad afirma que o número de vagas nas instituições
federais deve crescer de em torno 120 mil este ano para 153 mil no
ano que vem. E ainda aposta na Universidade Aberta do Brasil (UAB),
a instituição federal apenas de ensino a distância, que está
começando a funcionar.
Mas as perspectivas não são boas. Nos últimos cinco anos, o País
conseguiu avançar pouco mais de um ponto percentual na taxa de
matrícula do ensino superior. Haddad culpa "o modelo anterior" de
expansão do ensino superior que, segundo o ministro, era focada nas
instituições privadas. "Se nos ativermos apenas ao modelo anterior
de expansão a meta realmente não será atingida. As pessoas dependem
de ensino gratuito ou fortemente subsidiado", afirmou.