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Brasília, sexta-feira, 20 de abril de 2007
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Ensino superior privado poderá ser
totalmente financiado, anuncia Haddad
Da
Agência Brasil
12/12/2006 21h04- Brasília - O governo poderá
financiar até 100% das mensalidades do ensino
superior privado ou exigir o engajamento dos
estudantes em atividades sociais para expandir o
acesso ao nível superior. As medidas podem
integrar os novos critérios de inclusão no
Programa de Financiamento Estudantil (Fies) no
Programa Universidade para Todos (ProUni) e
estão em estudo pelo Ministério da Educação.
A informação foi dada nesta terça-feira
pelo ministro da Educação, Fernando Haddad,
durante a divulgação do Censo da Educação
Superior 2005. O levantamento constatou que
apenas 10,9% dos estudantes jovens, entre 18 e
24 anos, estão matriculados no ensino superior,
número bem distante da meta de 30% estabelecida
para 2011 no Plano Nacional de Educação.
Segundo Haddad, as propostas de mudança
no Fies e no ProUni serão apresentadas ao
presidente Luiz Inácio Lula da Silva em reunião
no Palácio do Planalto na próxima semana. Ele
salientou que o Ministério da Educação ainda não
fechou posição sobre qual proposta levará ao
presidente, mas confirmou que o financiamento
integral das mensalidades e a participação dos
beneficiados em atividades extracurriculares
estão sendo debatidas internamente.
Outras atividades De acordo
com o ministro, em vez de devolverem o valor
emprestado após a conclusão do curso, os
estudantes poderiam ser mobilizados para cuidar
de crianças que ficarem mais tempo nas escolas.
A experiência se baseia em programas similares
adotados pelas prefeituras de Belo Horizonte e
Nova Iguaçu (RJ). Na avaliação do ministro,
seria bastante útil caso o Congresso aprove o
projeto que institui a jornada integral no
ensino fundamental.
Haddad destacou
várias medidas adotadas pelo governo para
estimular o acesso ao ensino superior, como a
criação de dez instituições federais de ensino
superior em 2005 e o programa Universidade
Aberta. Voltado para a formação de professores
do ensino básico com base no ensino a distância,
o programa instalará 300 pólos municipais, que
receberão computadores que deverão ser
responsáveis, nas estimativas do ministro, por
60 mil novas matrículas no próximo ano.
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