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ECOLOGIA


SITE REFORMA E AMPLIA A EDUCAÇÃO AMBIENTAL

O objetivo é criar subsídios para atender os programas de educação ambiental em todo o país.

A ministra Marina Silva lançou oficialmente esta semana o Sistema Brasileiro de Informação sobre Educação Ambiental (Sibea). O portal (sibea.mma.gov.br) pretende ser uma fonte específica de informações permanente e atualizada sobre três itens: especialistas, instituições e redes sociais da área ambiental. Elaborado pela Diretoria de Educação Ambiental do MMA e o Instituto Stela, o Sibea faz parte do Sistema Nacional de Informação sobre Meio Ambiente (Sinima) e servirá como "ferramenta" de mobilização social para o desenvolvimento e o fortalecimento de ações de educação ambiental no Brasil.

O portal foi concebido para que os usuários (principalmente educadores) "naveguem" com facilidade, rapidez e agilidade pelas páginas. "O Sibea é um sistema público, não governamental. É de toda a sociedade. Não tenho dúvidas de que a tecnologia a ser manejada será importante fator de promoção da educação ambiental, pela capacidade de integração de todas aquelas pessoas preocupadas com a questão", disse Marina Silva. "Estamos lidando com uma plataforma de trânsito fundamental e estratégica para a afirmação de uma nova cultura civilizatória", disse.

Segundo o secretário-executivo do Ministério do Meio Ambiente, Claudio Langone, ao dar corpo ao Sibea, o MMA trabalha dentro da lógica de irradiar a política nacional ao País, ajudando a organizar os sistemas estaduais de meio ambiente, bem como as redes e os grupos do setor. "Outro dado importante da inauguração do Sibea é nossa preocupação em afirmar no País uma política de informação, ultrapassando a mera discussão 'pesada' sobre equipamento para pensar na 'lógica' do sistema", disse.

A plataforma usada na constituição e no Sistema Nacional de Meio Ambiente (ao qual o Sibea está relacionado) é inovadora em termos de aplicação. "Além do baixo custo, o sistema pode ser amplamente utilizado, promovendo amplo acesso e integração das redes", disse Langone, citando ainda outras iniciativas semelhantes ao Sibea, como o portal florestal, o portal nacional de licenciamento e o sistema de informação de recursos hídricos, em fase de elaboração e implantação.

Segundo o secretário, MMA e a sociedade precisam também utilizar o Sibea para aumentar o nível de interlocução do setor de educação ambiental com o conjunto das políticas ambientais do País. "Temos pela frente o desafio de afirmar o Sibea, mas também de pensar que ele deve ser um meio não só de fortalecer a integração de educadores ambientais, mas de fortalecer a relação destes com um conjunto mais amplo da gestão da política ambiental do Brasil. Nesse sentido, é essencial a abordagem de uma questão especial, o tema da mudanças climáticas", disse Langone.

A MINISTRO DO MEIO AMBIENTE, MARINA SILVA, DURANTE O LANÇAMENTO DO SITE QUE VAI PROMOVER A EDUCAÇÃO AMBIENTAL EM TODO O BRASIL.

PORTARIA DO MMA CRIOU O CORREDOR CENTRAL DE MATA ATLÂNTICA NA BAHIA

Com a assinatura da Portaria nº 61, publicada no Diário Oficial da União na segunda-feira, a ministra Marina Silva concedeu ao Comitê Estadual da Reserva da Biosfera da Mata Atlântica do estado da Bahia a atribuição de Comitê Gestor do Componente Corredor Central da Mata Atlântica na Bahia. A iniciativa favorece o andamento do Projeto Corredores Ecológicos (integrante do Programa Piloto para Proteção das Florestas Tropicais do Brasil - PPG-7), administrado pela Secretaria de Biodiversidade e Florestas, do Ministério do Meio Ambiente.

A edição da portaria foi necessária porque o Comitê Estadual da Reserva da Biosfera sofreu alteração na formação de seus membros. A mera alteração daquele colegiado obriga em princípio a criação formal de novo Comitê para realizar as atividades de gestão. Porém, em vez de gastar tempo com um processo deste porte, a ministra preferiu abreviar o caminho, optando por solução mais simples: manter a atribuição de gestor dada ao mesmo Comitê Estadual ("alterado"), porém reatribuindo a ele esta responsabilidade. "Em vez de criar comitê sobre comitê , a ministra evitou a duplicação de esforços, em benefício da exeqüibilidade do trabalho", diz o coordenador do Projeto Corredores Ecológicos, Militão de Morais Ricardo.

Segundo ele, com a assinatura da Portaria nº 61, os três estados abrangidos pelo Projeto Corredor Ecológico na Mata Atlântica (Amazonas, Bahia e Espírito Santo) estão em situação regular para executarem, em parceria com o MMA, ações descentralizadas de gestão, voltadas à conservação, proteção e recuperação da Mata Atlântica, o mais desfigurado dos biomas brasileiros. Estudos do MMA mostraram que cerca de 10% da configuração original continuam em pé.

Projeto federal, o Projeto Corredores Ecológicos é gerido em parceria com os estados. A gestão das áreas, hoje concentrada na Mata Atlântica e na Amazônia, é feita em parceria com os estados, em regime de gestão descentralizada. "Os estados são co-participantes, inclusive cedendo espaço físico para instalação de escritórios regionais para as unidades de coordenação estaduais, alocadas com técnicos dos estados", diz Militão Ricardo.

Segundo o coordenador, o Projeto Corredores Ecológicos saiu da fase inicial, de planejamento, e entrou na etapa de implantação. Em relação à Mata Atlântica, mais de 20 convênios firmados em 2006, no valor total de R$ 16 milhões, estão sendo executados em 2007. Os recursos são empregados em ações de planejamento, organização e fiscalização; na implementação de Unidades de Conservação (na dotação de suas infra-estruturas, por exemplo) e na efetivação de áreas de "interstício". Foram identificadas 18 áreas prioritárias dessa categoria, onde os governos federal e estadual trabalham para conectar fragmentos do bioma.

Os técnicos do Projeto também fazem trabalho junto à população, mobilizando-a, através de cursos, palestras, treinamentos para uma relação sustentável com as florestas. Nesses eventos, os participantes têm acesso inclusive a informações sobre cadeias de extrativismo sustentável dos produtos originários da floresta..

A MATA ATLÂNTICA É UM DOS PRINCIPAIS PATRIMÔNIOS NATURAIS DO PAÍS POR CAUSA DA SUA DIVERSIDADE.

Fim da Coluna