Brasil inicia montagem de protótipo de carro elétrico

Começa esta semana no Brasil a montagem de dois primeiros protótipos de veículos elétricos. As carrocerias dos carros receberão bateria especial, motor elétrico, dispositivos eletrônicos, sensores e carregador. A previsão é de que os automóveis fiquem prontos até o começo de julho, quando circularão pelas ruas do Rio de Janeiro durante os Jogos Pan Americanos.

Os veículos híbridos elétricos (VHE) são a melhor solução para reduzir drasticamente a emissão de gases causadores do efeito estufa pelo transporte. A alternativa vem sendo divulgada através de informes do Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática (IPCC) da Organização das Nações Unidas, que reclamam medidas urgentes para conter o aquecimento da Terra.

No país, a linha de montagem deverá ganhar ritmo mais intenso até o final do ano. A previsão é que sejam montados 15 carros, para atender aos pedidos de empresas do setor elétrico do Brasil e do Paraguai.

Paralelamente à montagem dos protótipos, serão desenvolvidas linhas de pesquisas que visam aperfeiçoar as tecnologias já existentes para permitir a adequação ao clima tropical e a redução dos custos, assim como a otimização da potência e da autonomia dos veículos elétricos.

A meta do projeto é desenvolver, nos próximos cinco anos, um veículo com autonomia de 450 quilômetros, velocidade máxima de 150 quilômetros por hora e tempo de recarga das baterias de 20 minutos. Para isso, deverão passar pela linha de montagem em Itaipu, nesse período, 50 protótipos.

O VHE usa motor elétrico abastecido por baterias e um gerador que converte o combustível em eletricidade. Isto é, não deixa de usar gasolina diesel ou álcool, mas em quantidades menores.

Sua produção não pára de crescer nos grandes mercados. Mais de 320 mil automóveis híbridos foram vendidos no ano passado, a maior parte deles nos EUA.

Monitoramento por satélite da Amazônia será mais rigoroso

Em meados de maio próximo, o Ministério do Meio Ambiente vai colocar em funcionamento uma nova arma contra o desmatamento ilegal da Amazônia Legal: o Detex (Detecção de Exploração Seletiva), novo sistema de monitoramento por satélite da região.

Com ele, o governo federal passa a contar com três sistemas simultâneos de rastreamento da floresta amazônica, cada qual com uma função técnica. A soma das imagens oferecidas por eles tornará ainda mais difícil ao infrator derrubar a floresta sem ser descoberto, dando maior agilidade à intervenção em campo dos fiscais.

O Detex será operado pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), que também administra os outros dois sistemas usados pelo governo para vigiar a floresta amazônica, o Programa de Cálculo de Desflorestamento da Amazônia (Prodes) e o Detecção em Tempo Real (Deter).

Diferentemente do Prodes, que faz leituras abrangentes anuais de imagens esparsas, e do Deter, que identifica clareiras na imensidão da floresta, o Detex será pontual e detalhista. Ele foi concebido para monitorar exclusivamente os distritos florestais, identificando atividades madeireiras no meio da floresta, como abertura de picadas, pátios para armazenamento de toras e retirada de árvores individuais - o chamado corte seletivo.

As primeiras áreas a serem rastreadas pelo Detex serão os distritos florestais da BR-163 e de Carajás, no Pará, e do Madeira-Purus, situado no entroncamento dos estados do Amazonas e de Rondônia, áreas passíveis de planos de manejo de particulares autorizados pelo governo.

Fonte: Ministério do Meio Ambiente

Live Earth alerta sobre mudanças climáticas com pop

Marcado para acontecer simultaneamente em seis cidades do globo, o festival Live Earth será uma verdadeira maratona pop de 24 horas de duração. Com o apoio de artistas como Madonna, Foo Fighters, Beastie Boys e Red Hot Chili Peppers, a mega-festa tem como intuito chamar a atenção sobre as mudanças climática e arrecadar fundos para atenuar seus efeitos.

Os shows vão acontecer dia 7 de julho, no Rio de Janeiro, Londres, Xangai, Johanesburgo, Sydney e Tóquio, com apresentações de mais de cem artistas.

Entre as atrações já divulgadas para o show de Londres, no estádio de Wembley, estão bandas no auge do sucesso, como Snow Patrol, Bloc Party, Black Eyed Peas e Keane, além de veteranos como Duran Duran, Gênesis, Beastie Boys e Foo Fighters.

Por trás da mobilização de tantos artistas estrelados está o ex-vice-presidente dos EUA Al Gore, que em 2006 ganhou o Oscar de melhor documentário pelo filme “Uma Verdade Inconveniente”, dirigido por ele.

O lucro dos shows será investido na criação de uma fundação para a luta contra o aquecimento global, que será liderada pela Aliança para a Proteção do Clima, presidida por Gore. Ele espera que os shows do Live Earth se tornem um símbolo da conscientização sobre mudanças climáticas tão forte quanto foi o Live Aid em prol da África.

Governo lança portal sobre educação ambiental

O Ministério do Meio Ambiente colocou no ar esta semana o Portal do Sibea - Sistema Brasileiro de Informações sobre Educação Ambiental. O site tem um banco de dados com mais de 200 mil informações sobre o tema. A página traz noções sobre como economizar água e energia e ajudar a reduzir a poluição. Além disso, há perfis sobre especialistas, matérias sobre instituições e grupos que atuam na preservação do meio ambiente. O Sibea foi concebido pela Diretoria de Educação Ambiental do Ministério do Meio Ambiente em parceria com o Instituto Stela, organização sem fins lucrativos formada por pesquisadores em inovação tecnológica especializada em gestão do conhecimento. Para acessar o site, basta clicar no endereço http://sibea.mma.gov.br/dcsibea/

Campanha visa aumentar turismo sustentável no Brasil

O Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), os Ministérios do Meio Ambiente e do Turismo e a Comissão Européia lançaram a campanha Férias Sustentáveis, destinada a criar uma cultura de turismo saudável no Brasil. A campanha, que será realizada neste ano em formato piloto, pretende ser parâmetro para novas iniciativas semelhantes no Brasil e fora.

Durante a campanha, o comitê abordará pontos que favoreçam a mudança de apelo na atividade turística, agregando ao valor estético (paisagens e etc.), conceitos de responsabilidade ambiental, ética e social. Será uma oportunidades de prospectar formas de consumo e produção sustentável, negócios inovadores, estratégias de marketing que associem desenvolvimento e oferta de tecnologias a produtos e serviços ecologicamente prudentes.

"Desejamos que os turistas passem a pensar no ambiente a partir do momento em que saem de casa. Que façam opções saudáveis em cada etapa da viagem. Desde a escolha de veículos limpos de transporte (que não emitam carbono ou o façam com parcimônia), passando por hotéis que adotem gestão ecológica (como controle da água e do fornecimento de energia elétrica), chegando ao consumo de suvenires corretos, produzidos sem elementos naturais de fauna e flora, como penas de animais ou madeiras em extinção", diz o coordenador do Programa Nacional de Ecoturismo (Proecutor/MMA), Alan Milhomens.

Com mensagens, exemplos e sugestões positivas, os organizadores vão mobilizar o turista, mas também o empreendedor do trade turístico e o poder público, cuja participação é condição para o fortalecimento de uma cultura de cuidados com o ambiente.

Fonte: Ministério do Meio Ambiente

CHINA QUER REDUZIR EMISSÕES DE GÁS QUE CAUSA CHUVA ÁCIDA

A China, que é o segundo país que mais polui o planeta, depois dos Estados Unidos, prometeu que reduzirá em 62% suas emissões de dióxido de enxofre - causador da chuva ácida - até 2010, medida que foi pelo escritório do Greenpeace em Pequim como positiva e animadora. A Comissão Nacional de Reforma e Desenvolvimento lançou este objetivo como complemento das promessas do Plano Qüinqüenal (2006-2010) aprovado no ano passado, no qual o governo chinês estabeleceu o objetivo de reduzir em 10% todos os poluentes.

A nova meta é "um passo muito significativo e urgente" para conter o fenômeno da chuva ácida na China, país onde um terço do território é afetado por este fenômeno, disse Ailun Yang, especialista em clima e energia do escritório nacional do Greenpeace.

Yang afirmou que as metas estabelecidas pelo Plano Qüinqüenal eram "muito genéricas" - além disso, Pequim não conseguiu cumpri-los no ano passado - e o fato de que esteja especificando mais mostra a vontade de melhoria das autoridades ambientais.

A China quer reduzir as emissões de dióxido de enxofre dos 13 milhões de toneladas de 2005 para 5,02 milhões em 2010. Para isso, deverá reverter os números do ano passado, quando as emissões aumentaram 1,8%, embora esse número tenha sido menor que em 2005, quando subiram 13,1%.

Este poluente é um subproduto da queima de carvão nas centrais hidrelétricas da China, onde esta matéria-prima representa mais de 60% da energia consumida pelo país asiático.

Segundo Yang, a China pode avançar muito em seus objetivos se fechar, como prometeu, todas as pequenas centrais que produzem menos de 50 gigawatts de energia elétrica, que - segundo ela - são "extremamente ineficazes" e podem ser substituídas por centrais com recursos renováveis, como as eólicas ou as solares.

PERU QUER PARCERIA DO BRASIL NA ÁREA AMBIENTAL

O governo peruano quer firmar um acordo de cooperação para desenvolver ações na área ambiental naquele País, inspiradas em ações realizadas pelo MMA - Ministério do Meio Ambiente, no âmbito do PPG-7 - Programa Piloto para Proteção das Florestas Tropicais do Brasil.

Atendendo ao interesse dos peruanos, a coordenadora do PPG-7, Nazaré Soares, embarcou esta semana para Lima, onde participa de uma série de reuniões com representantes do Conselho Nacional do Meio Ambiente do Peru e do Instituto de Pesquisas Ambientais daquele País. A primeira rodada de reuniões termina na próxima sexta-feira (30).

 

 

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