Ministro Sérgio Rezende
lança Portal Inovação na Fiesp
O Ministério da Ciência e
Tecnologia (MCT) lançou nesta segunda-feira, 24, na sede
da Fiesp, o Portal
Inovação, um sistema interativo para troca de dados
entre universidade, empresa e institutos de pesquisa.
Desenvolvido em parceria com os setores público e
privado, a partir do modelo da Plataforma Lattes – do
CNPq, que congrega uma base de dados de pesquisadores e
grupos de pesquisa – o web site será um elo entre as
universidades e as empresas, principalmente as de
pequeno e médio porte. Com um espaço de interação, envio
de propostas e buscas especializadas por oportunidades
de cooperação e linhas disponíveis de financiamento à
pesquisa (como as da Finep), a nova plataforma permitirá
a declaração das demandas do setor empresarial. Para o
desenvolvimento do projeto, foram investidos R$ 6
milhões em pouco menos de 1 ano. A partir de agora, a
manutenção do serviço será feita pelo Ministério e
Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial
(ABDI).
“A pesquisa no Brasil sempre
esteve muito concentrada nos centros universitários.
Gera-se papers e não se gera patente”, afirmou o
ministro da Ciência e Tecnologia, Sérgio Rezende,
durante o lançamento na Fiesp. Lembrando que o incentivo
à inovação tecnológica só começou a fazer parte da
política de desenvolvimento do País há dois anos, ele
acredita que o mecanismo será uma das formas de se
correr atrás do prejuízo. “Da década de 80 para cá, a
Coréia do Sul, que investiu massivamente em P&D,
aumento em seis vezes seu Produto Interno Bruto (PIB).
Enquanto isso, no mesmo período o PIB do Brasil cresceu
apenas 50%”, comparou.
O diretor do Departamento de
Competitividade e Tecnologia (Decomtec) da Fiesp, José
Roriz, lembrou que a desinformação dos empresários é, de
acordo com uma pesquisa da Federação, o principal
entrave para que se busque a inovação tecnológica como
estratégia de crescimento das empresas – a complexidade
dos sistemas nos quais os dados estão disponíveis e a
burocracia no acesso são os outros dois maiores
impedimentos citados no levantamento da entidade. No
entanto, ressaltou, “a inovação é a forma que as
empresas têm para diferenciarem seus produtos e se
tornarem mais competitivas no mundo globalizado”.
Na opinião do presidente da
Fiesp, Paulo Skaf, para que consiga crescer, é preciso
que o empresário brasileiro dedique um tempo para pensar
em investimentos em ciência e tecnologia. Porém,
ressaltou, é lamentável que hoje esses empreendedores já
tenham que se preocupar muito com os altos juros,
excesso de burocracia e alta carga tributária.
Fernanda Cunha - Agência Indusnet Fiesp