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Questão de
energia
Mais atenção às competências emocionais!
Esta foi a recomendação de Maria Antonieta Rossato
durante a apresentação do tema "a Gestão do
Conhecimento e Pesquisa Aplicada no Setor de Energia
Elétrica", nesta manhã de quinta, onde estiveram
reunidas as empresas Eletrobras, Itaipú e Copel,
representando brilhantemente o setor.
Durante sua exposição, Rossato, da
Eletrobras, chamou a atenção para o grande número de
pessoas que deixam as organizações por falta de
motivação: - "estas pessoas se sentem 'escravos da
área', são alocadas à revelia em áreas onde não
encontram a sua competência". Para ela, a Gestão do
Conhecimento requer mobilidade, o que só é possível
quando a pessoa certa está no lugar certo.
Pesquisa realizada pelo Crie em 2003,
revelou que 50% das entrevistadas estudam Gestão do
Conhecimento há pelo menos dois anos, no setor de
energia, sobe para 60% o número de empresas que estão
estudando, implantando ou pensando em Gestão do
Conhecimento, o que na prática não representa que houve
uma mudança na cultura organizacional. A crítica vai
para as diferentes iniciativas dentro de uma mesma
empresa. "Continua o feudo", disse Rossato, referindo-se
à barreira criada por gerentes individualistas.
Miguel Sória, disse em sua palestra que
a Itaipú está adotando a metodologia de Planejamento
Estratégico Situacional, daí surgiu a necessidade de
descrever ações de GC sob uma ótica corporativa. A
partir daí, a Itaipú passou a abrigar ações do Gestão do
Conhecimento em seu programa de desenvolvimento.
A Itaipú é um exemplo de empresa que
encontrou apoio metodológico na academia para um grupo
de trabalho que desenvolveu todas as ações que
permitiram ver a situação real da empresa. Este apoio
veio da Universidade Nacional del Este - UNE e da PUC do
Paraná - uma cooperação que permitiu a elaboração de
diretrizes que agora orientam as ações de Gestão do
Conhecimento e que deve resultar num Plano de GC; assim
como revelou uma gama imensa de conhecimento já
documentado, porém disperso, que pode ser devidamente
estruturado e disponibilizado. Os exemplos referiam-se a
algo em torno de 21 milhões de documentos, muitos já
digitalizados.
Desde a sua publicação, há dez meses, o
Portal de Gestão do Conhecimento da Itaipú se
mantém entre as dez páginas mais acessadas na
empresa - o que denota o alto interesse dos
funcionários, na opinião de Miguel, que agora
preocupa-se com a retenção do valioso capital
intelectual dos veteranos, às vésperas do Programa de
Demissões Incentivadas.
"Aondê" significa "coruja" na língua
tupi-guarani e é o nome de batismo da estrutura de
tecnologia que dá ao "copeliano" (como são conhecidos os
funcionários da Copel) de buscar conhecimento na
empresa. Ela envolve tecnologia, pessoas, estratégia e
mudanças culturais: - "se a gente não trabalhar a
cultura da organização, a gente não muda nada; faz de
conta", falava Sônia Alcântara, sobre a dificuldade da
sua gerência de KM, de encontrar pessoas despojadas
(colaborativas, predispostas a compartilhar seus
conhecimentos, conhecer pessoas). Ela conta que ainda
enfrenta a resistência de funcionáros antigos em
transferirem o que sabem para os novatos.
Como é uma empresa do público, a Copel
usa seus conhecimentos para o desenvolvimento
sustentado.
Tina Andrade Editora |
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Gestão do Conhecimento
na esfera pública
Lúcia
Melo e Kira Tarapanoff falaram do uso do conhecimento na
construção de estratégias de desenvolvimento, reafirmando a
importância e a riqueza utilitária das ferramentas de Gestão
do Conhecimento para o desenho de políticas públicas. Durante
a apresentação do tema "Inteligência Competitiva, conhecimento
e desenvolvimento regional", no segundo dia do KMBrasil, foi
apresentada uma metodologia mobilizadora que reúne métodos,
base de dados, workshop e que foi aplicada para a elaboração
de propostas e iniciativas de promoção de inovação no
nordeste.
Sob a mesma área temática, Rivadávia C.
Drummond de Alvarenga Neto coordenou a apresentação de três
trabalhos sobre a construção e implantação de uma árvore do
conhecimento na Dataprev - um projeto piloto de pós-graduação
Lato Sensu, bem sucedido, que além das relações entre a GC, as
teorias desenvolvimentistas e a ciência da complexidade, está
aplicado à realidade organizacional da empresa pública
brasileira.
Instituto Stela apresenta o Portal
Inovação
Durante a quarta
edição do KMBrasil, o diretor de Projetos e Pesquisa do
Instituto Stella Dr. Vinicius Medina Kern, apresentou o
Portal Inovação, lançado
recentemente pelo Ministério da Ciência e Tecnologia. Trata-se
de um ambiente para promover a interação universidade-escola;
um legado da Plataforma Lattes, que permite ao usuário
cadastrado interagir com mais de 600 especialistas e ter
acesso a um banco de informações estratégicas e indicar
demandas por cooperação. O portal tem o papel de "promover o
encontro de competências e de oportunidades e estabelecer um
espaço para cooperação entre os diversos atores envolvidos com
a cadeia de inovação"; visando à cooperação e à inovação nos
diversos setores sócio-econômicos em todas as áreas do
conhecimento.
Seguindo
as estrelas
Você
já deve ter ouvido algo como "uma longa jornada começa com um
único passo". Agora tente traçar um paralelo entre fazer o
caminho de Santiago de Compostela e a Gestão do Conhecimento.
Se você não vê sentido, é porque não teve a oportunidade de
assitir a palestra "Vivendo Estratégia e Gestão do
Conhecimento no Caminho de Santiago", proferida pelo
ex-presidente da SBGC, Marcelo Corrêa na sala KMBrasil nesta
tarde de quinta-feira. O tema despertou tanta curiosidade que
lotou o auditório.
Depois
de quatro anos de mandato, Marcelo decidiu tirar um período
sabático e escolheu fazer a peregrinação, porque segundo ele
próprio, teria aprendido o que era conhecimento, mas talvez
não tivesse aprendido a conhecer a si próprio. Assim, foram 33
dias e 800 quilômetros percorridos na Espanha, que resultaram
numa palestra motivacional surpreendente e uma lição: que "a
felicidade não é um objetivo e sim um caminho. Não está na
chegada mas, no percurso".
Durante
90 minutos o palestrante usou da competência emocional e muita
criatividade, para falar sobre Estratégia e Gestão do
Conhecimento a partir de impressões muito simples, de um jeito
descomplicado, leve e fácil de ser "sentido".
Usando
o recurso da imagem, Marcelo comprovou que há tantas crenças,
símbolos, ritos e lendas na Gestão do Conhecimento, quanto no
"caminho das estrelas" - como é conhecido Compostela, onde os
peregrinos recebem uma concha na chegada. Coincidência ou não,
a concha representa "busca do conhecimento".
E
entre o caminho e a medida do caminhar, Marcelo pontuou dez
resultados esperados, dicas perfeitamente aplicáveis à
empresa, tais como:
-
siga seu rumo; - oriente-se por indicadores; - deixe
sinais para quem vem depois... e fique sempre atento a
eles; - comemore suas conquistas; - entre outros.
Ao
final da apresentação, os participantes receberam um cordão
com o símbolo do Tau, que representa "uma escolha de vida"; e
que se usa dependurado no pescoço por um cordão de três nós,
cujo significado é obediência (que ele atribuiu à lealdade a
um projeto maior); pobreza (despreendimento, compartilhamento
dos saberes) e pureza de coração (transparência e verdade) -
valores indispensáveis para seguir tanto o caminho, quanto a
estratégia corporativa, na sua opinião.
Enfim, "caminhe rápido quando puder. Caminhe
devagar quando não conseguir. Porém, nunca pare - caminhe
sempre"!
MAKE
Um coquetel celebrou o acordo de parceria
tecnológica firmado entre a SBGC e a ICF Consulting, Inc. para
o lançamento de uma metodologia de avaliação e validação de
melhores práticas voltadas à Gestão do Conhecimento. Esta
parceria representa o primeiro passo para trazer para o Brasil
o "MAKE Award" - prêmio institucional - que no exterior
condecora as empresas mais admiradas em Gestão do
Conhecimento. A partir da assinatura do acordo, os
associados à SBGC poderão ter acesso a um banco de
cases mundial. A SBGC estima que a partir da implementação
desta metodologia, em poucos anos o Brasil poderá contar com
iniciativas em GC ao nível das promovidas lá fora, onde são
premiadas anualmente 20 empresas, entre centenas que já estão,
digamos, em conformidade com as normas prescritas. Empresas
como a Siemens e a PricewaterhouseCoopers já foram agraciadas
com o MAKE.
SBGC ouve associados e antecipa
iniciativas
A nova diretoria da SBGC reuniu-se com os
associados jurídicos para (seguindo o Planejamento
Estratégico) apresentar novos projetos e, da mesma forma,
saber o que eles pensam em realizar juntos. Propos que cada
empresa ali representada e que está no nível de implementação
ou sensibilização par a GC, dissesse abertamente o que
pretende conquistar com a entidade.
Se de um lado a SBGC precisa do apoio e
sustentação para tornar a Gestão do Conhecimento realizável e
aplicável, de outro, as empresas mantenedoras têm, na
contrapartida, a contribuição à associação, o compartilhamento
de práticas e lições aprendidas, a exemplo do que acontece nos
eventos presenciais e agora no fórum virtual, que tem
permitido minimizar riscos e encurtar caminhos desde a
sensibilização de pessoas, até a implementação de
metodologias, processos, projetos e da própria Gestão do
Conhecimento.
O KM Meeting teve sua importância ressaltada
pela maioria absoluta dos participantes. Para eles, o formato
do evento que é bastante ajustado à realidade corporativa,
tende a ficar melhor se conseguirmos trazer mais empresas da
iniciativa privada e, ainda, poder trazer para junto da
entidade, outras sociedades bastantes interligadas com a
questão empresarial, tais como o Instituto Ethos, FNQ -
Fundação Nacional da Qualidade, IBGC - Instituto Brasileiro de
Governança Corporativa, ABED - Associação Brasileira de
Educação a Distância, entre outras.
Dentre as iniciativas que a SBGC apresentou,
estão um direcionamento estratégico para o PORTAL SBGC,
coordenado pela diretora de Conteúdo e Publicações,
Lourdes Martins. Com uma base de 4 mil usuários
cadastrados o PORTAL permite a possibilidade de
estruturar um anuário online, oportunidades de emprego e uma
agenda de eventos ao longo do Brasil. Desenvolvido pela BDS
Soluções e Informações, o portal dispõe de recursos
que vem sendo aproveitados de forma efetiva atualmente.
Para que todos associados possam usar o PORTAL com mais
facilidade foi sugerida a inclusão na próxima edição do
KMBrasil, de uma apresentação de como é o seu
funcionamento.
Outro desafio está em aproximar as
universidades dos pólos representativos da SBGC, para que
juntos possam mapear casos e se adote uma metodologia
consensuada que capte melhores práticas e, da mesma forma,
lições aprendidas, permitindo o benchmarking entre as
empresas.
Para efetivar propostas que constam no
Planejamento Estratégico da SBGC algumas decisões serão
comunicados pelo presidente da SBGC Heitor
Pereira.
A demanda para o desenvolvimento de um plano
comunicacional, um investimento maciço na captação e novos
associados e o estabelecimento de novas parcerias; está em
estudo o projeto de criação de um selo editorial sob a
chancela SBGC. O projeto proposto pela ex-diretora
adjunta de publicações e conteúdo, Tina Andrade, que está em
análise, nasce com a missão de converter a Gestão do
Conhecimento de conceito à disciplina, a partir da produção de
uma coleção de livros paradidáticos.
A SBGC apoia o lançamento do livro Gestão do
Conhecimento na Administração Pública, de autoria de Cristina
Barros, Dálcio Roberto dos Reis, Helena de Fátima Nunes Silva,
Hélio Gomes de Carvalho, Jane Alves Lopes de Sus, João Vicente
Ferrari, Luiz Cláudio Skrobot e Suzete Arend de Paula
Xavier. |
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