Quarta-feira, 23 de agosto de 2006
 ÍNDICE
 Destaques - CM News - Cobertura Completa do Evento - “O Desafio da Inovação na Universidade”  
Começa hoje seminário de inovação
Revolucione sua IES!
Receita completa
Relação Universidade Empresa: um novo cenário no Brasil
Portal Inovação
"Inovações no Processo de Aprendizagem"
Formando profissionais para a Sociedade do Conhecimento
UNISO é case de sucesso
Novos papéis para alunos, professores e gestores
 Artigos & Opiniões  
Feliz aniversário
 Ministério da Educação  
Universitários de Natal aderem aos Objetivos do Milênio
Inep libera consulta aos locais de prova do Enem 2006
Inscrições no Enem crescem 20 vezes desde 1998
Movimentos pedem ao ministro uma universidade federal
 Geral  
Projeto proíbe guloseimas em escolas brasileiras
Garantia de formatura - Aluna inadimplente pode colar grau em faculdade
Pedido de transferência
Reserva de vagas
Concurso no MPF
Engenheiro antes do diploma
Curso de um dia prepara aluno para o Enem
Liminar suspende cobrança de taxa para emissão de diploma
Você sabe o que é nanotecnologia?
 Agenda do Ministro  
Agenda - 23.08.2006
 Instituições de Ensino Superior  
Governo federal dá aval para empréstimo à PUC-SP
Unicamp abre inscrições para especialização em inovação tecnológica
Uneb inicia inscrições no vestibular de 2007
Os artigos/opiniões são de inteira responsabilidade de seus autores.
Destaques - CM News - Cobertura Completa do Evento - “O Desafio da Inovação na Universidade”

Começa hoje seminário de inovação
Fonte: Universia

23/08/2006 - Presidente da CM Consultoria fala da importância do evento

Por Mônica Nunes de Azevedo

Falar de inovação, hoje, não é mais novidade, mas uma necessidade. Sem ela é difícil crescer, se destacar, driblar os concorrentes e manter-se atuante em qualquer segmento. Com as Universidades não é diferente. Ainda mais em tempos de tanta concorrência e demanda. E com um detalhe muito particular: lidar com um produto tão precioso como a educação.

É por isso que a CM Consultoria, empresa de Marília, SP, que atua na área acadêmica privada desde 1988, organizou um seminário especial para discutir o assunto com consultores, gestores e pesquisadores - "O Desafio da Inovação na Universidade" - que será realizado nos dias 21 e 22 de agosto, no Hotel Gran Meliá Mofarrej, em São Paulo.

Este não é o primeiro evento realizado pela empresa e nem o único a falar de Inovação, mas é o primeiro a focá-la como tema principal. "Em qualquer área de atuação, na Universidade - Financeira, Marketing, Metodologia Pedagógica, Estratégias, Administração - é importante estar à frente, buscar novas possibilidades, aprimorar os processos", ressalta o presidente da CM, Carlos Antonio Monteiro. "É imprescindível inovar".

Para alicerçar suas palavras, o professor saca alguns números. "De 1996 a 2005 passamos de 709 IEs privadas para 2300, ou seja, o crescimento foi de 200%. A demanda era represada e a competição se acirrou rapidamente. Por isso, é importante melhorar a performance o tempo todo. É necessário reestruturar as IES e imaginá-las como um todo, integrando todos os processos". Foi assim que ele criou um projeto inovador, lançado no ano passado, ao qual deu o nome de Reimagine, que tem norteado seus últimos seminários, incluindo este último.

"Reimagine é uma proposta de intervenção sistêmica e não apenas acadêmica", explica Monteiro. O objetivo, segundo ele, é aprimorar a qualidade da atuação das IES, baixando seus custos em 40% a 50%. Com a "benção" da Inovação, claro. "É preciso reposicionar a escola, levar o espírito inovador para as estratégias de planejamento, de finanças, pensando sempre no futuro. A idéia é tranformar as IES em agentes de Inovação. Foi isso o que detectamos ao longo destes anos: a necessidade de orientar os gestores para uma nova atuação". E ele ainda ressalta um outro aspecto: geralmente, quando se fala em Inovação pensa-se em tecnologia, mas nem sempre é preciso lançar mão da tecnologia para inovar. Deve-se saber inovar levando em conta o ambiente e o público para o qual se trabalha, às vezes até com recursos muito simples. É tudo isso o que a CM propõe discutir no Seminário com seus palestrantes e ouvintes. Será um encontro múltiplo em conhecimento e origem. A platéia terá participantes de cidades diversas dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia, Amazonas, entre outros.

Para saber mais, consulte o programa, leia outras matérias já publicadas sobre o tema pelo Universia (acesso pelos links à direita nesta página) e acompanhe nossa cobertura do evento.

Destaques - CM News - Cobertura Completa do Evento - “O Desafio da Inovação na Universidade”

Revolucione sua IES!
Fonte: Universia

23/08/2006 - Setor educacional deve ser mais ousado em suas estratégias

Por Mônica Nunes de Azevedo

"Ver o antigo de forma renovada, contestar o estabelecido e acreditar que os paradigmas e as idéias paralisantes podem ser estirpadas. Isso é inovar!". Foi assim que o diretor presidente da CM Consultoria, Carlos Monteiro, deu início ao seminário "O desafio da inovação na Universidade", hoje, em São Paulo, para uma platéia de gestores de vários cantos do país. "Quando as pessoas se comportam assim, tornam-se imbatíveis e vencem obstáculos". Para ele, não há outro caminho, na atualidade, também para as Instituições de Ensino Superior (lembrando a performance desastrosa de instituições tradicionais que fecharam os olhos para essa tendência).



Para falar do tema, Monteiro lançou mão das diretrizes de seu mais recente projeto de gestão, intitulado "Reimagine", criado para atender as novas exigências mercadológicas das instituições particulares, ressaltando a importância de identificar as fragilidades de sua estrutura, o método mais eficaz para fortalecê-la mas, também, a manutenção do processo, para garantir o alcance das metas claramente estabelecidas. Mas destacou um dos maiores venenos para o crescimento e a obtenção de sucesso, em qualquer empreendimento, inclusive nos educacionais. "Claro que um dos grandes problemas identificados nesse setor é a dificuldade de incorporar idéias novas, mas isso não é o mais difícil. O pior é eliminar as idéias antigas, enxergar o novo por meio de paradigmas do passado".



Para o consultor, que desde 1989 atua na área educacional, a Inovação é um fator primordial na gestão de processos, produtos e serviços. É o que realmente possibilita a conquista de um diferencial competitivo, essencial hoje, e o sucesso duradouro. Mas claro que ela não caminha sozinha. Inovação não existe sem mudanças e mudar significa tirar as pessoas e as organizações da área de conforto, o que é, geralmente, um grande desafio. "Enxergar a mudança como algo positivo, é o primeiro passo, mas, infelizmente, a maioria só aprende isso depois de uma tragédia", ressalta o professor que ainda diz: "Não é o mais forte nem o mais inteligente que sobrevive, mas aquele que não se opõe às mudanças; é quem se adapta a elas".



Por que o Cirque du Soleil chegou ao Brasil com todos os ingressos esgotados até novembro? Porque revolucionou o conceito de circo. A rede americana Starbucks também revolucionou o conceito de servir café. "Ambos venceram a barreira da mesmice. Então, por que as IEs não podem revolucionar o conceito de gestão no ensino superior, cada uma da sua forma?", questionou o Prof. Monteiro. O mundo é das empresas inovadoras como Natura, Google, Wal Mart, entre outras. E como fica o mundo das IEs? Como fica a sua instituição nesse mundo?



Como qualquer empresa, cada instituição tem suas características e deve encontrar a melhor forma de empreender suas mudanças. Portanto, não adianta querer copiar o modelo de gestão do IBMEC, em São Paulo, por exemplo. Ele pode ser admirado e estudado, mas não serve para outras instituições. Então, encontre sua forma de atuar, de se destacar, de inovar, "sempre buscando a excelência, nunca a qualidade", destaca o professor. Por que? "Porque qualidade é commoditie". É o que se espera de qualquer serviço, produto ou marca. Qualidade deixou de ser diferencial há muito tempo! Assim como o atendimento que se dá ao cliente. Quantas instituições conquistam alunos e depois não conseguem mantê-los! "Parem de pensar que a taxa de evasão é consequência das dificuldades financeiras dos universitários!", salienta o Prof. Monteiro. "Se fosse assim, as Universidades públicas não perderiam seus alunos!". As estratégias de marketing, cada vez mais, apostam no share of heart e no share of mind, eliminando a orientação de share of market. "E isto não é maluquice, é condição para a sobrevivência", explica.



Ao expor, minuciosamente, partes de seu projeto "Reimagine", ele destacou outros pontos essenciais na gestão de um negócio que pretende ser inovador e que resumimos aqui:



· Inovar não rima com incrementar. Ou seja: inovar exige rapidez e surpresa, portanto, não pode ser feito em etapas. "Incrementar é apenas melhorar. Não existe nada pior do que isso. Então, tem que ser radical".



· Criatividade é ingrediente indispensável no processo de Inovação. E o maior valor da Inovação não está em ser o melhor ou o maior, mas, sim, em ser diferente. E isso serve tanto para o todo (a instituição) como para as partes (o programa acadêmico ou um projeto pedagógico). "As raízes da Inovação estão nas pessoas e nas idéias diferentes".



· Pense e reflita: há pessoas talentosas e comprometidas com a sua IE? Como vc compromete as pessoas? O prof. Monteiro respondeu a essa pergunta inspirado pelo consultor Gary Hamel, que disse "Crie uma causa e não um negócio!". E continuou: "Para isso, você deve despertar entusiasmo, sempre". A capacitação de seu corpo docente e dos funcionários das IEs está incluída aqui: não pode ser negligenciada, nunca.

Destaques - CM News - Cobertura Completa do Evento - “O Desafio da Inovação na Universidade”

Receita completa
Fonte: Universia

23/08/2006 - Motivação é uma das ações que devem ser implementadas pelas IES

Por Mônica Nunes de Azevedo

Inovação exige abertura às mudança e também criatividade - "nunca aceite uma única resposta!", como sentenciou o consultor Carlos Monteiro. E Raulino Tramontin, também consultor da CM, na segunda palestra do dia acrescentou mais um ingrediente: intuição. "Usamos a intuição todos os dias, mesmo sem saber. Mas isso não tem nada a ver com sorte ou algo divino! A intuição está ancorada num conjunto de conhecimentos, num background que é seu".

Mas a receita não pára por aí. Tramontin ressaltou a importância de ter feeling para "farejar" o novo, para se antecipar, para estar sempre à frente. "Dentro desse contexto da Inovação, chegar antes, pensar antes, fazer antes e ultrapassar limites estão implícitos". A vantagem competitiva depende disso, além de boa dose de imaginação, de risco e de bons relacionamentos. "Neste último, ainda incluo a concorrência, que não deve ser vista como inimigo, mas como um aliado motivador". E eis aqui mais um ingrediente importante nesse processo: a motivação. "Motivar e se auto-motivar são forças propulsoras de todo o processo. Mas a maioria das IES trabalha num círculo vicioso, sem nenhuma motivação, e perde oportunidades".

Colocar-se na "pele" do cliente, para o consultor, é outro fator fundamental para o sucesso das IES. "Coloque seus funcionários no lugar dos alunos. Eles devem vivenciar o dia-a-dia dos universitários para entender melhor seus anseios e necessidades. E isso, com certeza, reverterá em benefícios múltiplos para a instituição".

Para finalizar sua explanação, o consultor enumerou algumas ações que têm balizado as estratégias de algumas bem-sucedidas IES, que também reforçaram as idéias apresentadas por Carlos Monteiro:


1. Reduzir custos

2. Reestruturar a área administrativa "eliminando qualquer etapa que possa engessar o processo".

3. Reestruturar o modelo acadêmico. "Em blocos, em grandes áreas, em núcleos de estudos. O que importa é acabar com o certificalismo!".

4. Diversificar ofertas de produtos e serviços

5. Praticar o endomarketing

6. Buscar diferenciais competitivos

7. Quebrar dogmas e paradigmas, sempre. "É preciso ter por perto alguns espíritos rebeldes".

8. Ser pro-ativa. "Antecipar crises".

9. Empreender e aprender com a concorrência. "Transformar o concorrente em sócio sem que ele saiba".

10. Criar ambientes de criatividade e inovação em todas as áreas

11. Assumir o desafio de mudança

12. Nunca adaptar modelos de outros segmentos. "A área educacional é muito única. As instituições não atuam no varejo!".

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Relação Universidade Empresa: um novo cenário no Brasil
Fonte: Universia

23/08/2006 - País já tem instrumentos para inovar, mas pouca gente os conhece

Por Bárbara Semerene

Neste primeiro dia do Seminário "O Desafio da Inovação", na palestra "Inovação e Relação Universidade Empresa: um novo cenário no Brasil", Allan Ribeiro, da ABDI (Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial do Governo Federal) - órgão ligado ao Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) cuja missão é articular os ministérios no sentido de criar os instrumentos necessários para aproximar empresa, universidade e institutos de pesquisa - apresentou o trabalho da agência e os instrumentos já criados pelo governo para facilitar as políticas de inovação e a interação entre pesquisadores e empresários.

"A ABDI é como se fosse um óleo para um motor, que seria o governo. Mas o governo, por vezes, não consegue se articular entre ele. Então a agência é o veículo para fazer essa articulação", disse Riberio. Ele ressaltou a importância que a ABDI dá para a inovação tecnológica. A agência realiza um trabalho de difusão de cultura de inovação para as empresas. Para tanto, tem um projeto específico, denominado "O encontro da inovação", que vai diversas regiões do País e reúne empresas, universidades e sindicatos para divulgar a importância da inovação. Além disso, a ABDI fornece cursos para as prefeituras sobre as políticas públicas que poderiam ser feitas no sentido de incentivar a inovação. "A inovação é essencial para aumentar a competitividade e progresso nas empresas, mas o setor privado ainda não tem essa consciência", afirmou Ribeiro.

Ele citou, como o primeiro instrumento facilitador para a inovação o lançamento, no ano passado, da Lei de Inovação, que permitiu que a universidade pública abrisse seus laboratórios para as empresas e regulasse as suas ações com os institutos. "Nas universidades públicas os laboratórios eram quase que inexpugnáveis porque os professores os tinham como se fosse exclusivo deles. Na Lei de Inovação tem um artigo que permite que esses laboratórios sejam abertos a empresas, se essas estabeleceram convênios com as universidades. Também permite que os pesquisadores saiam da universidade e vão trabalhar em uma empresa, sem perder o seu vínculo com a universidade por dois anos. A universidade, por outro lado, pode ocupar o espaço com outro professor", explicou.

O problema, segundo Ribeiro, é que o setor privado desconhece a importância da inovação para o mercado. "E todos sabemos que a inovação se dá é na empresa. Então, venho convocar o setor privado a se aproximar da ABDI", falou Ribeiro ao público presente.

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Portal Inovação
Fonte: Universia

23/08/2006 - Pesquisadores e empresas já têm um lugar de interação na internet
Por Bárbara Semerene

A palestra "Portal Inovação: instrumento de apoio Universidade e Empresa no Brasil" foi ministrada por Roberto Pacheco, pesquisador líder do Instituto Stela, instituição sem fins lucrativos que visa aplicar engenharia do conhecimento em projetos que levem ao desenvolvimento social e organizacional do Brasil. Este instituto foi o responsável por elaborar o Portal de Inovação, um dos instrumentos essenciais para estimular a integração entre pesquisadores e empresas. "Este é um instrumento não só para o setor público, mas também para o privado. Para que as universidades e empresas brasileiras se encontrem, num processo de cooperação que gere inovação", disse Pacheco.

Antes de detalhar o funcionamento do portal, Pacheco fez um panorama geral sobre o cenário da inovação no Brasil comparativamente a outros países, definiu o conceito de inovação, a sua importância, o papel das instituições de ensino e de pesquisa como geradoras de inovação para o Brasil.

"O papel da universidade é fundamental na inovação e existe um cenário novo no Brasil, onde a inovação começa a ser um tema de Estado, apesar de estarmos 1/4 de século atrás do que aconteceu nos Estados Unidos", disse Pacheco, que lembrou que os Estados Unidos começaram com a política de inovação em 1984. Antes disso, havia uma média de menos de 600 patentes por ano no país. Em 15 anos, o número cresceu para mais 3 mil, depois do marco regulatório.

Para definir inovação, Pacheco citou quem são os atores e os fatores que geram inovação. Ou seja: quem está envolvido com inovação no país e o que faz ser um país inovador. Falou da Tríplice Hélice, que integra três atores: governo, universidades (incluindo instituições de pesquisa) e empresas

O papel do governo é colocar as condições favoráveis para que haja inovação, ou seja: condições regulatórias, macroeconômicas, enfim, que permitam que as empresas interajam com o setor gerador de conhecimento, ou seja, com as universidades. O papel destas é gerar recursos humanos qualificados e encubadoras. E as empresas devem levareste conhecimento para serviços e produtos, envolvendo a sociedade na economia do conhecimento.

Os indicadores mundiais que mostram o que as nações desenvolvidas fizeram neste sentido - e o hiato conosco é cada vez maior - é a capacidade dos países em articular estes três atores em seu processo inovador. A Organização para Cooperação e Desenvolvimento dos Estados (OCDE) aprofunda este conceito para estudar as diferenças das nações. A importância do sistema educacional de treinamento: se o país não tem capacidade de formação de bons recursos humanos, ele nunca vai conseguir ser um país inovador. MAs não basta só isso. aTem que ter um contexto macroregulatório econômico, infra-estrutura de comunicação, condições de mercado para produtos e serviços. E tem que ter capacidade de gerar conhecimento em clusters empresariais ou em clusters de ensino e pesquisa.

A OCDE mostra em que distância o Brasil está dos outros. O que hoje entende sobre inovação, em que pé estamos e para onde vamos? Por que inovação é importante para o país? "Inovação não é só importante para a nossa sobrevivência institucional, mas para que a gente tenha um melhor país. É a inovação que gera melhores salários, mais e melhores exportações, crescimento sustentável, promove empregos, melhora o nível de renda da sociedade. Por fim, a gente só pode alcançar um lugar nas nações desenvolvidas se nós tivermos inovação", frisou Pacheco.

O que preocupa, segundo o pesquisador, é o desconhecimento sobre os instrumentos disponíveis para a inovação. Nos últimos anos tivemos muitos avanços na área de criação de instrumentos. Há uma série de incentivos fiscais, mas poucos sabem que as empresas que contratam mestrandos ou até mesmo graduandos, têm benefícios fiscais concretos nas suas faturas. Há também um marco regulatório - a lei de inovação - que traz uma regra do jogo. E surgiu o conceito de agências de inovação, organizações que sabem a empresa que tem o problema e a IES que tem a solução, e realiza o casamento entre esses atores. Na lei de inovação está prevista a criação dos NITs (Núcleos de Inovação Tecnológica), que deve estar em todas as IES e vai definir a política institucional de propriedade intelectual.

Agora a universidade sabe qual é a sua parcela na propriedade intelectual, a empresa como disputar isso. E há uma série de atores além da empresa, da universidade e do governo, que devem jogar esse jogo da inovação. O maior deles é cultura. "Precisamos estar abertos à inovação", disse. O problema é que ainda existe no Brasil um falso antagonismo: que só se pode fazer pesquisa básica ou aplicada. "Só existe pesquisa boa. Não existe básica ou aplicada. Esse antagonismo nos coloca uma visão linear de inovação que é péssimo", disse Pacheco.

Uma das sugestões das IES para gerar essa cultura de inovação é que o plano de carreira do professor inclua a avaliação da excelência tecnológica e da experiência em corporação. "Talvez seja mais importante para o país neste momento um professor que trabalhou num projeto tecnológico que gerou uma patente do que publicar um artigo indexado", ponderou Pacheco. Espera-se que o governo gerem editais nos quais o pesquisador só pode participar se tiver em parceria com uma empresa.

O portal de inovação

O Portal de inovação foi criado para reunir, numa mesma rede, as demandas do setor empresarial e as competências do setor acadêmico. Foi inspirado na experiência do governo baiano que mapeou o que faziam os grupos de pesquisa da Bahia e as 16 cadeias de inovação do setor empresarial baiano e criou um portal de busca de competências dos grupos de pesquisa nas cadeias produtivas da Bahia.

O Ministério da Ciência e Tecnologia solicitou ao CGE (Centro de Estudos Estratégicos) que criasse algo assim em nível nacional. E o fizeram, junto com o Instituto Stela, usando a plataforma Lates. Há atualmente 750 mil currículos de pesquisadores no portal, 20 mil grupos de P&D e 1200 empresas. Ali, as empresas pode localizar competências e oportunidades para inovação, há indicadores estratégicos (os interesses das empresas em cada região e o perfil que elas procuram) e uma ferramenta de busca por especialidade e região. Na página dos especialistas, é possível encontrar currículo acadêmico e tecnológico, as experiências anteriores em projetos, e no exterior, e o perfil de cada um.

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"Inovações no Processo de Aprendizagem"
Fonte: Universia

23/08/2006 - Novo perfil do aluno e do mercado requer inovações estruturais das IES

Por Bárbara Semerene

Neste segundo dia de seminário, o foco da apresentação de Elisa Wolynec, diretora da Techne Engenharia de Sistemas - empresa criada por professores da USP (Universidade de São Paulo) e especializada no desenvolvimento de soluções sistêmicas voltadas às áreas de governo, saúde e educação -, foi o novo perfil do jovem, que requer inovações estruturais na forma de ensinar. Wolynec ressaltou que a competitividade do mercado de Educação exige a reinvenção contínua das IES, mudanças rápidas para sobreviver. Ela citou cases e descreveu as características de uma empresa/instituição vencedora.

Wolynec começou com o exemplo do Cirque du Soleil, que há 22 anos segue sem concorrentes, faturando US$ 700 mil anualmente. Isso porque tem uma equipe que estuda mudanças no gosto do público. "Empresas vencedoras são aquelas que conseguem se adaptar rapidamente às mudanças tecnológicas, sociais e econômicas. Elas desenvolvem seus produtos e seriços em sintonia ou até em parceria com seus clientes", afirmou.

No entanto, inovação só é vantagem competitiva quando investe no processo ou produto que é o cerne do negócio e, no processo de gestão, diminui custos, melhora a agilidade e satisfaz o cliente. "Um erro fundamental das empresas é investir em coisas que não são seu núcleo de negócios como, por exemplo, uma IES criar ferramentas em vez de conteúdo, que é o seu ouro", disse.

O foco das IES, para Wolynec, deve estar na transmissão e geração do conhecimento, além da qualificação do corpo docente. "O maior erro das IES hoje é formar gente sem ser letrada em tecnologia digital. A geração atual tem circuitos cerebrais diferentes dos nossos, os estímulos são diferentes, portanto, eles têm habilidades cognitivas diferentes", explicou.

Wolynec descreveu o que denominou como "geração internet": ela é multi-tarefa e tem habilidades audiovisuais superdesenvolvidas. Tem como principais hábitos interagir com amigos distribuídos geograficamente, fazer compras, trocas e vendas pelo mercado na net, baixar música, publicar informações (em blogs, por exemplo), montar bibliotecas virtuais de música, interagir com equipes de jogadores online e usam, muito, o orkut. Com base nisso, questionou: "Será que esse jovem habituado a respostas instantâneas, transações via internet, aceita a típica secretaria, com longa espera para ser atendido? Quanto custa para as IES esta burocracia e falta de agilidade?" A solução, segundo ela, é a secretaria virtual.

A professora citou como causas da evasão e inadimplência aulas enfadonhas, alunos passivos e conteúdo inadequado. "Não tem a ver com uma situação financeira difícil, mas com o fato dos alunos acharem que o custo-benefício não está valendo a pena pois a universidade não está agregando valor."

Segundo Wolynec, falta sintonia das IES com a juventude, com o mercado e com uma gestão mais moderna. E alerta: "não basta só modernizar e melhorar a aula tradicional. É preciso uma mudança estrutural, de atitude". Ela recomenda que as IES devem desenvolver nos jovens as seguintes habilidades para o mercado de trabalho: comunicação oral, escrita e multimídia, informação em diversas mídias, domínio pleno do próprio idioma e de outros, capacidade de formular soluções, de identificar as próprias necessidades de conhecimento e oportunidade, criatividade, e curiosidade intelectual.

Para tanto, é preciso substituir cursos presenciais por híbridos, ou seja, menos aulas expositivas e mais aulas práticas, em ambiente virtual. Além disso, utilizar equipe de tecnologia da informação para construir novos objetos de aprendizagem, promover a parceria entre essa equipe e os docentes para implementar experiências de aprendizagem. Dica de site onde é possível encontrar objetos de aprendizagem gratuitos: http://www.merlot.org/

Wolynec citou como bons exemplos de IES que estão avançando neste sentido: a Stanford University e a Duke University, nos EUA. No Brasil, falou da Pitágoras, Senac, FGV e Sumaré.

Durante o espaço para as perguntas, duas dúvidas se destacaram na platéia: como lidar com a heterogeneidade dos alunos na sala de aula e como lidar com a resistência dos professores em lidar com tecnologia? Para ambas as questões, Wolynec apresentou como solução investir no endomarketing. "É preciso mostrar para professores e alunos que é preciso desenvolver essas habilidades porque elas serão exigidas pelo mercado do novo milênio. Quem ficar resistente, está fora".

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Formando profissionais para a Sociedade do Conhecimento
Fonte: Universia

23/08/2006 - Como as IES devem se adequar às mudanças de paradigma do século XXI

Por Bárbara Semerene

Na segunda apresentação desta terça-feira, 22, "Formando profissionais para a Sociedade do Conhecimento: Competitividade, qualidade e o papel das Instituições de Ensino Superior", o reitor da Universidade Castelo Branco, Paulo Alcântara Gomes, falou das mudanças de paradigma do século XXI e como as IES devem se adequar a elas.

Segundo ele, enquanto na Sociedade Industrial a produção era calcada na terra, no capital, no trabalho e nas matérias- primas;

na Sociedade do Conhecimento, as atividades que geram mais riqueza são aquelas originárias da inovação. O aumento da produtividade decorre do trabalho intelectual e da gestão do conhecimento. "Neste contexto, pensar que o conhecimento se encerra na graduação é fantasia", afirmou.

Na Sociedade do Conhecimento, o modelo de produção é flexível, isto é: mercados pequenos e diferenciados, agindo em tempo real. os profissionais devem ser polivalentes e empreendedores. "Eles aprendem a desaprender e reaprender a todo instrante. São pluridisciplinares", explicou. E os espaços de atuação são ilimitados e indefinidos.

Nos anos 90, segundo o reitor, a inovação tecnológica foi responsável por cerca de 70% do crescimento econômico e por aproximadamente 80% dos ganhos de produtividade; E 50% do PIB dos paises da OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico) está baseado nos setores intensivos do conhecimento.

Assim, para que as empresas sustentem uma vantagem competitiva, e se diferenciar dos concorrentes agregando valor aos seus produtos, elas devem desenvolver produtos inovadores, com qualidade, e reagir rapidamente às necessidades do cliente. "As empresas competitivas oferecem produtos com maior valor agregado pelo menor custo e com menor tempo de resposta às demandas. Não basta que elas sejam produtoras de alta qualidade a baixo custo. Para serem bem sucedidas, devem ser as primeiras a levar produtos e serviços ao cliente", afirmou.

E o empreendedor deverá perseguir um conjunto de ferramentas ou estratégias visando a obter sucesso num ambiente competitivo. São elas: indicadores financeiros, não-financeiros, setoriais, regionais, entre vários outros. "Porém, é necessário identificar os que mais se apliquem ao tipo de negócio, como ferramentas de análise e avaliação. Alta qualidade, bom serviço, inovação e preço são certamente os fatores-chave para o sucesso num ambiente competitivo. No entanto, esses atributos são quase commodities. Sem eles, a empresa está fadada ao fracasso.

Com eles, a empresa entra no caminho do sucesso", disse Alcântara.

Dessa forma, segundo ele, a gestão competente do conhecimento é um dos parâmetros determinantes da capacidade de sociedades, organizações, regiões e pessoas lidarem com ambientes em acelerada transformação. "Conhecimento e globalização caminham lado a lado, através do "outsourcing", do "offshoring" e da formação de cadeias produtivas internacionais".

Alcântara diferenciou os conceitos de dados, informações e conhecimento. Dados são uma seqüência de símbolos (letras ou números), um texto, números fotos, figuras, sons. Os dados podem ser descritos, armazenados e manipulados por computadores. Já informações são dados contextualizados. As informações também podem ser armazenadas e manipuladas por computadores. "Com o conhecimento isto não acontece. O conhecimento é algo pessoal, vivenciado por alguém. Não pode ser armazenado nem processado por computadores. Só pelas pessoas. O conhecimento é usado pelas pessoas para se tomar uma decisão ou praticar uma ação."

A partir desta definição, pode-se descrever o que seria gestão do conhecimento, que tem duas definições. É a arte de criar valor a partir dos ativos intangíveis da organização. E uma disciplina que promove, com visão integrada, o gerenciamento e o compartilhamento de todo o ativo de informação possuído pela empresa. Esta informação pode estar em um banco de dados, documentos, procedimentos, bem como em pessoas, através de suas experiências e habilidades.

"Mas a gestão do conhecimento, embora necessária, não é suficiente. Sem capacidade de inovar - criar novos produtos e serviços, novos mercados, exportar e empreender negócios -, nenhuma empresa se tornará líder em seu setor ou mesmo conseguirá sobreviver. Conhecimento, inovação e empreendedorismo formam, assim, um tripé indissociável para o sucesso das organizações na nova Economia. A esta sinergia entre conhecimento, inovação e empreendedorismo damos o nome de inteligência empresarial", ponderou Alcântara.

Como bons exemplos de empresas inovadoras, o reitor citou as Casas Bahia, Gol, Sony, e a Toyota Corona.

E onde as IES entram dentro deste contexto? As novas demandas para as universidades é que tenham agilidade na diplomação, novas modalidades de diplomas, novas concepções curriculares, novas práticas pedagógicas (deslocando-asa da informação uni-direcional professor aluno para o ensino participativo), uso intensivo das novas tecnologias de informação, formação pluridisciplinar, novos modelos de articulação universidade-empresa (buscando formas de financiamento).

É preciso que formem profissionais com capacidade de argumentação e síntese associada à expressão em língua portuguesa, assimilação e aplicação de novos conhecimentos, raciocínio espacial lógico e matemático, raciocínio crítico, formulação e solução de problemas, observação, interpretação e análise de dados e informações. Além disso, devem utilizar o método cientifico e do conhecimento na prática da profissão, realizar leitura e interpretação de textos técnicos, ter capacidade para pesquisa, para obtenção de resultados, para análises e, muito importante, para elaboração de conclusões e soluções.

Isso porque o mercado exige profissionais que tenham sólido conhecimento das áreas de formação básica, capacidade em se apropriar de novos conhecimentos de forma autônoma e independente, espírito de pesquisa para acompanhar o desenvolvimento cientifico, aptidão para desenvolver soluções originais e criativas, habilidade para trabalhar em equipe - coordenando grupos multidisciplinares - , conhecimento de aspectos legais, compreensão de problemas administrativos, ambientais, políticos e sociais, e dos princípios éticos que o habilitem a exercer plenamente a cidadania, domínio de língua estrangeira (que o habilite a compreender as informações), percepção de mercado, capacidade de formular novos problemas e de encontrar suas soluções. Ufa!

Mas, para que a universidade se transforme e prepare o estudante para ser este profissional, é essencial que o governo forneça facilitadores que incentivem a inovação: investimento em pesquisa básica, política fiscal que estimule a P&D nas Empresas, alto grau de escolaridade da população (para que seja possível que chegem até o Ensino Superior), elevada percentagem de pesquisadores, infraestrutura adequada de comunicação e informação e política de propriedade intelectual. Muitos desses pré-requisitos já existem.

Serviço Brasileiro de Respostas Técnicas

Alcântara apresentou à platéia, mais um portal, ao estilo "Portal da Inovação", o Serviço Brasileiro de Respostas Técnicas (SBRT): http://http://www.sbrt.ibict.br/ É uma rede de serviços de informação tecnológica que visa otimizar o acesso das empresas brasileiras, em especial as micro e pequenas, ao conhecimento tecnológico disponível em diferentes instituições que reconhecidamente prestam atendimento às demandas por soluções de problemas tecnológicos. O portal é uma iniciativa do MCT (Ministério da Ciência e Tecnologia) em parceria com a UnB (Universidade de Brasília), USP (Universidade de São Paulo), Cetec (Fundação Centro Tecnológico de Minas Gerais), Retec (Rede de Tecnologia de Minas Gerais), Redetec (Rede de Tecnologia do Rio de Janeiro), Senai - RS (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial), Tecpar (Instituto de Tecnologia do Paraná).

Os principais objetivos do SBRT são:

- Buscar, por meio da conexão entre as instituições participantes, a solução para as questões apresentadas pelas empresas demandantes, em qualquer ponto do território nacional.

- Facilitar o rápido acesso das empresas a soluções de problemas tecnológicos de baixa complexidade, em áreas específicas, mediante o fornecimento de resposta técnica personalizada, elaborada sob medida e customizada.

- Promover a difusão do conhecimento.

- Contribuir para o processo de transferência de tecnologia, especialmente, para micro e pequenas empresas.

Destaques - CM News - Cobertura Completa do Evento - “O Desafio da Inovação na Universidade”

UNISO é case de sucesso
Fonte: Universia

23/08/2006 - Universidade de Sorocaba acerta na implantação de modelos de gestão

Por Mônica Nunes de Azevedo

Imagine esta situação dentro de uma universidade: falta de planejamento, trabalhos realizados apenas quando tornam-se necessários, atividades de Tecnologia de Informação não-estruturadas, falta de comprometimento com custos e resultados, cultura da estagnação e falta de comunicação entre os departamentos, além de burocracia generalizada engessando processos e departamentos. Pois era essa a realidade da UNISO - Universidade de Sorocaba, quando a instituição decidiu implementar mudanças e aplicar os conceitos de Inovação de que tanto se falou nestes dois dias de evento. Seu objetivo: ser reconhecida até 2010, não só localmente (na região de Sorocaba, que engloba cerca de 25 municípios), mas nacional e internacionalmente, por seu trabalho de qualidade no ensino e na pesquisa, pela excelência e relevância de suas atividades.

"Querer mudar, em 2002, já foi uma postura muito inovadora para a UNISO", contou Maurício Gomes, Diretor de Tecnologia da instituição, que falou sobre o modelo de gestão adotado e de seus resultados até o momento. "A idéia inicial era cortar custos, claro! Mas também captar receita e a participação da área de TI foi fundamental nesse processo. Por isso, estou aqui pra contar esta história".

A UNISO é uma Universidade de caráter comunitário - e queria preservar essa característica -, além disso, pertence a uma instituição tradicional de 50 anos (surgida com o ensino fundamental e médio), portanto, conservadora. As mudanças eram, assim, essenciais para sua sobrevivência.

Seu objetivo era cortar custos, sim, mas, antes de tudo criar um modelo capaz de conquistar o aluno por toda a vida, da graduação, passando pela pós, pelos cursos de extensão, livres, até a terceira idade, mantendo seu sistema de créditos: o aluno pode fazer algumas disciplinas e terminar a graduação de acordo com suas condições. "Dessa forma, fidelizamos o aluno e o mantemos integrado", explica Gomes.

Atuar com a Tecnologia da Informação foi crucial para o sucesso do projeto: ela deu suporte e integrou todas as áreas da UNISO, com base num bem definido planejamento estratégico. Mas, primeiro, a criação de sistemas foi terceirizada. "Isso não pode ser tarefa de nenhuma Universidade", sentencia o diretor.

Reorganizou sua grade curricular: de 3.000 componentes em 2002, a UNISO passou para 1.200 um ano depois, inclusive fazendo os devidos ajustes nas mensalidades, mais uma vez reforçando o sistema de créditos. Implementou o CRM ? sistema integrado de gestão com foco no cliente ?, aproximando ainda mais dos alunos e obtendo mais satisfação no atendimento. "CRM é uma ferramenta nevrálgica no processo porque engloba pessoas, processos e tecnologia". Instituiu relatórios gerenciais em cubos, com dimensão de histórico completo, para cursos, performance de alunos e docentes, tudo para aprimorar o gerenciamento.

A UNISO também capacitou seus funcionários - incluindo docentes e coordenadores, claro! - valorizando-os. "Reter talentos é primordial para o avanço do processo porque também cria e mantém o ambiente mais saudável. Além disso, é preciso que as pessoas sejam treinadas e retreinadas, se necessário, senão não dá!", salienta Gomes. A desburoocratização dos procedimentos administrativos e a simplificação das estruturas também fizeram parte da renovação da instituição.

Além disso, foi criado um Comitê de Informática abolindo a fragmentação desse departamento e, portanto, as decisões, muitas vezes contraditórias ? e também grupos de gestores comprometidos, o que conferiu maior agilidade e eficiência ao sistema como um todo.

Hoje, a UNISO ainda conta com uma ferramenta muito importante, que tem sido, cada vez mais, reconhecida dentro da instituição: seu portal na internet. Tanto para seu contato com os alunos e com o mercado, mas também no EAD e, principalmente, através da intranet. "A partir do meio deste ano, todos estão entendendo melhor os benefícios do portal. E isso é uma meta da instituição: que ele se torne realmente o canal de comunicação da UNISO, fomentador de diversas atividades", acrescenta.

"Mudar e inovar é irreversível. É uma experiência pela qual todas as instituições têm que passar, periodicamente, se quiserem sobreviver. Afinal, como podemos vencer as crises econômicas, políticas e sociais se não estivermos preparados? Qual é a posição das Universidades nesse processo?", diz Gomes, que finaliza: "Hoje, temos maior agilidade, mais eficiência, menos custos, maior capacidade de investimento, maior flexibilidade de preços, menos evasão, menos inadimplência e maior demanda". Realmente, um bom case de Inovação.

Destaques - CM News - Cobertura Completa do Evento - “O Desafio da Inovação na Universidade”

Novos papéis para alunos, professores e gestores
Fonte: Universia

23/08/2006 - O futuro do ensino superior está nas metodologias alternativas

Por Mônica Nunes de Azevedo

Para finalizar o seminário sobre "O desafio da Inovação na Universidade", nada melhor do que falar sobre inovação na sala de aula, na relação entre docentes e alunos, mas que, nem por isso, sai da alçada dos gestores. É preciso pensar de forma moderna para implantar metodologias inovadoras como o PBL - Program Basic Learning, que, aqui no Brasil (entre muito poucos), é conhecido por ABP, Aprendizagem Baseada em Problemas. Mas, afinal, o que é isso?

A Dra. Haydée Maria Moreira, da Faculdade de Medicina de Marília, especialista em Metodologias Inovadoras e consultora da CM, citou Darwin pra começar a conversa: "Como disse ele ? e o consultor Carlos Monteiro ontem ? não é o mais forte ou o mais inteligente que vence, mas aquele que se adapta às mudanças. Então, ou você se adapta e evolui ou fica como era e morre". E, quando se trata de ensinar, o mais eficiente é provocar, é convidar à ação e é aqui que entram as metodologias inovadoras defendidas por Haydée, que se baseiam na apresentação de problemas e na descoberta das soluções. Na verdade, essa história não é nada nova. Começou em 1856, quando educadores como Jerome Bruner, John Dewey e Ausube falaram pela primeira vez nesse conceito que diz que o homem aprende quando enfrenta desafios. O nosso educador Paulo Freire também seguiu esse conceito. "Em 1973, Malcolm Knowles falou sobre andragogia que veio reforçar essas teorias", explica Haydée. "Ela está um patamar acima da pedagogia e abre as portas para os educadores. Diz que o adulto aprende diferente, que o motor da aprendizagem é a superação de desafios".

Segundo ela, aqui no Brasil, somente nos anos 90 ? mais precisamente em 1997 ? foram aplicadas novas diretrizes curriculares que deram início a mudanças muito bem-vindas: liberdade da carga horária, interação básica e profissional, a adoção da resolução de problemas e o profissional generalista, "este, um sujeito mais ativo, transformador de seu contexto".

Mas, as dificuldades para se implementar mudanças no ensino é tão grande que o governo até se envolveu nessa questão oferecendo dinheiro para algumas universidades inovarem. Haydée contou que, no campo da Medicina, foram dois os projetos nesse sentido: o PROMED (envolvendo 5 faculdades) e o PRÓ-SAÚDE (10 faculdades). O Ministério da Saúde deu dinheiro (e não foi pouco!) para elas reformarem seu projeto pedagógico. Sem resultado. ?Ainda existe um terceiro projeto nesse sentido, mas como é difícil mudar! A lentidão é enorme", lamenta Haydée que diz: "E há tantas razões para mudar: a sociedade mudou, a economia também, há novos conceitos educacionais, novas tecnologias, além do progresso científico". Precisa mais? O aluno não é mais o mesmo. Além disso, passamos por um momento mais complexo e é necessário viver as coisas mais a fundo.

"O aprendizado por meio da solução de problemas propicia o desenvolvimento de habilidades. O aluno adquire mais conhecimento, com maior rapidez, e a visão das coisas não é apenas científica e acadêmica, mas humanista", acrescenta. "É um ensino orientado para a solução de problemas, que promove a interdisciplinaridade real que possibilita a construção do conhecimento, além da troca constante". Pra reforçar com alguns números as vantagens dessa metodologia, basta dizer que os índices de retenção de aprendizagem, segundo o educador Kevin Miller, apontam-no como o que traz mais resultados:

Aula - 5%

Leitura - 10%

Audiovisual - 20%

Demonstração - 30%

Grupos de discussão - 50%

Prática - 75%

Ensinar os outros - 80%

(aprendizagem baseada em problemas)

Claro que se trata de um método que dá mais trabalho na sua implantação porque exige que o professor administre egos. E ainda há um outro fator que provoca reação contrária do docente: a possibilidade de ser avaliado. "Muitos não aceitam essa condição porque se acham senhores do conhecimento, mas neste sistema, todos saem ganhando, todos crescem". E continua: ?O duro é montar a roda, mas, depois que ela está montada, é fácil: ela roda sozinha".

Trata-se de um ensino ativo, "que tira o professor do Datashow". Elimina a condição passiva do aluno, tornando-o mais comunicativo e vibrante. Com esse método, a aprendizagem está centrada nele; o professor é tutor, um facilitador do processo de aprendizagem, que tem que estar preparado para que o estudante discorde dele. Haydée acrescenta: "Aqui, o professor perde o controle e é mais envolvido no processo. O professor é gestor, um guia, planejador, questiona ao invés de solucionar. E esse papel é uma delícia! O cognitivo do aluno trabalha. Eu pergunto pra ele POR QUE?". Sua imagem não precisa ser desconstruída, mas ele agora é mais humano.

E o estudante? "Ele ganha um novo papel: passa de espectador a ator; ganha responsabilidade no processo de aprendizagem, é encorajado a construir conhecimento com um propósito e com sua própria estrutura. Ele constrói sua base de conhecimento com propostas mais desafiadoras. Você constrói um profissional que sabe trabalhar com educação de forma permanente?. E mais: "é uma pessoa que sabe trabalhar em equipe e tem preocupação social".

Mas Haydée ressalta que esse não é um processo somente para alunos e professores. "O papel do coordenador tem que ser revisto porque ele tem que ser gestor?, enfatiza a consultora. "E a avaliação do aluno é feita com o intuito de formar, de construir, é uma avaliação contínua feita, também, através de portfólios nos quais a vida acadêmica do aluno é registrada".

E exemplos? Onde, no mundo, existem instituições que adotam essa metodologia tão fantástica? Haydée citou cidades como Harvard, Novo México, Michigan e Hawaii, entre outras. E aqui no Brasil? Em Medicina, a Faculdade Christus, no Ceará, a Universidade Estadual de Londrina e a FANEMA de Marília. Em Direito, a UNIFENAS, em suas unidades de Poços de Caldas e em São Sebastião do Paraíso. A Faculdade de Engenharia de São Carlos também. E Haydée ainda citou uma faculdade em Portugal, a Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Ágeda, que mescla o PBL com outras metodologias. E cita o escritor Victor Hugo para finalizar sua palestra: "Nada neste mundo é tão poderoso do que uma idéia cuja oportunidade chegou. E completa: "o grande desafio é a educação dos educadores".

O consultor Carlos Monteiro finalizou o evento dizendo: "Não só o PBL, mas outras metodologias alternativas, baseadas na riqueza do conhecimento, é que farão o futuro da educação. Talvez um misto dessas metodologias, inclusive com a EAD, tudo muito mais flexível. Vamos educar os educadores também, mas, o mais importante é educar os gestores. O processo de meio de campo com os gestores é fundamental! E é um desafio. As barreiras são grandes e são imperceptíveis nos gestores. Pra chegarmos nos professores, temos que passar pelos coordenadores e pelos gestores das instituições". E ainda acrescentou: "Este processo de reestruturação é uma causa, como diz Gary Hamel, que eu citei ontem. É preciso transformar esta ação numa causa para gerar comprometimento".

Artigos & Opiniões

Feliz aniversário
Fonte: Folha de São Paulo

23/08/2006 - Não havia na escola clima para rir: muros pichados, janelas quebradas, tráfico. A diretora fora jurada de morte

Do Alto de uma colina, a escola tem a vista de um cemitério que poderia entrar numa lista mundial de recordes -muita gente jura que, em nenhum lugar existe, proporcionalmente, tantos adolescentes enterrados. Soa, assim, um tanto estranho que aquela escola municipal tenha sido batizada pela comunidade com o nome de Zacarias, o falecido "Trapalhão". Não havia ali nenhum clima para risadas: muros pichados, banheiros detonados, janelas quebradas, tráfico de drogas, guerra de gangues. Depois de se desentender com alunos do período noturno, uma das diretoras foi jurada de morte e, de fato, tentaram matá-la. Como não a encontraram, tocaram fogo em sua sala.

A Zacarias fica nas fronteiras do Jardim Ângela, apontado pela ONU, no passado, como a região mais violenta do mundo; muitos de seus jovens eram enterrados no cemitério Jardim São Luiz, quase que didaticamente em frente à escola. Foi nesse ambiente que chegou, em 1991, Olgair Gomes Garcia, professora de didática no mestrado e doutorado da PUC, para ser a coordenadora pedagógica da escola. Acabou fazendo dali um laboratório de prevenção à violência. "Tínhamos de trabalhar a auto-estima dos alunos e também a de seus pais", diz. "Na periferia, é comum as pessoas não se sentirem valorizadas. É preciso fazer com que aprendam a gostar de si próprias."

Ela teve a idéia de produzir, na escola, caprichadas festas coletivas de aniversário. "No dia da festa é uma alegria quando os estudantes vêem suas fotos num telão." Os aniversários fizeram com que todos pudessem se conhecer pelo nome. Viu-se que esse detalhe -todos se conhecerem pelo nome- era fundamental.
Nessa mesma busca de auto-estima, agregou-se ao currículo a "Semana das Trapalhadas". Nada de aulas expositivas: apenas oficinas de bijuteria, culinária, arte e mídia. "Isso dá a sensação de que se podem fazer coisas belas", aposta Olgair, uma ex-aluna do educador Paulo Freire, com quem, depois, trabalhou na Secretaria Municipal da Educação.

Enquanto ganhava a confiança de pais e alunos, Olgair conseguia ajuda da comunidade para consertar banheiros, portas e janelas. Com o plantio de árvores, fez-se um parque de recreação, com quiosque e quadras, aberto nos finais de semana. Tiraram pichações e iluminaram os muros brancos -o que, à noite, dá um ar de templo à Zacarias, por estar numa colina. "Conseguimos produzir um clima agradável, o que é importante para o aprendizado."
Mas a iniciativa mais relevante de Olgair só se tornou visível recentemente. Com a sua experiência de didática que ministrava na PUC, ela ajudou a formar professores não só da Zacarias mas de colégios públicos próximos. Saíram-se bem acima da média da cidade de São Paulo, na Prova Brasil, o teste de matemática e língua portuguesa -isso apesar de aquelas unidades terem três turnos diurnos. "A chave está no ânimo do educador e na crença de que todos podem aprender", diz ela, com 75 anos, idade em que muitos professores estão aposentados, há muito tempo sem fazer nada. Muito menos reinventar escolas da periferia.

GILBERTO DIMENSTEIN

Ministério da Educação

Universitários de Natal aderem aos Objetivos do Milênio
Fonte: Mec

23/08/2006 - Estudantes de universidades públicas e privadas de Natal (RN) implantarão ações em prol dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio em comunidades pobres da capital do Rio Grande do Norte. Divididos em grupos, os universitários vão escolher uma das metas estipuladas pela Organização das Nações Unidas (ONU) – em relação à fome, educação, igualdade de gênero, mortalidade infantil e materna, Aids e outras doenças e sustentabilidade ambiental – e desenvolverão, ao longo do ano, atividades relacionadas ao tema. Ao fim do trabalho, farão um relatório para indicar os resultados alcançados.

“Os universitários podem contribuir não só para ajudar a alcançar os Objetivos do Milênio nessas comunidades, mas para divulgar a cultura de voluntariado”, diz Elena Carrara, coordenadora do projeto Universitário do Milênio na ONG Natal Voluntários. A instituição desenvolve a atividade em parceria com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) e com o Programa de Voluntariado das Nações Unidas (UNV).

Quatro grupos manifestaram interesse no projeto. Um deles, com estudantes de enfermagem da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), vai desenvolver atividades para combater o HIV, a malária e outras doenças em duas escolas estaduais de ensino médio. Os universitários planejam implementar ações para evitar a gravidez precoce e as doenças sexualmente transmissíveis (DSTs). Estão previstas oficinas mensais sobre sexualidade e DSTs e mobilização para que o posto de saúde que atende a comunidade crie um núcleo de referência para orientar os jovens.

Mutirões – Outro grupo, com alunos de ciências biológicas da UFRN, vai atuar em turmas de 1ª a 4ª série em uma escola estadual com temas relacionados ao sétimo Objetivo do Milênio, ou seja, garantir a sustentabilidade ambiental. Eles vão organizar mutirões de limpeza, incentivar a implementação de coleta seletiva de lixo, organizar campanhas para a compra de produtos recicláveis, plantar mudas de árvores e promover palestras sobre esgoto sanitário, reciclagem de resíduos sólidos, coleta seletiva, preservação do meio ambiente e promoção da qualidade de vida.

Os estudantes serão supervisionados por professores das universidades. Eles deverão apresentar, a cada três meses, relatório sobre as atividades e, no fim do projeto, texto com resultados obtidos. Os documentos serão analisados por uma comissão formada pelo Pnud, UNV e Natal Voluntários, que entregará certificado aos participantes.

Repórter: Flavia Nery, com informações da Assessoria de Imprensa do Pnud

Ministério da Educação

Inep libera consulta aos locais de prova do Enem 2006
Fonte: Uol - Educação

23/08/2006 - O Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira) libera nesta terça-feira (22/08) a consulta para os locais de prova do Enem 2006 (Exame Nacional do Ensino Médio).

Mais de 3,7 milhões farão a avaliação, que será aplicada às 13h do próximo dia 27 (horário oficial de Brasília), em 800 municípios do país e 140 unidades prisionais.

O cartão de confirmação de inscrição foi enviado às escolas e aos candidatos, desde o dia 11 de agosto. Quem não recebeu o cartão deverá entrar em contato com o programa Fala Brasil pelo telefone 0800-616161 ou procurar por listas afixadas na agência dos Correios, onde foi feita a inscrição.

Segundo a assessoria de imprensa do Inep, o estudante que não tiver recebido o cartão deve verificar o local de prova e comparecer com sua carteira de identidade no dia 27. Ninguém será impedido de fazer o Enem por estar sem o documento.

Aumento da procura
O número de inscritos no Enem cresceu 24% em relação ao ano passado, segundo dados divulgados pelo Inep.

A procura dos estudantes pelo exame cresceu a partir da implantação, em 2005, do Prouni (Programa Universidade para Todos). Uma boa nota pode garantir bolsas de estudos integrais ou parciais (50%) nas universidades não-públicas que participam do programa.

Com a obrigatoriedade de apresentação de nota do Enem para disputar os benefícios no Universidade para Todos, o número de estudantes inscritos na prova chegou a dobrar no ano passado, quando 3 milhões de candidatos se inscreveram.

O desempenho do estudante na avaliação também é utilizado por várias universidades brasileiras como critério de seleção para ingresso na graduação.

O Enem é uma avaliação voluntária de alunos que cursam a terceira série do ensino médio ou que já concluíram essa etapa em anos anteriores, cujo objetivo é analisar a qualidade da educação no país.

Dicas
O UOL Vestibular possui material que pode auxiliar os estudantes a revisar as matérias do ensino médio e a se preparar para as provas.

Os candidatos podem se preparar para o Enem 2006, respondendo às questões dos exames anteriores (1998 a 2004). Temas do ensino médio também podem ser relembrados na página de revisão.

Na seção de atualidades, o estudante pode se informar sobre assuntos do dia-a-dia que podem ser tema de redação.

Os alunos também têm à disposição uma série de obras literárias para os principais vestibulares do país.

Ministério da Educação

Inscrições no Enem crescem 20 vezes desde 1998
Fonte: Mec

23/08/2006 - Desde que foi instituído, em 1998, o Exame Nacional do Ensino Médio, o Enem, passou de 157.221 inscritos para 3.731.925, em 2006. Um número de participantes vinte vezes maior em relação à primeira edição do exame. De 2004 para 2005, esse total praticamente dobrou: de 1,5 milhão passou para aproximadamente três milhões no ano passado.

O presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep/MEC), Reynaldo Fernandes, explica que, em 2006, o número de inscritos no Enem cresceu 24% em relação a 2005. Segundo Fernandes, esse aumento aconteceu, principalmente, a partir da implantação, no ano passado, do Programa Universidade para Todos (ProUni). Fernandes lembra que, além de uma boa nota, a participação no exame é obrigatória, pois é classificatória para obtenção de bolsas desse programa.

Dados regionais – O Inep/MEC colocou à disposição a lista com os dados regionais do Enem 2006. Os dados mostram que São Paulo tem o maior número de inscritos (28,46%). Do total de 3.731.925 inscrições em todo o país, 1.062.456 se encontram no estado. Logo em seguida, vem Minas Gerais, com 431.237 candidatos, e Bahia, que reúne 391.287 estudantes.

Procura – Das 3.731.925 inscrições para a 9ª edição do Exame Nacional do Ensino Médio, 2.109.975 são de alunos que concluirão o ensino médio no final do ano. As demais (1.621.950) são de participantes que já finalizaram os estudos em anos anteriores.

Maiores informações podem ser obtidas na página eletrônica do Inep.

Repórter: Cristiano Bastos

Ministério da Educação

Movimentos pedem ao ministro uma universidade federal
Fonte: Mec

23/08/2006 - Chapecó (SC) — Movimentos sociais, sindicatos, educadores e parlamentares entregaram um documento ao ministro da Educação, Fernando Haddad, pedindo a criação de uma universidade federal que contemple o norte do Rio Grande do Sul, o oeste de Santa Catarina e o sudoeste do Paraná. O encontro ocorreu nesta terça-feira, 22, na sede da Federação dos Trabalhadores na Agricultura Familiar do Sul do Brasil (Fetraf-Sul), em Chapecó, no oeste catarinense.

O presidente da Fetraf-Sul, Altemir Tortelli, informou que mais de 300 mil famílias vivem na região, povoada no campo por pequenos agricultores e nas mais de 400 cidades por pequenas e médias cooperativas – além de ser o berço de expressivas organizações populares, como os movimentos dos sem-terra, das barragens e das mulheres campesinas.

Não estamos discutindo a sede da universidade ou a localização física e sim um projeto pedagógico que ajude a promover um desenvolvimento sustentável e solidário, adiantou Tortelli.

Na reunião, também foi levantada a hipótese de que essa universidade federal pudesse ser a própria Universidade do Mercosul, uma vez que o projeto binacional tem foco justamente nessa região. O ministro Fernando Haddad esclareceu que Brasil e Argentina já definiram que a Universidade do Mercosul será bilíngüe e pretende envolver os outros parceiros do bloco.

“O projeto será tão forte quanto mais coletivamente for construído”, afirmou Haddad, acrescentando que, necessariamente, a Universidade do Mercosul terá vários campi, abraçando efetivamente toda a região.

Repórter: Chico Daniel

Geral

Projeto proíbe guloseimas em escolas brasileiras
Fonte: Agência Câmara de Notícias

23/08/2006 - A Câmara analisa projeto de lei da deputada Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) que cria regras para garantir que as crianças tenham acesso a uma alimentação saudável nas escolas públicas e privadas do País. O PL 6890/06 estabelece que os Conselhos de Alimentação Escolar deverão cuidar dos cardápios, respeitando os hábitos alimentares de cada região.
O texto proíbe que as cantinas das escolas vendam ou façam propaganda de balas; pirulitos; chicletes; sucos artificiais; refrigerantes; lanches fritos; bebidas alcoólicas; pipocas industrializadas; alimentos com gordura vegetal e comidas com mais de 10%, do total de calorias, de gorduras saturadas.
O projeto determina, também, que as escolas capacitem o corpo docente para que eles tratem, em aulas multidisciplinares, de conteúdos relacionados à saúde alimentar e às doenças causadas pela má alimentação. "Dados do Ministério da Saúde revelam que cerca de 15% das crianças brasileiras estão obesas e que aproximadamente 50% sofrem de anemia. Tanto a obesidade quanto a anemia infanto-juvenil têm contribuído para outras anormalidades do metabolismo, como doenças cardiovasculares e diabetes", alerta Grazziotin.

Tramitação
O PL 6890/06 tramita em caráter conclusivo e em conjunto com o PL 6848/02, do deputado Neuton Lima (PTB-SP), que trata do mesmo assunto. As propostas serão analisadas pelas Comissões de Seguridade Social e Família; de Educação e Cultura; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Propostas relacionadas:
- PL-6890/2006

Geral

Garantia de formatura - Aluna inadimplente pode colar grau em faculdade
Fonte: Consultor Jurídico

23/08/2006 - Aluna inadimplente tem direito a colar grau em faculdade. A decisão é da juíza Ana Cristina da Silva Abdalla, da 13ª Vara Cível de Mato Grosso, que acolheu pedido de liminar de uma universitária e determinou que o reitor da faculdade autorize a estudante a colar grau. Cabe recurso. Há outras decisões da Justiça brasileira no mesmo sentido.

De acordo com o processo, a aluna ajuizou Mandado de Segurança contra a instituição depois de ter sido impedida de colar grau por causa da inadimplência com o curso.

A juíza destacou que “o deferimento da liminar é medida que se impõe haja vista que contraria o direito líquido e certo da impetrante de ver confirmado o grau de sua profissão, o qual, por força de lei, não pode ser obstado em razão de inadimplência contratual, visto que existem medidas legais que asseguram o direito da impetrada de receber seus possíveis créditos”. Para ela, a demora na liminar poderia ocasionar prejuízos irreparáveis para a estudante.

Revista Consultor Jurídico, 22 de agosto de 2006

Geral

Pedido de transferência
Fonte: Consultor Jurídico

23/08/2006 - UERJ tenta evitar matrícula de mulher de militar
A Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) ajuizou Reclamação, no Supremo Tribunal Federal, com pedido de liminar, contra a decisão de segunda instância que efetivou a matrícula da mulher de um militar.

A estudante é mulher de oficial da Marinha. Inicialmente, ela começou o curso de administração na Faculdade da Região dos Lagos, instituição privada de ensino. Em 2001, ingressou na Fundação Universidade do Rio Grande do Sul, instituição pública, por causa da transferência do marido.

De volta para o Rio de Janeiro, pretendeu ser matriculada da UERJ. Alegou que na cidade estudou em instituição pública. Como o pedido foi negado, ela recorreu. O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro acolheu o pedido, “ignorando o argumento da UERJ de que a estudante era oriunda de universidade privada e que jamais prestou vestibular para instituição pública”, de acordo com o processo.

Por conta disso, a universidade recorreu ao Supremo Tribunal Federal. Argumentou que a decisão do TJ se desviou da jurisprudência, segundo o qual a transferência ex officio só pode se dar entre universidades públicas, se a instituição de ingresso no ensino superior também for pública. O ministro Marco Aurélio é o relator da Reclamação.

RCL 4.573

Revista Consultor Jurídico

Geral

Reserva de vagas
Fonte: Consultor Jurídico

23/08/2006 - MPF quer que universidade implante sistema de cotas
O Ministério Público Federal no Espírito Santo entrou com Ação Civil Pública para pedir a implantação de sistema de cotas para negros e índios na UFES — Universidade Federal do Espírito Santo.

Os procuradores alegam que foi lamentável a decisão tomada pelo Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão da Universidade, que não acolheu o pedido de cotas do Movimento Negro Organizado, mesmo depois de já ter aprovado administrativamente o sistema.

Na ação, o MPF pede que as cotas sejam autorizadas já para o vestibular de 2007, em percentual compatível com a representatividade desses grupos na sociedade capixaba. Pede, ainda, que o sistema de inclusão dure pelo tempo necessário à equalização das oportunidades de ingresso no ensino superior.

Revista Consultor Jurídico

Geral

Concurso no MPF
Fonte: Consultor Jurídico

23/08/2006 - Estágios antes da formatura não contam como atividade
Estágios feitos em órgãos públicos ou escritórios de advocacia, antes da conclusão do curso de Direito, não devem contar mais como atividade jurídica para ingresso na carreira do Ministério Público Federal. O Conselho Nacional do Ministério Público suspendeu ato do Conselho Superior do Ministério Público Federal, que havia ampliado o conceito de atividade jurídica para ingresso na carreira do MPF. A decisão foi tomada pelo conselheiro Hugo Cavalcanti na sexta-feira (18/8).

A decisão do Conselho do MPF, do dia 1º de agosto, reconhecia como atividade jurídica os estágios feitos em órgãos públicos ou escritórios de advocacia, antes da conclusão do curso de Direito. Um grupo de candidatos aprovados no concurso que aguardam a nomeação entrou com processo no CNMP, com pedido de liminar, para suspender os efeitos da decisão do CSMPF e permitir a nomeação e a posse dos candidatos regulares e sub judice que possuíam os três anos de atividade jurídica como bacharel em Direito na data da inscrição definitiva do concurso.

O conselheiro Hugo Cavalcanti, relator do processo, considerou que “o ato do CSMPF estabeleceu novas regras para o 22º Concurso, após a conclusão de todas as fases do certame, o que contraria a exigência básica de qualquer certame público”.

Para ele, a manutenção da decisão do CSMPF “autorizará o ingresso nos quadros do MPF de pessoas que, embora tenham demonstrado preparo técnico, não cumprem exigência constitucional, vigente desde janeiro de 2005 (EC 45)”.

Foi determinado prazo de 15 dias para que o Conselho Superior do MPF preste informações sobre o ato impugnado e para manifestação dos interessados.

Geral

Engenheiro antes do diploma
Fonte: Zero Hora - RS

23/08/2006 - Carlos Rafael da Cunha - não participará da formatura da turma de 2006, no próximo domingo. Na quinta-feira passada, ele teve de receber o diploma de engenheiro metalúrgico sozinho, em um gabinete da UFRGS. E justifica com um enorme sorriso no rosto:

- Fui contratado na Alemanha 40 dias antes da formatura. Preciso voltar ao trabalho. Ganhei licença para vir buscar o diploma - conta o assistente de pesquisa da Salzgitter Ag., uma das maiores fabricantes de aço da Europa.

Carlos encontrou a vaga pela Internet. Aos 27 anos, com dois estágios feitos na Alemanha, por intermédio da universidade, achou que tinha boas chances e enviou o currículo. Mas se surpreendeu.

- Eles valorizaram muito mais a minha experiência no laboratório da faculdade do que os estágios que fiz em Hannover e Stuttgart. A empresa ligou para muitas pessoas para conferir se é verdade que no Brasil um aluno tem acesso a equipamentos de alto valor como os que eu trabalhei na faculdade - contou.

Especialista em mecânica da fratura, Carlos passou boa parte do curso no laboratório de metalúrgica física. E caprichou na conclusão. O trabalho foi aceito no Congresso Internacional de Tubulação Petrolífera e será apresentado por ele, no Canadá, em setembro.

- Será a minha segunda viagem de negócios pela empresa. A primeira, foi para buscar o diploma - comemora.

Geral

Curso de um dia prepara aluno para o Enem
Fonte: Folha on Line

23/08/2006 - O Instituto Henfil está com as inscrições abertas para o seu curso preparatório para o ENEM (Exame Nacional do Ensino Médio), que acontece no próximo dia 27.

O curso é gratuito, tem duração de 8 horas e conta com orientação sobre as especificidades do exame, dicas e resolução de questões dos anos anteriores. O objetivo do instituto é familiarizar o aluno com a prova.

O evento é no dia 24 de agosto, na Paulista. Telefone: 0/xx11/3062-8609

Geral

Liminar suspende cobrança de taxa para emissão de diploma
Fonte: Folha on Line

23/08/2006 - Uma liminar da 1ª Vara da Justiça Federal de Bauru (343 km a noroeste de São Paulo) suspendeu a cobrança de taxa para a expedição de diplomas e certificados de conclusão de cursos pelas universidades privadas da região. Foi fixada multa diária de R$ 10 mil em caso de descumprimento.

O juiz Roberto Lemos dos Santos Filho determinou que as instituições de ensino parassem de cobrar --a partir de ontem até o julgamento da ação-- taxa para emitir os documentos para todos os formandos até o julgamento da ação civil pública.

A ação foi ajuizada no dia 15 pelo MPF (Ministério Público Federal) de Bauru, que, além da proibição da cobrança das taxas, pede que as faculdades sejam condenadas a indenizar em dobro os valores cobrados indevidamente de ex-alunos formados.

Inicialmente, o MPF havia entrado com uma ação na Justiça contra a ITE (Instituição Toledo de Ensino), cujo mérito final ainda não foi julgado. Logo depois a Procuradoria ampliou a denúncia e processou as outras universidades do município, ao constatar que também faziam cobranças de taxas.

Em seu parecer, o juiz afirma que a concessão da liminar é uma forma de evitar a repetição de demandas individuais contra a cobrança da taxa.

Para o magistrado, há a possibilidade de dano irreparável ou de difícil reparação em caso de se aguardar o julgamento do mérito da questão.

A reportagem não conseguiu localizar a assessoria de imprensa da ITE e de outras instituições de ensino atingidas pela liminar, no fim da tarde de hoje, para comentar a decisão da Justiça.

ADRIANA CHAVES
da Agência Folha

Geral

Você sabe o que é nanotecnologia?
Fonte: Zero Hora - RS

23/08/2006 - O leitor Vinícius Baldo encaminhou por e-mail uma dúvida ao caderno Vestibular. Ele quer saber que tipo de faculdade precisa fazer para trabalhar em nanotecnologia. Confira abaixo o que é nanotecnologia e quais as carreiras relacionadas a ela.

A nanotecnologia é o conjunto de atividades em um projeto (caracterização, produção, aplicação de estruturas, dispositivos e sistemas), que busca a forma e o tamanho na ordem de manômetros, ou seja, um bilionésimo de metro. O objetivo é criar novos materiais e desenvolver produtos e processos para manipular átomos e moléculas.

A nanotecnologia é uma área multidisciplinar, colocada em prática em uma gama de aplicações, principalmente na medicina e na eletrônica. Conforme Edelweis Ritt, doutora em Ciência da Computação, do Centro de Excelência de Tecnologia Eletrônica Avançada (Ceitec), a formação ainda é obtida no país por meio do pós-graduação e recebe incentivo do governo.



A pesquisaA nanotecnologia tem apoio do Ministério da Ciência e Tecnologia por meio de um programa nacional. Pesquisas em nanociência e nanotecnologia são desenvolvidas no Laboratório Nacional de Luz Síncrotron. O CNPq apóia redes de pesquisa na área.

Confira abaixo exemplos de aplicação da nanotecnologia e graduações relacionadas:Biomedicina: nanomateriais para aplicações como os agentes contrastantes que servem para análise de imagens de células cancerígenasFarmácia: materiais nanoporosos. Eles podem armazenar substâncias e transportá-las até a localização desejada para a sua absorçãoFísica: a física de partículas é a base da computação quânticaQuímica: catálise química e técnicas de filtragem são dois exemplos onde a nanotecnolgia tem papel importante. A química é a área onde existem mais patentes na área de nanotecnologiaEngenharia de Materiais: os materiais nanoestruturados são caracterizados por terem um tamanho inferior a 100 nm. Devido às dimensões reduzidas dos grãos, as propriedades (mecânicas, magnéticas) destes materiais são significativamente modificadasCiência da Computação: a computação quântica baseia-se na física de partículas. Uma única partícula quântica pode representar uma quantidade muito grande de bits permitindo processamento de informaçõesEngenharia Elétrica: nanotecnologia propões soluções alternativas para aumentar a eficiência da conversão de luz, usando nanoestruturas específicas, o que pode revolucionar as técnicas de geração de energia solar. Outra área é a nanoeletrônica, projetada a nível de manômetros com componentes eletrônicos em escala da ordem de 90nm Biologia: testes biológicos para medir a atividade de substâncias feitas com o auxílio de nanopartículas é um dos exemplos

Agenda do Ministro

Agenda - 23.08.2006
Fonte: Mec

23/08/2006 - AGENDA DO MINISTRO

Quarta-feira, 23.8.2006

10h - Reúne-se com representantes da Confederação Nacional dos Trabalhadores de Educação (CNTE)

Local: Gabinete do Ministro

12h - Recebe Paulo Speller, presidente da ANDIFES

Local: Gabinete do Ministro

14h - Instalação do Banco de Avaliadores da Comissão Técnica de Acompanhamento da Avaliação (Port. 1027 de maio de 2006)

Local: Sala de Atos - 9º andar/ Edifício-sede MEC

16h - Encontra-se com José Agenor Alvares da Silva, Ministro da Saúde

Local: Gabinete do Ministro

Instituições de Ensino Superior

Governo federal dá aval para empréstimo à PUC-SP
Fonte: Folha de São Paulo

23/08/2006 - Universidade, que passa por grave crise financeira, quer ampliar seu campus em SP

Projeto se enquadra em programa do BNDES de apoio a instituições de ensino; Apropuc questiona aumento do endividamento

FÁBIO TAKAHASHI
DA REPORTAGEM LOCAL

O Ministério da Educação concedeu um aval, na semana passada, para que o BNDES (banco vinculado ao governo federal) atenda a um pedido de empréstimo de R$ 35 milhões feito pela PUC-SP.

Em meio a uma crise financeira, a universidade pretende usar o dinheiro para ampliar seu campus na capital paulista.

A instituição entende que as novas instalações são necessárias para melhorar a acomodação dos estudantes e para ampliar o espaço físico destinado aos pesquisadores, o que fortaleceria o setor e poderia auxiliar na captação de recursos.

A intenção da PUC é construir três novos prédios na área em que hoje estão os cursos de comunicação e filosofia, em frente ao prédio sede, em Perdizes (zona oeste de São Paulo).

As instalações atuais já foram alvo de notificações e multas por parte da prefeitura, por haver desacordo com a legislação. Nessa área, circulam 3.000 estudantes diariamente.

"Estamos sufocados com o nosso campus, que tem uma variedade grande de cursos. E a nossa pós-graduação ainda não tem um espaço físico [adequado]. Queremos ter salas de aula maiores e laboratórios mais bem equipados", disse ontem a reitora Maura Véras, no dia do 60º aniversário da instituição.

O projeto da PUC se enquadra em um programa do BNDES que prevê apoio às instituições de ensino superior que pretendem ampliar suas instalações. Para a concessão do empréstimo, o MEC precisa avaliar se há de fato necessidade acadêmica para a proposta.

O papel com o aval chegou no último dia 15 à universidade, que agora tem alguns passos burocráticos a seguir antes de efetivamente entrar com o pedido no BNDES.
Caso a documentação esteja em ordem, a verba deverá ser liberada após três meses da entrada do processo.

O diretor da Apropuc (associação dos docentes da PUC) Erson de Oliveira reconhece que as instalações atuais precisam ser reformadas. "Mas é contraditório que isso ocorra agora, em meio à crise. Se precisa cortar gastos, como haverá aumento do endividamento?"

No início deste ano, a universidade cortou cerca de 30% do quadro de professores e de funcionários. A PUC tem uma dívida bancária de R$ 107 milhões.

Auxílio federal
Ontem, após a missa que celebrou o aniversário da PUC, o ministro Luiz Dulci, da Secretaria Geral da Presidência, acenou com a possibilidade de que o governo federal ajude no pagamento da dívida.

"Estamos vendo se há a possibilidade de que haja a consolidação da dívida de tal maneira que o desembolso mensal não seja tão alto", disse o ministro, que afirmou que está em contato com o cardeal dom Cláudio Hummes (que ocupa o posto máximo da PUC) e o ministro da Fazenda, Guido Mantega. "Não gostaria de entrar em detalhes técnicos, porque envolve bancos públicos", afirmou.

Missa celebra 60 anos da universidade
DA REPORTAGEM LOCAL

O aniversário dos 60 anos da PUC-SP foi celebrado ontem em uma missa no centro de São Paulo, rezada pelo cardeal dom Cláudio Hummes (que ocupa o posto máximo da universidade).

Ao final da cerimônia, dom Cláudio afirmou que a PUC "só conseguirá superar a crise [financeira] com grande determinação e sabedoria". "É isso o que eu peço hoje", disse.

O cardeal declarou ainda que "a igreja não tem outro interesse se não prestar serviço. Não há objetivo econômico".

O governador Cláudio Lembo (PFL) também participou da cerimônia.
 

Instituições de Ensino Superior

Unicamp abre inscrições para especialização em inovação tecnológica
Fonte: Folha on Line

23/08/2006 - A Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) inicia, em outubro, a terceira turma do curso de especialização em gestão estratégica da inovação tecnológica em São Paulo. O curso será dado na Universidade Presbiteriana Mackenzie.

O curso, organizado pelo departamento de política científica e tecnológica da universidade, será dado em 20 módulos. As aulas serão realizadas quinzenalmente, às sextas (18h30 às 23h) e sábados (8h30 às 13h). O prazo para as inscrições termina em 25 de setembro.

Os candidatos passarão por uma entrevista e deverão apresentar cópias autenticadas de RG, CIC, diploma, além de cópias simples de currículo e histórico, e uma carta de intenções. O telefone da universidade para mais informações é o 0/xx/19/3788-4646.

Entre os 40 professores do curso, há profissionais de outras instituições de ensino como a FGV (Fundação Getúlio Vargas), Politécnica da USP (Universidade de São Paulo), Mackenzie e UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro).

Segundo o coordenador do curso, professor Ruy Quadros, o diferencial do programa é o foco no gerenciamento da inovação tecnológica. Os módulos abordam temas ligados às áreas de pesquisa e desenvolvimento, marketing, manufatura, logística, recursos humanos, finanças e novos negócios.

Mais informações podem ser obtidas no site do curso.

Instituições de Ensino Superior

Uneb inicia inscrições no vestibular de 2007
Fonte: Correio da Bahia

23/08/2006 - Começaram ontem as inscrições para o vestibular 2007 da Universidade do Estado da Bahia (Uneb), que promete ser o maior do Norte-Nordeste, submetendo à avaliação cerca de 70 mil candidatos. Nos dias 10 e 11 de dezembro, cinco mil pessoas estarão envolvidas na realização do processo seletivo que oferecerá 5.410 vagas para 26 cursos e 101 habilitações nos 24 campi espalhados por todo o estado. As inscrições ficam abertas até o dia 17 de setembro e podem ser feitas pelo site http://www.uneb.br./
O recebimento das fichas pela internet e os bons resultados obtidos pela instituição no Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade) são os dois principais motivos para a expectativa de crescimento do vestibular da Uneb, que já ultrapassa o número de inscritos da Universidade Federal da Bahia (Ufba) há alguns anos. A classificação de 75% dos cursos como bons e muito bons perante a média nacional é, inclusive, mote para a campanha publicitária do vestibular. “É um instrumento concreto para acabarmos com qualquer estigma. Tivemos o melhor curso de análise de sistemas do Nordeste e o segundo melhor de engenharia de pesca do Brasil”, destaca o reitor Lourisvaldo Valentim.
Nos últimos anos, a busca pelos cursos da Uneb quase dobrou. Entre os fatores mais importantes está o aumento da oferta de vagas e de habilitações mais procuradas pelos jovens, principalmente fora da capital. Inicialmente, seu perfil acadêmico era voltado para a pedagogia. O quadro mudou com os investimentos nas áreas de saúde, comunicação e ciências sociais aplicadas. Em Salvador, os cursos mais procurados (relação candidato/vaga) são os de fisioterapia (70), direito (65), enfermagem (59), nutrição (38) e comunicação social (36). No interior, a concorrência é mais acirrada em direito (25), enfermagem (23) e comunicação social (13).
Quando assumiu a reitoria, no início do ano, o professor Lourisvaldo Valentim encontrou o desafio de ajustar a quantidade de estudantes à estrutura física da universidade. Na administração anterior, foram criados 24 novos cursos dentro do campus I. O resultado foi que, no início de 2006, as turmas de fisioterapia, nutrição, fonoaudiologia, farmácia e enfermagem ficaram sem salas para as suas aulas. O reitor garante que a situação já foi normalizada e que não haverá problemas com as novas turmas que chegarão no próximo semestre.

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PÓS-GRADUAÇÃO

Após um longo período de ampliação dos cursos de graduação, a universidade trabalha agora no crescimento das pós-graduações stricto sensu. Hoje, a Uneb tem sete cursos de mestrado, dois deles no interior, e mais quatro esperando aprovação. Quanto aos doutorados, só existe uma proposta, que já está sendo avaliada pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).

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Calendário será ajustado

Segundo o reitor Lourisvaldo, a próxima questão prática a ser avaliada é o reajuste no calendário na Uneb. Se for mantida a realidade atual, os alunos do primeiro semestre de 2007 só iniciarão suas aulas no mês de agosto. O problema foi causado pelas paralisações de professores e funcionários nos últimos anos.
A proposta de concentração de três semestres no ano que vem será submetida ao Conselho Superior Universitário da Uneb (Consu) e a decisão final será tomada até o final do ano. “O ajuste do calendário é uma meta para o próximo ano. Se essa sugestão não for aprovada, precisaremos encontrar outra”, afirma o reitor.

Ana Carolina Araújo

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