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Família, Amigos e Fundador: três fontes de financiamento para o empreendedor PDF Imprimir E-mail

Brasília, DF, 16 de novembro de 2005, 16h25min.

Terceira Conferência Nacional de Ciência, Tecnologia & Inovação.

Terceiro Boletim do Soeconomia. Por Paulo França.

O Painel sobre Financiamento teve como palestrantes o diretor da Agência Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP), Carlos Aragão, o presidente do Fir Capital, Guilherme Emrich e o Diretor de Operações da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Marco Antonio Reis Guarita.

Segundo o diretor da CNI, as empresas estão tendo que renovar seus equipamentos e para isso estão os recursos do Modermaq do BNDES.

As pequenas empresas possuem escassez de recursos e dificuldade de acesso a financiamentos.

Uma fonte de recursos para as empresas de base tecnológica são os fundos setoriais, mas há contigenciamento no tocante à liberação. Também há necessidade que os recursos sejam liberados com equalização das taxas de juros para programas de inovação. Em suma, há dificuldade em termos de alcançar com financiamento as pequenas empresas.

A FINEP não tem capilaridade suficiente para atender as pequenas empresas inovadoras. Outros bancos públicos devem ser envolver com a questão da inovação, como o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal. Os bancos privados também podem ser acionados, principalmente os que atuam segmento de pequenas e médias empresas ("middle market").

Outro problema é a elegibilidade de garantias para os financiamentos. O Fundo de Aval do Sebrae é insuficiente, pois não tem escala. Dois caminhos acabam restando:

1) Fundo de Aval do Proger (Banco do Brasil);

2) Experiência internacional no uso de intangíveis como instrumento de garantia.

Os Arranjos Produtivos Locais (APLs) e as Incubadoras podem ser utilizados como instrumentos de desenvolvimento para as pequenas empresas.

O BNDES precisa ser mais ativo em relação à inovação. O BNDES deve conceder R$ 260 milhões para formação de fundos de capital de risco.
O Inovar da FINEP é importante para o fortalecimento de parcerias, porém precisa atrair o BNDES. O BNDES deverá apoiar 6 fundos de capital de risco, porém o que preocupa o investidor estrangeiro é a oscilação do câmbio, pois os investimentos serão de longo prazo (acima de 5 anos).

Os Fundos de Pensão devem participar do mercado de capital de risco, inicialmente com o Fundo de Pensão da Petrobrás.

A subvenção é um instrumento de apoio à inovação, funciona para abrir o leque de oportunidades. Os incentivos fiscais não alcançam as pequenas empresas, devido ao regime tributário que elas operam. Não devemos olhar apenas as pequenas empresas, pois a subvenção também pode reduzir o custo de inovação das grandes empresas, pois tal fato ocorre em outros países.

A Lei da Inovação foi regulamentada por um decreto de 8 de novembro de 2005.

Em Florianópolis há 140 empresas de base tecnológica. Pesquisa da Federação das Indústrias de São Paulo apontou que 69% das empresas não conhecem a FINEP e 1/3 das empresas podem ser consideradas inovadoras. A inovação pode ser para o mercado ou para dentro. O Portal da Inovação do Ministério da Ciência e Tecnologia (www.portalinovacao.mct.gov.br) foi uma boa iniciativa. O orçamento da FINEP é próximo a R$ 1 bilhão.

Outra questão a ser considerada é o Poder de Compra do Estado (PCE). A FINEP já teve ações relativas ao PCE. Apesar de ser um instrumento poderoso, apenas alguns setores se beneficiam do PCE. As compras governamentais não se aplicam ao universo empresarial como um todo.

Os Arranjos Produtivos Locais geralmente estão concentrados perto de Universidades ou Centros de Pesquisa.




 
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