Programa Convivências-UFRGS
31/10/2005 Leia mais em http://www.prorext.ufrgs.br/Deds/convive/index.htm.
Universidades federais vão ganhar
bibliotecas
31/10/2005 MEC fará censo bibliográfico de todas as
instituições.
Ao receber na última terça-feira, 25, a nova diretoria do Fórum
Nacional dos Pró-Reitores de Graduação (ForGrad), o ministro da
Educação, Fernando Haddad, anunciou que o MEC está pronto para fazer
um censo bibliográfico de todas as áreas da graduação. O objetivo, a
exemplo dos programas de distribuição de livros didáticos da
educação básica e do portal de periódicos da Capes, é oferecer um
acervo de livros às instituições federais de ensino superior (Ifes).
O ministério, explicou Haddad, já tem o programa (aplicativo)
pronto, mas precisa da colaboração das Ifes para construir o acervo.
Assim que o programa for colocado na página eletrônica do MEC,
basta o professor entrar no aplicativo e cadastrar a sua disciplina,
a bibliografia básica e a complementar, inclusive livros
estrangeiros. Da contribuição de cada professor, vai sair a
biblioteca da graduação. A partir do censo, que, segundo o ministro,
poderá ter cerca de cinco mil títulos, o MEC fará um edital para
aquisição das obras junto às editoras, da mesma forma que trabalha
com os programas de livros do ensino fundamental e médio.
Se tiver a colaboração dos professores na montagem do acervo, o
ministro espera prever recursos para a compra no Orçamento de 2007.
De acordo com a presidente do ForGrad, Ana Maria Iorio Dias, a
proposta do censo bibliográfico está aceita e representa um reforço
importante para a qualificação da graduação, uma vez que as
bibliotecas das Ifes estão defasadas. O Fórum reivindicou o acesso
desse acervo às instituições públicas estaduais de educação
superior.
Pauta - Representante de cerca de 300 instituições de ensino
superior públicas (federais e estaduais), privadas e centros
universitários, o ForGrad trouxe ao ministro da Educação uma pauta
de assuntos sobre os quais deseja aprofundar a discussão. Entre
estes temas, estão: revalidação de diplomas de graduação obtidos em
instituições estrangeiras; revisão da proposta do anteprojeto de lei
que trata do estágio curricular obrigatório e não obrigatório; e
oferta de bolsas de estudos aos alunos das instituições públicas que
ingressaram pelo sistema de cotas.
[Fonte: Assessoria de Comunicação do MEC - 28.10.2005]
A Ciência conquista destaque
31/10/2005 Pesquisa e produção científica buscam avanços,
ganham públicos e espaço. Na Ufrgs, Salão Científico cresceu.
A 2ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia mobilizou, entre 3 e
9 de outubro, 844 instituições de Ensino e pesquisa com 6.710
atividades em 333 municípios. Mas a agenda no país tem divulgado e
enfatizado trabalhos de ciência e tecnologia (C&T) em todo
outubro e pelo ano. Diversos públicos encontram muitas opções, do
âmbito acadêmico aos ensinos Fundamental e Médio.
Universidades, escolas e institutos de Ensino e pesquisa
incrementam ações e abrem as portas ao debate da produção
científica, expressa em várias áreas do conhecimento. O site http://semanact2005.mct.gov.br/
disponibiliza serviços e informes, como dados sobre a semana
nacional de 2004 e 2005, instituições e eventos, apoio a projetos,
contatos no Ministério de C&T, vídeos e frases científicas. No
Ano Mundial da Física, Albert Einstein é oportunamente lembrado: 'o
pensamento lógico pode levar você de A a B, mas a imaginação te leva
a qualquer parte do Universo'; e 'o importante é não parar de
questionar. A curiosidade tem suas próprias razões para existir.
Nunca perca a sagrada curiosidade'.
Na PUCRS, o jornalismo científico motivou debate aberto entre
estudantes. Coordenada pela professora Cristiane Finger, da
Faculdade de Comunicação Social, a 1ª Jornada Gaúcha abordou
'informação científica ao alcance de todos', sob a ótica do
profissional da área. No evento, o presidente da Associação
Brasileira de Jornalismo Científico, Ulisses Capozzoli, destacou que
o jornalismo científico se ocupa com a divulgação da ciência,
devendo sensibilizar para essa perspectiva.
O jornalismo científico, segundo Ulisses, deve contextualizar e
favorecer a inteligibilidade. Sobre a ciência, avalia que tem a
função de tornar melhor a vida das pessoas e minimizar sofrimentos,
sendo promessa de humanização. Para avanços na comunicação, defende
maior aliança entre jornalistas e cientistas, em compromisso
pessoal, estético, ético e de responsabilidade social.
[Fonte: Correio do Povo - 24.10.2005]
Informações sobre a Plataforma
Lattes
31/10/2005 O Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e
Tecnológico (CNPq) divulgou uma importante carta dirigida aos seus
pesquisadores. O órgão pede que sejam revisados os dados publicados
na Plataforma Lattes. E ainda que os eventuais descuidos ou erros
sejam corrigidos. Na mesma verificação é ainda interessante que
todos os telefones e endereços eletrônicos sejam atualizados pelos
acadêmicos.
Segundo o documento, uma comissão formada por usuários e
especialistas externos tem verificado com freqüência a existência de
dados inconsistentes nos currículos que constam na plataforma. O
pedido inicial, que será ampliado em uma segunda fase para todos os
pesquisadores, solicita ainda que uma mensagem breve seja enviada ao
correio eletrônico da presidência do CNPq. "Revi meus dados na
Plataforma Lattes. Os dados disponíveis correspondem à verdade."
Todos os cadastros existentes no Lattes serão gradativamente
validados pela Comissão formada pelo CNPq. Depois que isso ocorrer,
as páginas terão uma espécie de marca de certificação na plataforma.
O Lattes é usado hoje não apenas em nível federal. Várias fundações
estaduais de apoio à pesquisa (FAPs) e vários países da América
Latina e, mais recentemente, da África fazem também uso das
informações.
O e-mail para o envio das informações é: presidencia@cnpq.br.
Abipti lança biblioteca
digital
31/10/2005 A Associação Brasileira das Instituições de
Pesquisa Tecnológica (Abipti) lançou uma biblioteca digital.
Inicialmente, os usuários poderão acessar o catálogo on-line da
biblioteca, como livros, periódicos e informações detalhadas sobre
as publicações disponíveis. Também podem ser acessados determinados
textos na íntegra. Em breve, a biblioteca deverá ter, também, uma
base de dados com as monografias dos cursos de Agentes de Inovação e
Difusão Tecnológica (Agintec), da Abipti, além de um serviço de
resposta técnica.
Segundo a associação, 50% de seu acervo já está catalogado. "A
biblioteca é bem interativa. Também conta com uma relação de links
para outras bibliotecas digitais da área de ciência e tecnologia,
seguindo sempre a filosofia da biblioteca sem paredes, formando uma
rede", disse Monika Heringer, coordenadora do centro de informação
da Abipti, em comunicado da instituição. Os interessados em fazer
parte da biblioteca digital da Abipti podem entrar em contato pelo
e-mail monika@redeabipti.org.br.
Biblioteca digital da Abipti: http://abipti.phlnet.com.br/.
[Fonte: Boletim Fapesp - 24.10.2005]
Portal Inovação do MCT
27/10/2005 O Portal Inovação, plataforma interativa para troca
de dados entre Universidade, empresa e institutos de pesquisa,
lançado segunda-feira 24 pelo ministro da C&T, na sede da
Federação das Indústrias de SP (Fiesp). O Portal foi desenvolvido
pelo MCT em parceria com os setores público e privado, a partir do
modelo da Plataforma Lattes, experiência de sucesso do CNPq, que
congrega uma base de dados envolvendo pesquisadores e grupos de
pesquisa.
O desafio é, a partir da experiência e das fontes de informação
da Plataforma Lattes, promover a cooperação entre a competência
nacional em C&T e a comunidade empresarial, de forma a
desencadear processos inovadores nos diversos setores
socioeconômicos do país. Essa nova plataforma permite a declaração
das demandas do setor empresarial e dispõe de um espaço de
interação, envio de propostas e de buscas especializadas por
oportunidades de cooperação.
As empresas, de modo especial as médias e pequenas, terão no novo
instrumento a oportunidade de contactar e selecionar os
pesquisadores com linhas de trabalho mais adequadas para o
desenvolvimento de suas necessidades de inovação tecnológica. A
iniciativa faz parte de uma série de ações do governo federal para
estimular os investimentos em CT&I nas empresas, que inclui,
ainda, o novo modelo de gestão dos Fundos Setoriais de C&T; a
Política Industrial, Tecnológica e de Comércio Exterior, e a Lei de
Inovação.
[Fonte: Assessoria de Imprensa do MCT - 24.10.2005]
Site exibe trabalhos que misturam arte e
robôs
27/10/2005 Obras clásicas ganham elementos de robótica.
O worth1000.com é um site que
exibe trabalhos numa espécie de concurso de arte digital. No tema
"RoboRen", o colaborador deveria pegar uma obra de arte famosa e
modificá-la, com o Photoshop ou outro editor de imagens, inserindo
elementos robóticos e futuristas. Foram usados trabalhos de Salvador
Dali, Boticelli, Michelangelo e outros clássicos, que estão em
exibição no site, alguns com uma qualidade realmente impressionante.
Veja
os "robôs clássicos" Veja
outras obras no site
O site promove concursos separados por tema e nível de
dificuldade, que são dividos em categorias ilustração, animação,
photoshop, 3D, fotografia e texto. Para participar dos concursos do
site, que funciona como uma comunidade de usuários na qual uns votam
e comentam o trabalho dos outros, é preciso se cadastrar. Depois, é
enviar o material, que será analisado. Publicação aprovada, a obra
fica exposta e pode ser vista por qualquer visitante no site -
embora somente membros registrados possam votar e comentar. Com o
tema "RoboRen" existem quatro galerias de imagens, mas outras,
abordando diversos temas, também estão em exibição.
[Fonte: Terra Tecnologia - 20.10.2005]
Apoio a eventos científicos -
Finep
27/10/2005 A Financiadora de Estudos Projetos (Finep) abriu as
inscrições para apresentação de propostas de pedidos de apoio
financeiro a eventos científicos.
Segundo a Finep, a modalidade de apoio não-reembolsável
destina-se à realização de congressos, seminários e eventos
científicos, tecnológicos e de inovação. As propostas devem ser
apresentadas por instituições sem fins lucrativos. O prazo para
envio, por meio eletrônico, termina em 17 de novembro, às 18h, para
eventos a serem realizados de janeiro a abril de 2006. A versão
impressa das propostas, devidamente assinada pelos gestores das
instituições participantes, deverá ser enviada à Finep até o dia 22
de novembro.
O apoio financeiro será de acordo com a abrangência do evento. Se
for internacional, o valor máximo é de R$ 50 mil. Eventos de
abrangência nacional receberão até R$ 40 mil e, regional, R$ 30 mil.
Mais informações: http://www.finep.gov.br/ ou pelo
e-mail cp_eventos@finep.gov.br
Má escolha é a maior causa de
evasão
27/10/2005 Um estudo inédito realizado na USP mapeou as causas
da evasão no ensino superior. A pesquisa constatou que quase metade
dos estudantes que desistem da graduação tiveram problemas no
momento da escolha. Por pressões dos pais, por falta de informação
sobre a faculdade ou sobre o mercado, 44,5% dos alunos acabam
abandonando o que era seu sonho de realização profissional e se
tornou a opção errada.
Outros 30,7% desistem por não gostarem da estrutura do curso que
ingressaram. Depois, seguem os insatisfeitos com o mercado de
trabalho e com a profissão, que somam 13,4%. Os que desanimam por
razões pessoais -como problemas familiares, financeiros, afetivos-
são 10,5%. Menos de 1% é motivado a largar a faculdade por não se
adaptar à cidade em que ela se localiza. Para a professora Yvette
Piha Lehman, autora da pesquisa que defendeu como tese de livre
docência, uma alternativa para as universidades evitarem o abandono
é oferecer atendimento e orientação profissional. Ela coordena o
Serviço de Orientação Profissional do Instituto de Psicologia da
USP. "Do total dos alunos que passaram pela orientação, 73%
conseguiram clarear os motivos da crise e não desistiram do curso",
afirma.
"A consciência da dinâmica facilita o jovem a não ficar
paralisado. Ele tem de sustentar uma escolha e paixão. Precisa
sentir que está crescendo e não achar que saiu perdendo ao fazer a
escolha." No trabalho, 180 jovens que estavam em crise ou desistiram
do ensino superior foram entrevistados. Deles, 85 eram de
universidade pública e 95 de universidades particulares. Todas as
entrevistas aconteceram em um período de quatro anos, de 1996 a
2002, e a pesquisa foi apresentada por Yvette em setembro.
No Serviço de Orientação Profissional e Vocacional da Unesp de
Araraquara, a realidade é praticamente a mesma, segundo a
psicopedagoga Maria Beatriz de Oliveira. A coordenadora afirma que,
apesar de ainda não ter estatísticas, a prática mostra que o
principal motivo da desistência é mesmo a escolha malfeita. "Há
várias causas. Uma delas é a falta básica de informação condizente
com a realidade." Por isso, a professora organiza uma feira de
profissões com dados sobre o curso e o mercado.
Quando acontece
Yvette constatou que, quando a desistência acontece no início do
curso, está relacionada diretamente à escolha. "Outros motivos são a
dificuldade de se adaptar às exigências e aos professores e à
mudança do ensino médio para o superior", afirma.
Já quando os jovens se decepcionam no decorrer da graduação -por
volta do quarto e do sexto semestres- é porque começaram a se
questionar sobre o sentido da profissão. "A angústia é maior, pois
eles já se envolveram com boa parte do curso. Nessa hora, eles
buscam maior certeza com o que vão se comprometer." No final do
curso, de acordo com a tese, as questões são mais objetivas e se
referem ao mercado de trabalho, à busca de emprego.
[Fonte: Folha de São Paulo - 10.10.2005]
A era dos zumbis
27/10/2005 Você está enganado se acha que mensagens
indesejadas que apregoam milagres, programas Microsoft pirateados e
planos de enriquecimento rápido são enviados por pessoas nefastas e
seus computadores malignos. Atualmente, mais de 80% de todo o spam
mundial vêm de PCs zumbis de empresas, universidades e usuários de
computador comuns, segundo a MessageLabs, empresa fornecedora de
serviços de segurança de e-mail.
Computadores zumbis são equipamentos infectados por código
malicioso, que permite que os spammers os utilizem para enviar
e-mails. O uso de zumbis por spammers e hackers não é novidade. De
acordo com especialistas, porém, esta prática tornou-se mais
organizada e lucrativa no ano passado. “Uma nova economia
subterrânea está evoluindo”, diz Gregg Mastoras, analista de
segurança sênior da empresa de segurança Sophos. A companhia estima
que cerca de 50% dos spams em circulação atualmente originam-se de
computadores zumbis, um aumento de 25% em relação ao ano passado.
Embora esses números sejam inferiores aos da MessageLabs, o
crescimento de ataques de zumbis é alarmante. O que está provocando
o aumento? Novas leis anti-spam e filtros mais eficientes
dificultaram o envio de lixo eletrônico, o que faz com que os
spammers busquem maneiras novas e mais criativas de atuação, observa
Mastoras. E muitos desses spammers receberam ajuda do que antes
seria uma fonte improvável: hackers e autores de vírus.
O especialista em segurança diz que os spammers estão contratando
produtores de vírus e hackers para ajudá-los a criar verdadeiros
exércitos de computadores zumbis para o envio de spam. Antes
distintos, esses dois grupos estão trabalhando em conjunto e
formando seu próprio eixo do mal online.
Ao encaminhar suas mensagens de correio eletrônico por meio de
computadores zumbis, os spammers não gastam dinheiro com a largura
de banda de que precisariam para enviar milhões de mensagens. O uso
de zumbis também permite a eles ocultar dos representantes da lei as
origens de suas mensagens. Muitas vezes, as redes de zumbis também
são usadas para disparar ataques denial-of-service (DoS).
Caça aos fantasmas
Investigamos as origens de algumas das piores mensagens
indesejadas que recebemos em uma semana para descobrir se tinham
sido enviadas por zumbis. Resultado: muitas delas vinham de empresas
e universidades respeitáveis, joguetes involuntários na avalanche de
spam. Por exemplo, rastreamos um e-mail com a oferta de software
Microsoft pirateado até chegar a uma empresa de planejamento
financeiro em Manhattan. Não havia uma maneira óbvia de saber se a
mensagem originava-se de um de seus computadores. A mensagem tinha
endereço de e-mail de retorno inoperante e nunca mencionava a
companhia em questão.
Mas, visto que cada mensagem eletrônica contém o endereço IP
exclusivo do computador que a enviou, usamos este endereço para
acompanhar a oferta de software pirateado de volta até um computador
da empresa. "Nunca enviaríamos spam conscientemente", afirma Jason
Keis, administrador de rede da empresa. Ele explica que a mensagem
foi enviada de um dos 20 computadores pessoais que gerencia. O
computador foi transformado em zumbi quando ficou vulnerável por um
curto período de tempo durante uma atualização de software
antivírus.
A empresa de Keis não foi a única vítima de ataque de zumbi que
descobrimos. Rastreamos uma oferta de Viagra até uma empresa de
serviços médicos em Kansas City, no Kansas, originada da
Universidade de Finanças e Economia de Pequim. Um asilo de idosos em
Ontário, Canadá, enviou-nos um plano de enriquecimento rápido. Todas
essas mensagens foram mandadas por computadores zumbis e continham
endereços de retorno falsos, encobrindo o fato de terem sido
enviadas, na realidade, por PCs de terceiros.
Computadores seqüestrados
Os representantes de empresas vitimadas com os quais conversamos
odeiam spam tanto quanto nós e nunca pensaram que um de seus
computadores seria usado para o envio de e-mail indesejado. É
provável que alguém, em cada uma destas companhias, tenha sido
induzido a baixar um vírus que permitiu a um hacker seqüestrar o
computador.
Worms como Bagel, Glieder e Sobig foram identificados como
portadores de código malicioso, ou malware, que permite que
atacantes remotos assumam o controle de máquinas infectadas. O worm
Glieder, por exemplo, direciona um computador infectado a um site
para baixar o cavalo-de-tróia Mitglieder. Em seguida, o programa
desativa o firewall e o antivírus do computador e abre uma porta
traseira, possibilitando que o computador seja controlado
remotamente por hackers. Depois que os hackers assumem o controle do
PC, podem usá-lo para enviar spam ou instruí-lo a executar um ataque
DoS.
De volta à vida
Em maio, a Federal Trade Commission (Comissão Federal de
Comércio) dos Estados Unidos e muitos outros órgãos governamentais
no exterior começaram a enfrentar zumbis com um programa chamado
Operação Zumbis de Spam. Para aumentar a visibilidade da ação, a FTC
mandou cartas a cerca de 3 mil provedores de internet, instando-os a
empregar medidas protetoras para impedir que computadores de seus
clientes sejam seqüestrados por spammers.
Mas não se apóie exclusivamente nas ações dos provedores e órgãos
governamentais. Você pode reduzir os riscos com a instalação de
software firewall e antivírus e a atualização constante da sua cópia
do Windows. Se estiver preocupado que um cavalo-de-tróia possa ter
desativado seu firewall ou antivírus, ative os programas e
certifique-se de que todos continuem rodando.
Os sintomas de um computador zumbi abrangem lentidão repentina da
conexão de banda larga, atividade excessiva da unidade de disco
rígido, mouse ou teclado paralisado ou notificações na sua caixa de
entrada vindas de pessoas que você nunca tentou contatar.
Infelizmente, no entanto, esses sintomas não indicam, com 100% de
certeza, se seu computador é um zumbi.
Zumbi: sim ou não?
Confira se seu computador foi seqüestrado por um spammer:
Você receia que seu equipamento seja um zumbi disseminador de
spam? Foi tachado de spammer? Para saber se isso é verdade, primeiro
verifique qual é seu endereço IP (protocolo de internet) usando um
site como o WhatIsMyIP.com. Em
seguida, insira o endereço IP (ou nome de domínio, se você for um
usuário corporativo) no campo Spam Database Lookup do site DNSstuff
(http://www.dnsstuff.com/)
para ver uma lista de empresas anti-spam que recomendam o bloqueio
do seu e-mail.
[Fonte: PCWORLD - 18.10.2005]
Brasil é maior criador de pragas na
Internet
27/10/2005 O Brasil é o país que mais cria softwares
cavalo-de-tróia (trojan), que são projetados para enganar usuários
de serviços de bancos pela Internet, de acordo com a empresa
japonesa de segurança de computadores Trend Micro. Sem divulgar
números, a companhia informou hoje que, por consequência, o País
também é o que mais sofre com o envio de e-mails falsos para
obtenção de senhas de internautas por criminosos.
Os e-mails são enviados com programas que parecem inofensivos,
mas que quando executados passam a espionar a atividade da vítima no
computador. "Tem ocorrido bastante nos Estados Unidos e Espanha
também, mas no Brasil com mais freqüência, porque os serviços
financeiros pela Internet são bastante desenvolvidos", disse o
gerente de suporte da Trend Micro no Brasil, Leonardo Bonomi,
citando os três principais países na relação da empresa.
Segundo ele, Estados Unidos e Espanha estão quase empatados, mas
em nível 30 a 35% menor do que o número de casos reportados no
Brasil. Os dados do levantamento preparado pela Trend Micro estão
sendo finalizados e serão divulgados em breve, disse Bonomi. O
especialista explicou que os falsários estão se fazendo passar por
qualquer banco, mas instituições financeiras como Bradesco, Itaú e
Caixa Econômica Federal estão entre as mais visadas. "Geralmente os
softwares (cavalos-de-tróia) são feitos no Brasil. Os fraudadores
aproveitam um código pronto, fazem adaptações e lançam em seus
e-mails", explicou Bonomi.
O analista acredita que a tendência é esse tipo de fraude crescer
ao longo do tempo, apesar das prisões de quadrilhas pela Polícia
Federal nos últimos meses. "A maioria das pessoas ainda não tem
consciência sobre boas práticas na Internet", disse ele, que
recomenda que os internautas usem softwares antivírus atualizados,
programas antispywares, firewalls e não abram emails enviados por
desconhecidos.
Com o aumento no número de casos de golpes contra internautas, os
bancos começaram a adotar medidas para melhorar a segurança dos
correntistas. Entre elas estão tabelas impressas de senhas que ficam
em poder do usuário e são necessárias durante operações online.
"Esse tipo de iniciativa melhora a segurança. Os códigos nunca são
os mesmos, o que dificulta o trabalho dos fraudadores", comentou
Bonomi. No segundo trimestre deste ano, segundo o Centro de Estudos,
Resposta e Tratamento de Incidentes de Segurança no Brasil
(CERT.br), o número de reclamações de internutas vítimas de fraudes
cresceu 1.313% em relação ao mesmo período de 2004, para 7.942.
[Fonte: Terra Tecnologia - 20.10.2005]
Universidades no Projeto
Rondon
27/10/2005 As Universidades públicas e privadas interessadas
em participar da Operação Amazônia 2006 do Projeto Rondon podem se
candidatar até 31/10. Para se inscrever, é preciso elaborar um plano
de trabalho, com ações nas áreas de cidadania, bem-estar,
desenvolvimento local sustentável e gestão pública. É necessário
cumprir outras obrigações, como indicar, em ordem de prioridade, os
municípios onde a Universidade deseja atuar. O Ministério da
Educação é membro nato do Projeto Rondon e faz parte do Comitê de
Orientação e Supervisão.
A coordenação-geral é do Ministério da Defesa, que divulgará em
sua página eletrônica (http://www.defesa.gov.br/), no
dia 22 de novembro, a relação das instituições de ensino superior
(IES) habilitadas a participar. Até 12 de janeiro, as IES
selecionadas indicarão a composição de suas equipes e, em fevereiro,
inicia-se a operação. Reativado no atual governo, em 2004, o Projeto
Rondon chegou em janeiro deste ano a 13 municípios do estado do
Amazonas, com a participação de 200 universitários.
A segunda operação ocorreu este mês, com outros 200 estudantes
realizando atividades em seis municípios do Acre. Nesta etapa, o
Projeto Rondon chegará a 40 municípios do Acre, Amapá, Amazonas,
Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins. Serão organizadas
80 equipes, com 640 rondonistas (240 dos estados onde ocorrerá a
operação e 400 das demais regiões do Brasil). Duas IES trabalharão
na mesma localidade com o objetivo de permitir a troca de
experiência entre acadêmicos de diferentes regiões.
No MEC, funciona o núcleo de atividades do Projeto Rondon, ligado
à Secretaria de Educação Superior (SESu). "A iniciativa de retomar o
Rondon tem alto alcance social, sobretudo de cidadania, pois coloca
os estudantes numa nova realidade brasileira, a da Amazônia, uma
região carente", explica o coordenador do núcleo, José Leite
Saraiva.
Em cada operação, os universitários e seus professores passam de
15 a 20 dias desenvolvendo um plano de trabalho. Após tomar
conhecimento daquela realidade, fazem um diagnóstico das
necessidades locais e sugestões de ações que serão submetidas aos
governos federal, estadual e municipal. Outras informações pelos
telefones (61) 3312-9038, 3312-9003, 3312-8807 (Ministério da
Defesa) ou (61) 2104-9909 (SESu/MEC).
O anexo A do convite portal.mec.gov.br/sesu/arquivos/pdf/operacaoamazonia2006.pdf
para a Operação Amazônia 2006 explicita as questões logísticas como
transporte, alojamento, alimentação, saúde e seguro de vida dos
participantes (estudantes e professores).
Toda a documentação deve ser entregue pelos Correios, em envelope
lacrado, endereçada ao Ministério da Defesa (Secretaria de Estudos e
Cooperação, Comissão de Avaliação de Propostas do Projeto Rondon,
Operação Amazônia 2006) - Esplanada dos Ministérios, Bloco Q, 9o
andar, sala 398, Brasília (DF), CEP 70049-900.
[Fonte: Assessoria de comunicação do MEC - 19.10.2005]
Os 100 anos do 14 Bis
27/10/2005 Está disponível na internet o portal do aviador e
inventor brasileiro Alberto Santos Dumont, responsável pelo primeiro
vôo registrado publicamente de um avião. O portal é uma estratégia
para divulgar a vida e a obra do Pai da Aviação e Patrono da
Aeronáutica Brasileira. Esta iniciativa dos ministérios da Defesa e
da Ciência e Tecnologia faz parte das comemorações do centenário do
vôo do 14 Bis, realizado em 23 de outubro de 1906, no campo de
Bagatelle, arredores de Paris.
Além da cronologia da vida do cientista, fotos e notícias, o
portal vai divulgar as ações da Comissão Interministerial para as
Comemorações do Centenário do Vôo do 14 Bis, que considera o dia 23
de outubro de 2005 – dia do vôo- como data inicial. A Comissão
Interministerial foi criada pelo governo brasileiro para cuidar da
seleção dos projetos que vão compor a programação da festa do
centenário. A comissão também pretende incentivar a produção de
livros, revistas, DVDs, documentários e outros materiais impressos e
audiovisuais sobre Santos Dumont, sua vida e seus diversos inventos.
Espera-se que uma parcela significativa desses materiais seja
destinada aos jovens e às escolas, com ênfase na capacidade
inventiva dos brasileiros e estímulo a uma cultura de inovação.
Em 2006, a III Semana Nacional de Ciência e Tecnologia também vai
homenagear o pai da aviação. Organizada pelo Ministério da Ciência e
Tecnologia (MCT), a Semana promove atividades de divulgação
científica, mobilizando escolas, empresas e instituições públicas e
privadas em todo o país. O Instituto Brasileiro de Informação em
Ciência e Tecnologia (Ibict), unidade de pesquisa do MCT, já está
programando atividades que serão divulgadas no portal CanalCiência.
Acesse aqui para conhecer o portal do centenário do vôo do 14
Bis: http://www.santosdumont.14bis.mil.br/
[Fonte: Assessoria de comunicação do Ibict - 19.10.2005]
Seminário dos egressos da
UFRGS
24/10/2005 Quinta-feira, dia 27 de outubro, será realizado o I
Seminário dos Egressos da UFRGS, através do qual a Universidade
espera criar novos laços com os ex-estudantes, articulando o passado
e o presente da academia.
O evento, que é aberto à comunidade, conta com a participação da
professora Maria Helena Rossi, graduada em Educação Artística e
doutora em Educação pela UFRGS, além de pesquisadora da Universidade
de Caxias do Sul (UCS), que discorrerá sobre o tema de sua tese de
doutorado "Leitura estético-visual na Educação Fundamental"; Ruy
Carlos Ostermann, jornalista e comentarista esportivo, além de
colunista do jornal Zero Hora; Sonia Hoffmann, professora e
pesquisadora da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do
Sul (PUCRS) e especialista em Educação Física Adaptada; e do
desembargador Umberto Guaspari Sudbrack, da 5° Câmara Civil do
Tribunal de Justiça, que falará a respeito de sua tese de doutorado
em Direito pela Universidade Paris I (Panthéon-Sorbone), chamada "O
extermínio de meninos de rua no Brasil: um estudo de política
criminal".
A atividade acontecerá às 9h, na Sala II do Salão de Atos, que
fica no Campus Centro (Av. Paulo Gama, 110 – térreo). Mais
informações pelo telefone 3316-3202, ou no site, em que os egressos
podem cadastrar-se.
Colaboração entre a Informática e a
França
24/10/2005 25 anos de colaboração entre o Instituto de
Informática da UFRGS e a França serão comemorados nos dias 3 e 4 de
novembro. Em abril de 1976, aconteceu a primeira missão francesa na
época ao Programa de Pós-Graduação em Computação. Em 1980 foi
organizado o primeiro acordo de cooperação Capes-Cofecub 46/80 com o
INPG de Grenoble. Desde lá diversos foram os projetos, em diversas
áreas e com Universidades de várias regiões que foram estabelecidos
com os grupos de pesquisa do Instituto de Informática da UFRGS.
Este evento reunirá personalidades brasileiras e francesas, e
será organizado em duas partes: a primeira dedicada a um balanço das
colaborações passadas e em andamento; a segunda discutirá as
colaborações futuras em informática que se vislumbram de cada lado.
Essa visão prospectiva, visa a delinear as linhas de pesquisa
conjuntas futuras, através de painéis e palestras de convidados.
Portanto, um dos objetivo importantes do evento será a preparação
das futuras colaborações e de suas formas possíveis: intercâmbios,
co-orientações de trabalhos de pós-graduação, etc.
Serão discutidas as pesquisas, as formas de financiamento, além
de comemorar os 25 anos do primeiro projeto de cooperação com a
França. A escolha de fazer-se tal comemoração em 2005 é também
devida ao fato de este ano ser o ano do Brasil na França. O workshop
acontecerá no Instituto de Informática da UFRGS, em Porto Alegre, e
será pluri-disciplinar, uma vez que vários grupos de pesquisa do
Instituto estarão envolvidos nas colaborações com a França.
O programa do evento e mais informações podem ser obtidas
em: www.inf.ufrgs.br/coloquio25anosBrFr
Cofecub seleciona
participantes
24/10/2005 Representantes do Brasil e da França reunidos, nos
dias 18 e 19, em Paris, para fazer a seleção final de propostas de
projetos que concorrem ao programa de intercâmbio científico
Brasil-França.
Do total de 91 propostas recebidas, 80 receberam parecer
favorável da Capes/MEC. Elas serão examinadas durante reunião
binacional, no Ministério das Relações Exteriores da França. O
programa é desenvolvido em conjunto entre a Capes e o Comitê Francês
de Avaliação da Cooperação Universitária com o Brasil (Cofecub),
para estimular a formação de redes de equipes interinstitucionais,
associando brasileiros e franceses.
Conhecido como Capes/Cofecub, o programa apóia a realização de
missões de trabalho para brasileiros e franceses, além de bolsas de
estudos para brasileiros. Um de seus objetivos é estimular a
formação e o aperfeiçoamento de pós-graduandos e professores, dos
dois países, nas modalidades de doutorado-sanduíche (estágio de
doutorando no exterior) e pós-doutorado.
Proposta - Segundo a técnica da Coordenação-Geral de Cooperação
Internacional (CGCI/Capes), Jussara Prado, as propostas recebidas
foram priorizadas de maneira independente pela Capes e pelo Cofecub.
Durante a reunião binacional, os participantes tentarão
compatibilizar as escolhas, além de negociar a seleção dos projetos
que melhor atendam às expectativas das duas agências. "A expectativa
é de que sejam aprovados de dez a 20 projetos", diz.
A reunião terá a participação da coordenadora adjunta da CGCI,
Fátima Battaglin, e de quatro consultores brasileiros. A área de
ciências exatas e da terra será representada por Lívio Amaral, da
Universidade Federal do Rio Grande do Sul; a área das engenharias,
por Álvaro Prata, da Universidade Federal de Santa Catarina; a área
de ciências humanas, por Fernanda Sobral, da Universidade de
Brasília; e a área de ciências biológicas e saúde, terá como
representante Luiz Carlos Silveira, da Universidade Federal do Pará.
[Fonte: Assessoria de comunicação do MEC - 18.10.2005]
O risco da "adultescência"
24/10/2005 É cada vez mais visível o fenômeno de adultos, que
receberam educação de qualidade em escolas universidades de elite,
ainda vivendo com os pais. É o que psicólogos chamam como parte do
que se batizou de "adultescência".
A "adultescência" acaba de ganhar uma estatística sombria, feita
pelo Dieese: jovens das famílias mais ricas têm dificuldade de
encontrar emprego. A taxa de desemprego, nesse segmento, é de 22%,
que é maior do que a média nacional. Não sei quantos sinais são
socialmente mais graves do que esse: afinal, são jovens que
receberam educação de qualidade, aula particular, apoio de
psicólogos, viajaram, foram a museus, cinemas, teatros. Isso sugere
que a sociedade está mais e mais exigente, aumentando seus filtros.
Mostra também que os jovens mais pobres, a imensa maioria, sem
tantos apoios, tendem sofrer ainda mais restrições. É o que se vê na
estatística do Dieese: entre os jovens de 16 a 24 mais pobres o
desemprego, nas regiões metropolitanas, se aproxima dos 70%. Daí se
avalia o tamanho dessa bomba social.
[Fonte: Gilberto Dimenstein - Folha de São Paulo - 27/09/2005]
Lei de Inovação Tecnológica começa a
valer
24/10/2005 O decreto de regulamentação da Lei de Inovação
Tecnológica foi assinado dia 11, em solenidade realizada no Palácio
do Planalto. Com a assinatura, todos os mecanismos nela previstos
entram em vigor. A lei havia sido sancionada em dezembro de 2004,
após ser aprovada no Congresso Nacional, mas, para ser implementada,
era preciso regulamentá-la.
Em seu artigo 1º, a lei estabelece "medidas de incentivo à
inovação e à pesquisa científica e tecnológica no ambiente
produtivo, com vistas ao alcance da autonomia tecnológica e ao
desenvolvimento industrial do país". A nova lei está organizada em
torno de três eixos: a constituição de ambiente propício a parcerias
estratégicas entre universidades, institutos tecnológicos e
empresas; o estímulo à participação de institutos de ciência e
tecnologia no processo de inovação; e o estímulo à inovação na
empresa.
"A Lei de Inovação vai facilitar a interação entre as
universidades, instituições de pesquisa e o setor produtivo,
estimulando o desenvolvimento de produtos e processos inovadores
pelas empresas brasileiras, com grande impacto sobre a
competitividade do país", disse Sergio Rezende, ministro da Ciência
e Tecnologia, após a assinatura do decreto de regulamentação.
Segundo o Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), Rezende
destacou, entre os diversos mecanismos da lei, o instrumento da
subvenção, que prevê o aporte de recursos públicos,
não-reembolsáveis, diretamente às empresas, beneficiando,
especialmente, as micro e pequenas empresas inovadoras.
O valor da subvenção será definido anualmente por meio de
portaria interministerial e terá como fonte de recursos o Fundo
Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT). Para
aplicação desses recursos, o decreto regulamentar estabelece que
deverão ser seguidas as prioridades definidas na Política
Industrial, Tecnológica e de Comércio Exterior (Pitce), embora não
exclusivamente.
Além da subvenção, a lei estabelece os dispositivos legais para a
incubação de empresas no espaço público e a possibilidade de
compartilhamento de infra-estrutura, equipamentos e recursos
humanos, públicos e privados, para o desenvolvimento tecnológico e a
geração de produtos e processos inovadores, e cria regras claras
para a participação do pesquisador público nos processos de inovação
tecnológica desenvolvidos no setor produtivo.
Para dar início ao processo de debates democráticos para
aprimoramento do texto legal, o MCT promoveu duas plenárias, em maio
e em setembro de 2003, que contaram com a participação de diversas
entidades representativas de setores relacionados ao tema da
inovação. Vários outros fóruns e seminários se seguiram para
aprofundar a discussão.
Para ler o texto completo da Lei de Inovação, clique
aqui.
Língua de sinais (Libras) pelo
celular
24/10/2005 Um software criado há dois anos pelo Grupo de
Usuários de Java de Brasília, o DFJUG, possibilitará a venda do
primeiro celular para surdos, anunciado para o mês que vem pela
Brasil Telecom GSM. O software - chamado Rybená (http://www.rybena.org.br/) -
transforma a voz em dados e os converte em animações Flash com os
símbolos típicos da Língua Brasileira de Sinais (Libras).
A princípio, o aparelho será um Siemens CX65, que tem tela
colorida, câmera digital e conexão por meio de infravermelho. O
Rybená tem como premissa básica a inclusão social e digital para
portadores de necessidades especiais. Foi batizado com um nome
originalmente brasileiro - Rybená - Comunicação na língua indígena
Xavante.
A LIBRAS é a língua brasileira de sinais e é utilizada pela
comunidade surda no Brasil. Diz-se língua e não linguagem porque
possui uma estrutura lingüística própria, assim como qualquer outra
língua falada no mundo. É possível estudar-se a LIBRAS em todos os
seus níveis estruturais: morfológico, sintático etc. A linguagem é a
capacidade que o homem tem de se expressar e, para tanto, ele pode
utilizar meios não verbais, como gestos, desenhos, cores etc., não
necessariamente a língua (linguagem verbal). Por exemplo, uma pessoa
que não conheça língua alguma, ainda assim, possui linguagem, já que
tem a capacidade de se expressar.
Há uma tendência em se achar que a LIBRAS é uma linguagem pois
acredita-se que a língua de Sinais são apenas "gestos", sem nenhuma
estruturação lingüística. Pode-se dizer, entretanto, que a Língua de
Sinais trata-se de um tipo de linguagem verbal (partindo-se do
pressuposto de que o termo "verbal" refere-se à palavra, esteja ela
em sua modalidade oral/auditiva ou gestual-visual). A Língua de
Sinais não substitui o Português, mas serve de ponte para seu
aprendizado. A Língua de Sinais não faz com que o surdo se
desestimule a aprender Português ou desista de falar, pelo
contrário, é um estímulo a mais.
[Fonte: ZH Digital - 11.10.2005]
Guia gratuito de aulas no ambiente
virtual
24/10/2005 Uma dissertação de mestrado apresentada na Escola
de Enfermagem de Ribeirão Preto (EERP), da Universidade de São Paulo
(USP), deu origem a uma ferramenta útil: um guia com todas as
instruções necessárias para que as instituições de ensino superior
comecem a explorar mais os recursos da informática em benefício dos
cursos a distância. O guia, que será publicado na forma de livro no
começo do próximo ano, conta com informações sobre diferentes
modelos de cursos acessíveis via internet. Além disso, a publicação
reunirá toda a análise de requisitos de como uma instituição deve
proceder para implementar uma plataforma de ensino exclusiva para
seus alunos.
"Os conceitos disponíveis no livro poderão ser utilizados para a
criação de novos cursos a distância em qualquer área do
conhecimento", disse Carlos Alberto Seixas, analista de sistemas e
autor do trabalho, à Agência FAPESP. "A intenção é oferecer
conhecimento técnico suficiente para que um maior número de
professores dê início a suas atividades didáticas em ambientes
virtuais de ensino", explica.
Seixas garante que, com o auxílio do guia, os professores terão
maior contato com o universo da educação a distância em uma
linguagem mais acessível, sem o jargão técnico da informática. "O
professor poderá se familiarizar mais rapidamente com os conceitos
técnicos e ministrar uma disciplina inteira no ambiente virtual."
Para testar a eficácia das informações do guia, o pesquisador
adaptou os dados e criou uma plataforma de ensino a distância
exclusiva para a disciplina de enfermagem. O trabalho teve como base
o software Teleduc, uma plataforma de educação a distância criada
pelo Núcleo de Educação a Distância da Universidade Estadual de
Campinas (Unicamp).
"O Teleduc é distribuído gratuitamente e está sendo utilizado por
várias instituições de ensino e pesquisa. Os dados do guia podem ser
adaptados a qualquer plataforma de ensino disponível no mercado",
explica Seixas. "No caso da disciplina de enfermagem, ao mesmo tempo
em que aprendem conteúdos em sala de aula, os alunos terão à
disposição, por exemplo, uma série de exercícios complementares na
web."
Mais informações: seixas@eerp.usp.br
[Fonte: Boletim Agência Fapesp - 11.10.2005]
Criado o Colégio Doutoral
Franco-Brasileiro (CDFB)
24/10/2005 Novo programa de pós-graduação entre Brasil e
França é assinado em Paris. Fernando Haddad e François Goulard
estabeleceram a criação do Colégio Doutoral Franco-Brasileiro
(CDFB). Os ministros da educação do Brasil e da França assinaram na
terça-feira, 11, em Paris, um novo acordo de cooperação
internacional para a pós-graduação. Fernando Haddad e François
Goulard estabeleceram a criação do Colégio Doutoral
Franco-Brasileiro (CDFB). O programa da Capes irá permitir que
doutorandos brasileiros e franceses, participantes do Colégio,
tenham o título reconhecido automaticamente nos dois países.
O diretor de Avaliação da Capes, Renato Janine Ribeiro,
representante da agência na cerimônia, disse que o Colégio irá
corresponder à necessidade de internacionalização de um ensino de
pós-graduação de qualidade. "A dupla titulação é uma importante
conquista para o Brasil, principalmente, para o bolsista que
integrar o programa. A banca será mista e o diploma será concedido
pela universidade brasileira e pela francesa", informou Janine.
Pelo acordo, estudantes brasileiros poderão fazer doutorado em
universidades da França e bolsistas franceses virão para
instituições brasileiras com cursos recomendados pela Capes. Eles
deverão estar inscritos na universidade de origem no primeiro ano de
tese e acompanharão os cursos preparatórios (língua e metodologia da
pesquisa), para preparar sua estada na universidade parceira. A
seleção dos estudantes será feita conforme os critérios definidos
por cada parte nacional e também respeitará a regulamentação adotada
pela universidade hospedeira, sendo submetida para aprovação a cada
país parceiro.
A tese será defendida perante uma banca mista, da qual
necessariamente farão parte os dois co-diretores. A viagem e a
acolhida deverão ser autorizadas pela direção dos programas de
pós-graduação das instituições participantes dos dois países. Os
dois governos definirão ainda o número de bolsas anual.
Colégio Doutoral é iniciativa ousada, diz ministro.
Fernando Haddad destacou a ousadia do Colégio Doutoral
Franco-Brasileiro: "É um testemunho de que vamos nos aproximar mais
da França. Professores e estudantes serão beneficiados pela ousadia
desse acordo", previu. "A contribuição cultural e acadêmica entre os
dois países é longa, e o acordo solidifica essa relação." O titular
da Secretaria de Educação Superior (SESu/MEC), Nelson Maculan,
salientou o fato de o acordo ser estabelecido em condições de
igualdade.
"Nada mais justo do que dar seqüência a um projeto que a França
já tem com o Japão e com a Índia. Já temos esse intercâmbio de
maneira não oficial, com alunos brasileiros estudando na França e
franceses no Brasil", disse. "Então, por que não juntarmos nossas
competências? É uma cooperação em igualdade." O artigo 4 do acordo
determina que os estudantes aceitos por meio de seleção pública e de
acordo com os critérios definidos pelo comitê de monitoramento
estarão isentos de taxas de inscrição e para realização de exames e
despesas dos cursos.
Além disso, uma bolsa de estudos será concedida pelo país de
origem para que cada estudante se mantenha durante a pesquisa.
Parceria - O governo brasileiro, por meio da Capes, financia cerca
de 500 bolsistas na França em diversas áreas, entre elas,
engenharias, economia, direito e artes. A maior parte das bolsas é
oferecida pela Coordenação de Programas no Exterior da agência. Além
disso, existem outros dois programas da área de Coordenação de
Cooperação Internacional da Capes com o governo francês.
O programa Capes/Cofecub existe há 26 anos e promove formação em
nível de pós-graduação (doutorado sanduíche e pós-doutorado), além
de aperfeiçoamento de docentes e pesquisadores. Outro programa com a
França é o Brafitec. Foi implementado em 2002 para promover o
intercâmbio de estudantes e a formação de professores nas
disciplinas de engenharias. Desde então, foram aprovados 17
projetos, resultando em 24 missões de trabalho, 85 missões de estudo
do Brasil e envolvendo 222 bolsistas brasileiros e franceses.
[Fonte: Assessoria de Comunicação do MEC - 14.10.2005]
Semana Acadêmica do PPGC-UFRGS
19/10/2005 Visite: http://www.inf.ufrgs.br/pos/ppgc/semanaAcademica/programacao.html
Robôs duelam na UFRGS
18/10/2005 Disputa faz parte do Salão de Iniciação Científica.
Os lutadores pesavam apenas três quilos, mas a animação não devia
nada a qualquer outro combate de sumô. Construídos por
universitários, oito pequenos robôs mobilizaram as atenções ao se
enfrentar na arena circular montada no campus central da
Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).
Integrado ao 17º Salão e à 14ª Feira de Iniciação Científica da
universidade, abertos ontem, o sumô de robôs contou até com a
participação de um lutador baiano. Quiones, resultado de quatro
meses de trabalho de um trio de estudantes de Engenharia Mecatrônica
de Salvador, chegou na véspera a Porto Alegre e quase ficou de fora
da competição: os universitários não sabiam que o robô deveria ser
acionado pelo apagar de uma lâmpada sobre a arena.
- Na hora, tivemos de acoplar um sensor de luminosidade - contou
o baiano Frederico Xavier, 20 anos.
Dotado de sensores que detectam os limites da arena, impedindo-o
de cair, e de um sonar para localizar o adversário, Quiones subiu à
arena para enfrentar Jatobá, projetado por dois alunos do curso de
Engenharia Elétrica da UFRGS. Pelas regras, os robôs deviam ter
inteligência para lutar sem qualquer interferência externa. Quiones
saiu vitorioso.
- Instalamos um transmissor infravermelho e dois receptores para
nosso robô saber para onde o adversários está indo. Como temíamos, o
sistema identificou o público, como se fosse o oponente. Vamos
tentar um ajuste - explicou um dos responsáveis por Jatobá, Edson
Sperb.
Mais do que vencer, o objetivo do sumô é lançar os estudantes à
pesquisa científica. Valorizar essa iniciação é o objetivo do Salão,
que conta neste ano com 2.994 trabalhos.
| As atrações |
| Confira alguns projetos que podem ser
conhecidos: |
| Proteção para mineradores |
| Um túnel montado no saguão da reitoria da UFRGS chama a
atenção para um projeto que vem garantindo mais saúde para
mineradores gaúchos. Ele reproduz as condições que estudantes
de Engenharia de Minas encontraram no ano passado em uma área
de garimpo de Ametista do Sul: ao usar um martelete movido a
ar comprimido para escavar, os mineradores produziam uma
grande quantidade de poeira, que comprometia seus pulmões. Os
acadêmicos acoplaram ao martelete uma peça que injeta água em
lugar de ar, reduzindo o pó em 90%. Também instalaram um
tubulação que joga ar fresco no túnel. |
| Mecânica na prática |
| Levou seis meses para uma equipe de alunos do curso de
Engenharia Mecânica da UFRGS projetar e construir o Mini Baja,
veículo movido por um motor de geração de energia. |
| - O legal do projeto é que a gente vê na prática o que
aprendeu na faculdade - explica o estudante Jones Tubino Jr.,
19 anos. |
| Em abril, Tubino participou com outro protótipo em uma
competição que reuniu 70 carros em Piracicaba (SP). O veículo
da UFRGS acabou quebrando durante o enduro de quatro horas. Os
estudantes trabalham agora em uma versão aprimorada do Mini
Baja. |
| Como visitar |
| > O que: 17º Salão de Iniciação Científica e 14ª Feira
de Iniciação Científica |
| > Onde: no campus central da UFRGS, em Porto
Alegre | > Quando: até sexta-feira, das 8h30min às
18h30min. As sessões de apresentação de trabalhos, abertas ao
público, ocorrem nos três turnos
| > Quanto: a visita é gratuita |
| > Informações: (51) 3316-3629 e www.ufrgs.br/propesq/sic.htm |
Protocolo intensifica pesquisas em
informática
18/10/2005 Através do Instituto de Informática, a UFRGS, a
FAURGS e a NANGATE S/A irão intensificar as atividades conjuntas de
pesquisa e desenvolvimento tecnológico em suas respectivas
instalações. O Protocolo de Cooperação Técnico-Científica e
Convênio, aprovado pelo CONSUN, visa à realização de pesquisa,
desenvolvimento, aperfeiçoamento e melhoria da qualidade de novos
materiais, dispositivos, produtos, assim como a implantação de novos
sistemas ou processo, em áreas de interesse comum, em especial
aqueles ligados às áreas de Informática e Microeletrônica.
Seminário: Pesquisa e Inovação
17/10/2005 Leia o convite.
XVII Salão e XIV Feira de IC da
UFRGS
17/10/2005 De 17 a 21 de outubro.
O XVII Salão e a XIV Feira de Iniciação Científica da
Universidade Federal do Rio Grande do Sul – UFRGS acontecerá de 17 a
21 de outubro, no Campus Central da Universidade. Esta edição
encerrou as inscrições com 2989 trabalhos inscritos, sendo 1925
(64%) de trabalhos inscritos por bolsistas/estudantes da UFRGS e
1069 trabalhos (36%) de outras instituições do estado e do país.
As inscrições para participação como ouvinte estão abertas até o
primeiro dia do evento, 17 de outubro. Nessa modalidade de
participação, os inscritos podem assistir as sessões temáticas de
todas as áreas do conhecimento, conforme programação disponível no
site do evento (http://www.propesq.ufrgs.br/),
tendo direito à certificado com carga horária correspondente e
mini-cd com resumos dos trabalhos apresentados. As inscrições podem
ser feitas através de formulário eletrônico no mesmo site.
Informações: http://www.propesq.ufrgs.br/
ou pelos fones (51) 3316-4102/ 3316-4085.
[Fonte: Assessoria de Comunicação da Pró-Reitoria de Pesquisa da
UFRGS]
"Como usar CT&I para a Inclusão
Social?"
17/10/2005 ONGs preparam agenda para a Conferência Nacional de
CT&I. Pergunta lançada, este ano, pelos organizadores é "Como
usar CT&I para a Inclusão Social?"
Entre os dias 17 e 19 de outubro, cerca de 20 organizações não
governamentais (ONGs) irão se reunir em uma oficina de trabalho, no
Centro Cultural de Brasília, com o objetivo de preparar a
participação do setor na III Conferência Nacional de Ciência,
Tecnologia e Inovação (3CNCTI). A proposta principal da 3CNCTI,
marcada para 16, 17 e 18 de novembro, em Brasília, é: "Ampliar o
debate e as percepções sobre como a CT&I, produzidas no Brasil,
devem ser usadas como estratégia para promover o desenvolvimento
econômico, político, social e cultural do país".
Na oficina preparatória, que está sendo articulada pelo ITS, com
apoio da Secretaria para a Inclusão Social do MCT, as ONGs
convidadas terão espaço para avaliar os avanços e desafios na
execução de suas ações, com interesse especial na produção de
conhecimentos direcionados a responder as demandas da população e
promover inclusão social. A ênfase será em Segurança Alimentar e
Nutricional. Este esforço visa subsidiar a formulação de propostas e
diretrizes para políticas públicas de inclusão social e
fortalecimento da cidadania, no âmbito da CT&I.
Seu primeiro fruto será a consolidação de uma agenda de CT&I
que incorpore este objetivo. O documento será apresentado durante a
3ª CNCTI, no espaço dedicado a debater "Inclusão Social". É a
primeira vez que este tema ganha destaque na Conferência, como um
dos cinco eixos da programação.
A pergunta lançada, este ano, pelos organizadores é "Como usar
CT&I para a Inclusão Social?". Vale ressaltar que a II
Conferência Nacional de CT&I, realizada em 2001, representou um
esforço importante para motivar a sociedade a pensar como a CT&I
podem ajudar o desenvolvimento e contribuir para a visão de futuro
do país. Desde aquele momento, a inserção das ONGs no processo de
construção de CT&I no Brasil vem sendo discutida, de forma mais
sistemática. A 3CNCTI dará continuidade a este debate, no qual as
ONGs têm participado ativamente.
Mais informações sobre o evento no site http://www.itsbrasil.org.br/ Para
saber mais sobre a Conferência, acesse: http://www.cgee.org.br/cncti3/
[Fonte: Jornal da Ciência nº 2874 - 13.10.2005]
O destino dos pós-graduados
17/10/2005 Cooperação técnica será entre ministérios da
Educação, C&T e Planejamento.
Conhecer o destino dos mestres e doutores brasileiros,
identificar as áreas onde há maior demanda de recursos humanos
qualificados e definir parâmetros para políticas de desenvolvimento
industrial são alguns objetivos que os ministérios da Educação, da
C&T e do Planejamento, Orçamento e Gestão querem alcançar,
trabalhando juntos. Para isso, eles assinara terça-feira, 5, um
acordo de cooperação técnica. Para o ministro da Educação, Fernando
Haddad, é importante os órgãos do governo federal se aproximarem
para promover o desenvolvimento econômico e social, especialmente
porque a educação superior vive, hoje, um "apagão do iluminismo".
Esse apagão, disse, ocorre porque o país passou por processo de
privatização sem marco regulatório. Haddad anunciou que o MEC
prepara projeto de expansão da graduação a partir de vertentes,
entre elas, a análise das demandas do mercado de trabalho. O ponto
de partida será uma pesquisa do presidente do Instituto Nacional de
Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), Reynaldo
Fernandes. A pesquisa vai orientar a Secretaria de Educação
Superior, órgão regulador da graduação, na escolha das áreas de
expansão.
Acordo - Para concretizar o acordo de cooperação, os três
ministérios farão estudos sobre os avanços e desafios das áreas de
inserção tecnológica e demandas e oportunidades de trabalho para
mestres e doutores. A cooperação se dá entre as duas áreas de
formação de recursos humanos em pós-graduação – Capes e CNPq - e o
Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea/Ministério do
Planejamento). Na conjugação de esforços, o presidente da Capes,
Jorge Guimarães, anunciou a liberação do Portal de Periódicos para
acesso dos pesquisadores do Ipea. O portal tem 9.100 títulos de
fontes nacionais e internacionais, todas as patentes do mundo
concedidas desde 1966 e todo o acervo da área química.
Já o presidente do CNPq, Erney de Camargo, vai compartilhar com o
banco de dados do Cadastro de Pessoa Física da Receita Federal que
ajudará na localização dos mestres e doutores. Glauco Arbix,
presidente do Ipea, disse que o instituto discute junto à Câmara de
Desenvolvimento Econômico a criação de fundo de financiamento da
política industrial, onde recursos humanos terão peso substancial. O
fundo, disse, terá R$ 8 bilhões em oito anos e seu objetivo é reunir
dezenas de pequenos programas da área para facilitar o acesso das
empresas e um banco de dados sobre recursos humanos.
[Fonte: Assessoria de Imprensa do MEC - 07.10.2005]
Mapa da Ciência,Tecnologia e
Inovação
17/10/2005 As instituições de ensino e pesquisa e os centros e
museus de ciência que atuam dentro do estado podem ser conhecidos
agora com apenas alguns cliques no mouse. A Secretaria de
Ciência, Tecnologia e Desenvolvimento Econômico colocou no ar, na
internet, o Mapa da Ciência, Tecnologia e Inovação em São Paulo. O
levantamento, fruto de uma parceria entre o governo e o Instituto de
Pesquisas Tecnológicas (IPT), já inclui cerca de 350 instituições.
Para chegar até elas, o usuários tem várias possibilidades.
A pesquisa pode ser feita por região administrativa, por
município ou por meio de cruzamento de informações sobre a natureza,
tipo de acervo ou atividade principal. Outra alternativa para o
usuário é percorrer com o mouse uma árvore hiperbólica que abre
chaves a partir de 15 municípios. Um deles, por exemplo, é o de
Sorocaba. Ao arrastar o apontador sobre o nome da cidade, vários
outros links vão aparecer. A lista tem desde os hospitais que
existem no próprio município até as unidades de pesquisa da
Universidade Estadual Paulista (Unesp), do Campus de Botucatu. As
regões, por estarem na mesma área do estado, ficaram agrupadas.
O mapa tem ainda uma ferramenta de busca que leva mais
rapidamente às fichas com serviços prestados e informações completas
sobre bibliotecas, arquivos, observatórios astronômicos,
laboratórios e outras unidades envolvidas com C&T&I em São
Paulo.
O mapa pode ser consultado no endereço: www.ciencia.sp.gov.br/ciencia/mapa/
[Fonte: Boletim Agência Fapesp - 10.10.2005]
Mulheres na Ciência
17/10/2005 Os dados parecem sugerir que se reproduz na
carreira acadêmica os mesmos mecanismos de exclusão que ocorrem na
sociedade em relação às mulheres.
As mulheres, mesmo com participação crescente nas atividades
acadêmicas e de pesquisa, ainda são minoria no topo da carreira
científica e raramente ocupam postos de destaque. Esta situação
poderá mudar, acreditam alguns, pelo fato de já serem maioria entre
os estudantes de todos os níveis de formação, inclusive o de
doutorado. Em 2004, 56.069 estudantes do sexo feminino estavam
envolvidos em pesquisa, ao lado de 44.106 do sexo masculino, segundo
os recentes dados do Diretório dos Grupos de Pesquisa - DGP (censo
de 2004), do CNPq.
Entretanto, se ao lado da análise desses dados, acrescenta-se
aquela referente às Bolsas de Produtividade de Pesquisa [Nota], do
CNPq, poderemos observar que a situação das mulheres na ciência vai
além de uma mera questão quantitativa. Segundo os últimos dados do
DGP, a maioria dos pesquisadores ainda é do sexo masculino: são
41.168 homens e 36.080 mulheres engajados em pesquisa, o que
significa 47% de participação feminina. Entretanto, este percentual
se modifica entre líderes e não-líderes: a liderança feminina na
pesquisa representa 42% do total de líderes. Entre não-líderes, a
participação feminina quase se iguala à masculina, com 49%. Entre
pesquisadores doutores, a participação das mulheres é também de 42%.
O sexo feminino predomina apenas entre os pesquisadores até 29
anos. A partir dos 30 anos, a participação masculina é crescente,
sendo a faixa de 35-39 aquela em que o número de mulheres é mais
reduzido, provavelmente por coincidir com a fase reprodutiva da
mulher, nessa categoria social. Entre 40 - 50, o percentual feminino
volta a crescer, atingindo patamar anterior. As áreas do
conhecimento também se caracterizam por um domínio maior de um ou de
outro sexo. Nas tecnológicas e nas chamadas hard sciences -
Engenharias, Exatas e da Terra - e nas Agrárias predominam os
homens. As mulheres são numericamente pouco representadas,
principalmente na Física e na Matemática.
Do total de pesquisadores das Engenharias, no Diretório, as
mulheres são aproximadamente 1/4 do total de pesquisadores, e 1/3
nas áreas de Exatas e Agrárias. Bolsas de Produtividade em Pesquisa
– PQ são bolsas concedidas pelo CNPq a pesquisadores de todas as
áreas, mediante projeto de pesquisa analisado e avaliado por Comitês
Assessores – CAs. Cada CA é constituído por pesquisadores indicados
pelas associações acadêmicas, mas escolhidos pelo Conselho
Deliberativo (CD), instância máxima do CNPq.
A principal atribuição dos CAs é julgar as propostas de apoio à
pesquisa e à formação de recursos humanos enviadas ao CNPq pelos
pesquisadores, dentro de um modelo de avaliação intitulado peer
revew – ou julgamento pelos pares. A competição, nessa modalidade de
bolsa, é bem acirrada, entre outros motivos porque essas bolsas não
atendem a toda demanda qualificada, tornando-se elemento de
distinção acadêmica. Nos últimos anos, o aumento que tiveram não
acompanhou o crescimento dos pesquisadores no país. Representam,
atualmente, cerca de 15% do total de pesquisadores doutores
cadastrados no Diretório.
O CNPq concedeu, em 2004, 8.454 bolsas de PQ, sendo 5.637 bolsas
para homens e 2.817 para mulheres, o que corresponde a 33% do total
das bolsas concedidas. Esta relação tem permanecido pelo menos nos
últimos 5 anos. É importante também ressaltar que entre as bolsas de
Produtividade em Pesquisa, o perfil masculino, dado pelo maior
número de pesquisadores do sexo masculino nas áreas, é mais
acentuado do que aquele encontrado no Diretório. Entre os bolsistas,
as mulheres representam aproximadamente 1/5 do total de
pesquisadores das Ciências Exatas e da Terra e Engenharias.
Em algumas áreas específicas essa proporção é ainda menor: de 186
bolsistas na Matemática, apenas 19 são mulheres e, na Física, há 533
homens e 63 mulheres bolsistas de PQ. Uma outra observação a fazer
diz respeito ao fato de predominarem, nas Ciências Biológicas e da
Saúde dos dados do Diretório, pesquisadores do sexo feminino,
enquanto nessas mesmas áreas, entre bolsistas de Produtividade em
Pesquisa, predominam os do sexo masculino. A participação da mulher
continua a diminuir à medida que se aproxima o topo da carreira.
Quando a análise se concentra nas categoria/nível 1A e 1B, as
bolsistas representam apenas 1/4 do total. Nas áreas de Agrárias,
Exatas e da Terra e Ciências da Computação e Engenharias, esse
percentual gira em torno de 10% ou menos, do total das bolsas
atribuídas ao sexo masculino. Nas Engenharias e Ciências da
Computação foram concedidas 244 bolsas para homens e 14 para
mulheres, nos níveis mais altos. Apenas na área de Artes, Letras e
Lingüística, a maioria de bolsistas do sexo feminino permanece nos
níveis mais altos. Nas outras áreas, mesmo naquelas que são formadas
por maioria de bolsistas mulheres, estas dominam apenas nos níveis
iniciais da carreira e os homens dominam nos níveis superiores.
Essa é a realidade das áreas de Botânica, Genética, Imunologia,
de Nutrição e Saúde Coletiva, de Ciência da Informação e de História
e Sociologia, por exemplo. Mesmo em áreas em que a maioria dos
cientistas é do sexo feminino, e de forma consolidada e expressiva
como na Educação e na Psicologia, ainda assim não se reproduz no
topo da carreira acadêmica a mesma relação da base. E nas áreas de
forte presença masculina, como na Matemática e na Física, a
participação das mulheres é ainda menos expressiva. Na Física, entre
quase 600 bolsistas, havia somente uma mulher bolsista 1 A , nos
últimos anos, e em 2004, duas bolsas foram concedidas a mulheres.
Deve-se considerar, também, o papel que desempenham os CAs e os
CDs nesse processo, uma vez que sempre foram formados
majoritariamente por pesquisadores do sexo masculino. Hoje, os
comitês que constituem as áreas de Humanas e Sociais Aplicadas,
Letras, Lingüística e Artes, são compostos por 21 mulheres e 20
homens. Nas Ciências da Vida, são 64 homens e 16 mulheres; e nas
Engenharias, Ciências Exatas e da Terra, são 72 homens e apenas 3
mulheres.
É preciso louvar, entretanto, algumas ações pontuais que
repercutem afirmativamente na participação feminina nos mais altos
postos da carreira acadêmica: no CD, a partir de 2005, 3 mulheres
passaram a compor o Conselho, ao lado de 16 homens; e na gestão
anterior, a vice-presidência do CNPq era ocupada por uma mulher.
Apesar de serem invocados os critérios de mérito e de excelência
acadêmica, é preciso questionar, porém, porque em uma população na
qual as mulheres são quase 50%, com contribuições individuais tão
importantes, no topo da carreira participem com percentuais tão
pequenos, não acompanhando a mesma relação que se observa na base da
pirâmide.
Esses dados parecem sugerir que se reproduz na carreira acadêmica
os mesmos mecanismos de exclusão que ocorrem na sociedade em relação
às mulheres, tornando necessários estudos que melhor compreendam as
questões de gênero no campo científico. Fonte dos dados: Diretório
dos Grupos de Pesquisa e Assessoria de Estatísticas e Informação –
CNPq. Nota: O número de bolsas de produtividade em pesquisa no texto
são números médios de bolsista por ano.
[Fonte: JC e-mail 2868 - 04.10.2005 - Artigo enviado por Isabel
Tavares, doutora em Sociologia pela UnB]
Dia do professor
13/10/2005 15 de outubro Como hoje será um dia de muitas
homenagens, discursos incisivos em defesa dos professores e da
importância da educação, a sociedade também poderia dar sua
contribuição ao cobrar de governos a transformação em realidade das
promessas em relação ao ensino.
Os dados do estudo "Estatística do Professor Brasileiro" deveriam
causar comoção na sociedade brasileira. Mesmo em comparação com
categorias profissionais nas quais as exigências de escolaridade são
semelhantes, os professores do País recebem salários mais baixos. A
distorção ocorre num país onde a educação é "prioridade" nas
campanhas eleitorais e é encarada quase de forma unânime como
principal mecanismo para a promoção da cidadania e desenvolvimento
econômico. Apesar dos avanços verificados nos últimos anos, tênues
para as necessidades do País, o diagnóstico sobre os salários
comprova a manutenção de uma distância enorme entre a teoria e a
prática. Mesmo assim, o estudo não chegou a causar nenhum impacto na
opinião pública. Mais uma vez, os professores comemoram seu dia hoje
tendo de contentar com o dizer em vez do fazer.
Salários decentes para professores não são garantia automática de
qualidade na educação. E nem será simplesmente elevando vencimentos
que eventuais despreparados profissionais se tornarão aptos. Vale
para qualquer profissão. No entanto, como toda a sociedade e o
governo sabem, os salários dos professores brasileiros são realmente
baixos. A comparação com demais categorias apenas demonstra a
gravidade do problema. Com tal circunstância, fica evidente o
desinteresse pela profissão, tão celebrada - merecidamente - na
teoria, mas ainda longe de ser valorizada na prática.
O estudo produzido pelo Instituto Nacional de Pesquisas
Educacionais (Inep), ligado ao Ministério da Educação, confirmou
ainda dados descobertos em pesquisa da Confederação Nacional dos
Trabalhadores em Educação (CNTE), realizada há dois anos. São
imensas as desigualdades regionais. Não bastasse isso, metade dos
professores trabalha em escolas sem bibliotecas, apenas 20% dos
estabelecimentos de ensino são dotados de laboratórios de ciências e
a grande maioria não conta com equipamentos de informática. E 43%
dos professores da educação infantil e ensino fundamental não
concluíram o ensino superior.
Como hoje será um dia de muitas homenagens, discursos incisivos
em defesa dos professores e da importância da educação, a sociedade
também poderia dar sua contribuição ao cobrar de governos a
transformação em realidade das promessas em relação ao ensino. A
pressão deve começar pela escola pública: hoje, quem pode se refugia
no ensino privado - uma alternativa que não merece nenhuma
contestação -, mas, quando mensalidades se transformam incompatíveis
com seus orçamentos, se voltam contra os próprios estabelecimentos
privados. Ensino público que fique para os pobres. Enquanto a
mentalidade não mudar, isto é, a sociedade organizada também
permanecer só no discurso na defesa da educação, é muito difícil
governos encararem o ensino de forma mais eficiente. Um bom começo
seria a valorização dos profissionais da educação.
Se o País mantiver a associação imediata entre educador e salário
baixo - a primeira a ocorrer para a maioria dos brasileiros -, a
educação não vai nos levar para tão esperado grandioso futuro.
[Fonte: Editorial jornal A Notícia - Santa Catarina]
Início do horário de verão
2005/2006
13/10/2005 O CAIS [Centro de
Atendimento a Incidentes de Segurança] gostaria de trazer à atenção
de todos que, de acordo com o Decreto 5.539 de 19 de Setembro de
2005, o horário de verão 2005/2006 terá início à zero hora (00:00)
do dia 16 de Outubro de 2005, com término à zero hora (00:00) do dia
19 de Fevereiro de 2006.
Para tanto, no próximo dia 16 de Outubro, será preciso adiantar
os relógios em 1 hora nos estados que participam do horário de
verão. São eles:
- Rio Grande do Sul
- Santa Catarina
- Paraná
- São Paulo
- Rio de Janeiro
- Espírito Santo
- Minas Gerais
- Goiás
- Mato Grosso
- Mato Grosso do Sul
- Distrito Federal
Lembramos a todos que, tratando-se de incidentes de segurança, a
precisão dos relógios dos sistemas é fundamental para manter a
consistência dos logs, além de ser imprescindível nas investigações
e identificação de responsáveis. Lembramos ainda que os logs
reportados durante a vigência do horário de verão estarão no
timezone GMT-2.
O Decreto 5.539, que institui o horário de verão 2005/2006 no
território nacional, está disponível no seguinte endereço:
O CAIS recomenda que os administradores mantenham seus sistemas e
aplicativos sempre atualizados, de acordo com as últimas versões e
correções oferecidas pelos fabricantes. O CAIS Alerta também é
oferecido no formato RSS/RDF: ttp://www.rnp.br/cais/alertas/rss.xml
Curso Mídias na Educação -
UFRGS
13/10/2005 O curso Mídias na Educação, desenvolvido pela
Secretaria de Educação a Distância (Seed), definiu as quatro
universidades que coordenarão a produção de conteúdo para os módulos
sobre rádio, TV, informática e material impresso. As federais de
Pernambuco (UFPE), Ceará (UFC), Rio Grande do Sul (UFGRS) e Alagoas
(Ufal) vão auxiliar o Ministério da Educação a capacitar, a partir
do dia 25 de outubro, dez mil professores para o uso dos meios de
comunicação no processo de ensino-aprendizagem.
A escolha das universidades foi motivada por suas experiências em
EAD, na utilização do ambiente de aprendizado e-ProInfo -
desenvolvido pela Seed - e na realização de projetos em parceria com
o MEC. As coordenadoras agruparão as instituições de ensino superior
responsáveis pela produção de conteúdo e adaptarão este material
para a internet.
[Fonte: Portal do MEC, 26/09/2005 - Brasília DF]
Simpósio debate computação de alto
desempenho
13/10/2005 Acontece de 24 a 27 de Outubro, no Hotel Pestana
Rio Atlântica, em Copacabana, o XVII Simpósio Internacional de
Arquitetura de Computadores - Processamento de Alto Desempenho
(SBAC-PAD 2005).
No evento serão apresentados artigos de vários autores nacionais
e internacionais sobre diversos temas relacionados às áreas de
interesse do simpósio: arquiteturas e sistemas operacionais
paralelos; linguagens e algoritmos paralelos; balanceamento de carga
e sistemas tolerantes a falhas são algumas que podemos destacar.
Este ano o evento será realizado em conjunto com o Workshop de
Sistemas e Computação de Alto Desempenho (WSCAD 2005) e com o Fórum
de Tecnologias e Aplicações de Sistemas de Alto Desempenho (FSAD
2005).
O SBAC-PAD 2005 contará com a presença de palestrantes
internacionais de renome: Gurindar S. Sohi da Universidade de
Wisconsin-Madison, EUA; Ronald Perrott professor de Engenharia de
Software na Queen´s University of Belfast, Reino Unido; Peter W.
Haas do High Performance Computing Center, em Stuttgart, Alemanha;
Constantino Tsallis pesquisador do Instituto Santa Fé, EUA e
professor do Centro Brasileiro de Pesquisa de Física (CBPF), Brasil.
Na programação do SBAC-PAD 2005 encontra-se também a apresentação
de dois tutoriais de nível internacional: "Projeto de Arquitetura de
Processadores para Aplicações Específicas", apresentado por Rainer
Leupers, da Universidade de Aachen, Alemanha e "Desenvolvimento
Acelerado de Aplicações para Grades de Computadores" apresentado por
Artur Andrzejak, do Zuse Institute Berlin, Alemanha.
No âmbito do WSCAD, além de palestras de 24 artigos selecionados
entre autores das melhores Universidades do país, haverá a
apresentação de uma série de mini-cursos especialmente elaborada
para o evento: "Sistemas de Computação Baseados em Máquinas
Virtuais" apresentado por Lauro Whately, UFRJ; "Otimização de
Desempenho de Software: Conceitos, Técnicas, Métodos e Exemplos"
apresentado por Carlos Martins, PUC-Minas e "Construção de Modelos
de Processadores Usando uma Linguagem de Descrição de Arquiteturas"
apresentado por Sandro Rigo, da Unicamp.
O FSAD 2005 contará com diversas palestras de empresas de
tecnologia, entre as quais destacamos José E. Moreira, arquiteto do
Blue Gene Software Systems da IBM Systems & Technology Group,
que dará a palestra "The Evolution of the Blue Gene/L
Supercomputer". O projeto Blue Gene começou no final de 1999, e
cinco anos depois surgiam as primeiras máquinas Blue Gene/L. Desde
então o Blue Gene/L se posicionou como o mais rápido computador no
planeta, alcançando a velocidade de 70 teraflops.
Por outro lado, Marcos Alberto de Souza, da NEC do Brasil, também
participará do simpósio e dará a palestra "The Real Supercomputing
Race" sobre a busca pelo mais rápido e poderoso computador do mundo,
que até o ano passado era um computador produzido pela NEC. Marcos
Alberto de Souza é analista de sistemas sênior e trabalha como
residente no Sistema de Engenharia para a NEC no INPE/CPTEC desde
1994, tendo trabalhado durante 6 meses em Tóquio com o
supercomputador da NEC SX-3.
Outras empresas e instuições participantes do FSAD 2005 que
apresentarão palestras técnicas são Intel, Petrobras, CISCO,
Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), EMPRAPA, Laboratório
Nacional de Computação Científica (LNCC) e UFRJ. O SBAC-PAD 2005 e
seus eventos paralelos são uma organização conjunta de diversas
Universidades: UFRJ, UFF, UERJ e USP, sob a coordenação geral de
Gabriel P. Silva, pesquisador no Núcleo de Computação Eletrônica da
UFRJ e professor do Programa de Pós-Graduação do IM-NCE/UFRJ.
A participação no SBAC-PAD está aberta a professores,
pesquisadores, especialistas e estudantes graduados do Brasil e do
exterior, sendo que as inscrições podem ser realizadas diretamente
na página do evento em http://www.sbc.org.br/sbac/2005.
[Fonte: Assessoria de comunicação do evento - 10.10.2005]
Senhas demais, segurança de
menos
13/10/2005 Vinte e oito por cento dos funcionários de grandes
companhias americanas precisam guardar mais de 13 senhas para fazer
seu trabalho. Esse número está entre os resultados de um
levantamento feito pela firma RSA Security. Segundo a empresa, 30%
dos funcionários precisam lidar com um número variando entre oito e
doze senhas.
Mas o problema não se restringe à esfera pessoal dos usuários.
Conforme o estudo, 82% deles esquecem as senhas e pedem a ajuda do
helpdesk para acessar os sistemas. A conseqüência óbvia é a perda de
produtividade, além do aumento de custos. O excesso de senhas também
conduz a brechas de segurança. Ainda segundo a pesquisa, 25% dos
usuários anotam as senhas num documento no PC, 22% em micros de mão
e 15% simplesmente fazem lembretes em folhas de papel que ficam na
mesa de trabalho.
[Fonte: Info Online - 03.10.2005]
Falsa prioridade sobre educação no
Brasil
13/10/2005 68,8% dos alunos do 3º ano do ensino médio tiveram
seu nível de conhecimento classificado entre crítico e muito
crítico. É um fracasso. Eis o texto do editorial:
No discurso, tanto o dos políticos como o dos eleitores, a
educação é sempre prioridade. Mas basta dar uma espiada nas
avaliações internacionais e nacionais de desempenho de alunos para
constatar o desastre que é o ensino brasileiro. No último Pisa,
programa de avaliação da OCDE (Organização para Cooperação e
Desenvolvimento Econômico), o Brasil ficou em 37º lugar entre 40
países em compreensão de leitura e em último em matemática. Nas
apreciações domésticas a situação não é muito melhor.
Dados do último Saeb (Sistema Nacional de Avaliação da Educação
Básica), também de 2003, mostram, por exemplo, que 68,8% dos alunos
do 3º ano do ensino médio tiveram seu nível de conhecimento
classificado entre crítico e muito crítico. É um fracasso. E a
situação tende a piorar no futuro. Como mostrou a reportagem
principal do último Sinapse, publicado na terça-feira, a profissão
de professor corre risco de extinção no país.
Como praticamente não existem estímulos para procurar essa
carreira, o cenário poderá ficar crítico nos próximos dez anos.
Pesquisa da CNTE (Confederação Nacional dos Trabalhadores em
Educação), realizada em 2003, mostrou que 53,1% dos professores em
atividade estavam na faixa dos 40 aos 59 anos, e 38,4% tinham entre
25 e 39 anos.
Só 2,9% se encontravam na categoria entre 18 e 24 anos. A
pergunta inescapável é: quem vai substituir os atuais mestres à
medida que eles forem se aposentando? A escassez de docentes já é
perceptível em vários Estados, em especial em áreas técnicas
(física, química e matemática), cuja formação encontra em outras
atividades da iniciativa privada condições profissionais mais
convidativas que as oferecidas por escolas.
E não se fala apenas de salário mas também de prestígio. Até
algum tempo atrás, professores já ganhavam mal, mas ainda tinham um
alto reconhecimento social. A situação é grave e não permite
tergiversações. Ou o Brasil decide tornar a educação uma prioridade
real, e não apenas retórica, ou a falta de educação continuará
causando grandes danos ao Brasil.
[Fonte: Folha de São Paulo - 3.10.2005]
A Internet na Atividade
Científica
13/10/2005 Podemos afirmar que a Internet é hoje uma dos mais
importantes instrumentos de infra-estrutura científica.
Quando iniciei minha atividade científica em 1969, uma das
tarefas mais importantes era ir toda quarta-feira pela manhã à
biblioteca do Instituto de Biofísica Carlos Chagas Filho ou a do
Instituto Oswaldo Cruz apreciar os novos números das revistas
científicas especializadas que traziam as novidades. Naquela ocasião
era usual a leitura atenta do artigo na própria biblioteca e a
organização de fichas para cada artigo, onde se anotava os dados
mais relevantes. Em casos muito especiais se encomendava uma cópia
fotográfica do artigo, importante, sobretudo, quando nele havia
fotografias.
As cópias xerográficas de então eram raras e de baixa qualidade.
Quando o artigo era realmente importante, quase sempre escrevia uma
carta ao autor solicitando uma cópia original, quase sempre
autografada, que era enviada pelo correio regular, o que fazia com
que o recebesse quase dois meses depois. Fazia parte da rotina
diária ir à caixa postal do correio institucional em busca dos
artigos que chegavam. Recordo ainda a satisfação de encontrar pela
primeira vez dezenas de pedidos de cópias do primeiro artigo que
publiquei em uma revista internacional.
A satisfação foi tanta que procurei o Professor Carlos Chagas
Filho para mostrar a correspondência, indicando orgulhosamente que
pesquisadores importantes estavam interessados no meu trabalho.
Nessa ocasião, era comum analisarmos o êxito do trabalho pelo número
de pedidos de separatas que recebíamos. Gradativamente foram
surgindo copiadoras xerográficas com qualidade e velocidade
crescentes. Essas passaram a ser consideradas como equipamentos
importantes em uma biblioteca. Filas se formavam e muitas vezes
tínhamos que esperar vários dias para obter a cópia final.
A grande revolução teve início quando surgiu a Internet. No
mundo, ela começou como uma atividade meramente acadêmica, em
outubro de 1969, quando ocorreu a primeira comunicação entre os
campi universitários de Los Angeles e de Stanford, na Califórnia. No
RJ a Internet surgiu em 1992 como uma rede acadêmica, contando com
nós localizados no Laboratório Nacional de Computação Científica
(LNCC), na Universidade Federal do RJ (UFRJ) e na Pontifícia
Universidade Católica (Puc).
Essa rede pioneira passou por várias ampliações ao longo dos
anos, destacando-se o uso da tecnologia ATM em 2003 e culminando com
a recente ampliação para a faixa dos gigabites, sempre com o apoio
da Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa (Faperj),
agência de fomento do governo do Estado do RJ. A Internet veio
transformar a rotina de um pesquisador. Hoje, é muito raro ir à
biblioteca. Posso consultar todas as revistas publicadas e ter
acesso ao conteúdo integral dos artigos, inclusive visualizar as
fotografias com resolução semelhante à do original.
Não mais escrevo cartas ou solicito cópias originais de artigo.
Quando o faço, solicito uma cópia em pdf. Tudo indica que muito
brevemente não mais será necessário enviar membros da equipe para
analisar amostras em equipamentos sofisticados que não dispomos.
Basta enviar a amostra e realizar a análise por telemicroscopia,
sobretudo com o uso da rede mundial de computadores operando em rede
giga, onde a qualidade da imagem é fantástica. Por tudo isso,
podemos afirmar que a Internet é hoje uma dos mais importantes
instrumentos de infra-estrutura científica, razão pela qual se
justifica todo o investimento que o governo do Estado do RJ vem
fazendo na Rede Rio, visando ampliá-la e atualizá-la
permanentemente.
[Fonte:Wanderley de Souza, secretário de CT& I do RJ - Jornal
do Comércio - 29.09.2005]
Europa insiste na democratização da
internet
11/10/2005 A União Européia afirmou nesta sexta-feira que o
controle da internet precisa ser mais democrático, realizado por
diversos governos e pelo setor privado. Os Estados Unidos, que
atualmente têm controle sobre a ferramenta, defendem que a situação
seja mantida como está. O debate aconteceu durante uma reunião em
Genebra, na Suíça. "Estamos procurando um novo modelo de cooperação.
Esta nova estrutura permitiria que o gerenciamento da internet
tivesse como base políticas públicas, criadas por diversos países
que se interessam pelo assunto. A internet é global e a União
Européia tem isso muito claro", disse Martin Selmayr, porta-voz da
UE.
O encontro de Genebra é o último antes da Cúpula Mundial da
Sociedade da Informação, que será realizada na Tunísia em novembro.
Outros participantes fizeram coro às declarações do porta-voz,
dizendo que um único país não pode ter total controle sobre uma
"parte vital da economia global". Na quarta-feira, a União Européia
divulgou mais uma vez a proposta de que o controle de domínios
deixasse de ser realizado pela norte-americana Icann (Corporação da
Internet para Nomes e Números Designados) e passasse a ser feito por
um grupo internacional, como a ONU (Organização das Nações Unidas).
A Icann, uma organização privada criada em 1988, está sob
responsabilidade do Departamento de Comércio dos EUA.
David Gross, coordenador norte-americano para comunicações
internacionais, disse que os EUA ficaram "profundamente
decepcionados" com o fato de a União Européia ter feito esta
proposta. "Não vamos concordar que a UE tome controle da internet.
Alguns países querem que isso aconteça, mas consideramos essa
alternativa inaceitável."
[Fonte: Folha de São Paulo Online - 02.10.2005]
Bolsas de pesquisador sênior e
tecnológico
10/10/2005 O CNPq deve realizar ainda este ano uma chamada
para seleção dos novos bolsistas DT.
Os pesquisadores da área tecnológica e industrial acabam de ser
atendidos, depois de décadas de espera, em uma de suas mais
insistentes reivindicações: foi homologada nesta quarta-feira pelo
Conselho Deliberativo (CD) a proposta do presidente do CNPq, Erney
Camargo, de criação da Bolsa de Produtividade em Desenvolvimento
Tecnológico e Extensão Inovadora (DT), a versão tecnológica da
tradicional Bolsa de Produtividade em Pesquisa (PQ).
Na mesma reunião, a 133ª da história do CD, foi aprovada também a
criação da categoria Pesquisador Sênior dentro da bolsa de
Produtividade em Pesquisa, a ser destinada aos pesquisadores com no
mínimo 15 anos de bolsa de PQ, categoria I, nível A, do CNPq. A
bolsa Desenvolvimento Tecnológico e Extensão Inovadora terá duração
de 36 meses e a mensalidade varia de acordo com o enquadramento do
tecnologista. Os requisitos e critérios para classificação dos
bolsistas são parecidos com os da bolsa de Produtividade em
Pesquisa, mas a novidade é que não há exigência de produção
científica em sua área de atuação.
Outras exigências são título de doutor ou perfil
científico/tecnológico equivalente; experiência em sua área de
atuação; experiência no desenvolvimento de protótipos, processos e
produtos e na obtenção de patentes; experiência em atividade de
geração e transferência de tecnologia e extensão inovadora e
experiência na formação de recursos humanos.
O CNPq deve realizar ainda este ano uma chamada para seleção dos
novos bolsistas DT. Está prevista a oferta inicial de 200 bolsas, em
caráter experimental. As solicitações, depois de submetidas ao
processo de análise administrativa e técnica, serão analisadas pelo
Núcleo de Assessores em Tecnologia e Inovação (NATI) e depois
encaminhadas à Diretoria Executiva do CNPq para aprovação.
Pesquisador Sênior
A bolsa de Produtividade em Pesquisa Sênior é vitalícia e o
bolsista não terá o benefício da mensalidade, mas fará jus ao
Adicional de Bancada, se fizer a opção, que terá duração de 72
meses, renováveis por iguais períodos. Erney Camargo informou que já
pode solicitar à presidência do CNPq seu enquadramento nesta
categoria o pesquisador categoria I nível A que, por 15 anos
consecutivos, tenha permanecido classificado nesse nível, com
ininterrupta produção científica em sua área de atuação.
O Conselho Deliberativo também reconduziu ao cargo, para um
mandato dois anos, os conselheiros Fernando Adolpho Ribeiro
Sandroni, representante da comunidade empresarial, e Guilherme Ary
Plonski, representante da comunidade tecnológica nacional.
Representando os servidores do CNPq, tomou posse Wayne Brod Beskow.
Nos próximos dias as normas que criam essas bolsas estarão
disponíveis na página do CNPq na internet: http://www.sbpcnet.org.br/
[Fonte: Assessoria de Imprensa do CNPq - 29.09.2005]
Barulho do teclado decifra senhas e
códigos
10/10/2005 O teclado é a mais nova ameaça de segurança dos
usuários de computador. Cientistas da Universidade de Berkeley, na
Califórnia, descobriram que a gravação do som do keyboard pode
revelar senhas e até textos confidenciais. Eles fizeram uma pesquisa
que revela que em apenas 10 minutos de gravação de áudio do teclado
é possível recuperar 96% das informações digitadas. A interpretação
é feita por um algoritmo que decifra o som de cada caracter.
Doug Tygar, professor de Ciência da Computação da Universidade de
Berkeley, que conduziu o estudo, afirma que a acústica dos teclados
tende a ser a mais nova arma dos espiões virtuais para roubar dados
dos usuários. Os especialistas interpretaram textos pelo som
acompanhando quantas palavras os usuários digitam por minuto, os
intervalos e também fazendo associações com letras próxima uma da
outra. Com base nas estatísticas, eles conseguiram até identificar
em que momentos o usuário apertou a tecla Caps Lock para digitar
letras maiúsculas, decifrando códigos e senhas.
Para fazer o experimento, os cientistas trabalharam com vários
tipos de teclados e também estudaram os cliques do mouse. O estudo
completo sobre a nova ameaça será apresentado em novembro durante
uma conferência sobre segurança, que será realizada na Virginia, nos
Estados Unidos.
[Fonte: Info Online - 16.09.2005]
Internetês é "outra língua"
10/10/2005 Mais de dois terços (67%) dos trabalhadores em
escritórios sentem-se "peixes fora d'água" e "inadequados" por não
entenderem o jargão dos profissionais da Tecnologia da Informação. A
conclusão é de uma pesquisa realizada pela companhia britânica
Computer People, líder em recrutamento para a área de TI, divulgada
hoje. A empresa entrevistou mil funcionários entre várias companhias
para examinar as percepções sobre a equipe de TI. O objetivo é
melhorar a comunicação entre profissionais da TI e seus colegas de
outras áreas. Mais da metade dos entrevistados (56%) afirmou que o
pessoal de TI "fala outra língua" e 46% disse que as equipes de TI
não percebem a confusão causada pelo uso do jargão.
Os pesquisadores perceberam que o uso de analogias é a maneira
mais efetiva de ajudar as pessoas "de fora" a entender como a
tecnologia funciona. A maioria (69%) dos funcionários concorda que
explicações que comparam um problema de software ou hardware com
outro são mais facilmente compreendidas. Outros (21%) consideram que
o uso de recursos visuais como diagramas ou fluxogramas é uma
maneira melhor de entender os problemas de TI, enquanto 10% pensa
que a equipe de TI deveria providenciar livros, dicas úteis e
documentos em linguagem normal (sem usar o jargão profissional).
Entretanto, os profissionais da TI não são os únicos a "abusar"
do vocabulário profissional: 85% destes mesmos entrevistados admite
usar o jargão relacionado a sua profissão. A Computer People
elaborou algumas dicas para os profissionais de TI, a partir do
resultado das entrevistas.
- Não superestime o conhecimento de TI de seus colegas: sempre
explique os procedimentos usando linguagem simples;
- Sempre que possível use analogias como o funcionamento de um
carro, ou use desenhos e diagramas para ilustrar seu ponto de
vista;
- Depois de conversar sobre TI com algum colega, faça algumas
perguntas para ter certeza de que ele entendeu sua explicação;
- Quando o uso do jargão for inevitável, explique o que cada um
dos termos significa.
[Fonte: Terra Tecnologia - 28.09.2005]
BB cria linha de crédito para
PC
10/10/2005 O Banco do Brasil está esperando o processo de
certificação dos micros populares pelo Ministério da Ciência e
Tecnologia para começar a financiar a compra das máquinas. Para
atender os usuários, a instituição criou a linha BB Crediário PC
Conectado.
Segundo o banco, a instituição não terá de aguardar o prazo legal
de 30 dias para entrar em ação, depois da publicação da homologação
no Diário Oficial da União. O BB Crediário PC Conectado começará a
funcionar imediatamente, financiando microcomputadores de até 1,2
mil reais, com taxa de juros de 2% ao mês. O prazo de pagamento é de
até 24 meses.
A prestação mínima será de 20 reais e o cliente pagará tarifa de
3% do valor do contrato na abertura de crédito. Para obter o
financiamento, o usuário precisa ter cartão de crédito ou de débito
do Banco do Brasil, com a bandeira Visa. O crédito será contratado
nas lojas afiliadas à Visanet com o selo "Computador para Todos".
[Fonte:Info Online - 28.09.2005]
Pesquisa aponta o que irrita no uso do
e-mail
10/10/2005 Receber arquivos grandes não solicitados é uma das
coisas que mais irritam os executivos de marketing e publicidade dos
Estados Unidos. A informação é do Creative Group, que entrevistou
pelo menos 250 profissionais da área sobre os hábitos com o correio
eletrônico. Outra irritação bastante citada pelos entrevistados foi
ser copiado, desnecessariamente, em mensagens respondidas para
todos. Pelo menos 29% dos executivos reclamaram dessa atitude -
mesmo número de receber arquivos grandes não solicitados.
Em seguida, vieram mensagens muito longas (16%), erros
gramaticais e de formatação (13%), ter que rolar a página para
encontrar informações (6%) e outros (7%). De acordo com o site
eMarketer, outra pesquisa indica que 65% dos norte-americanos gasta
de uma a três horas com seus e-mails durante um dia de trabalho.
Outros 12% perdem mais de três horas com correio eletrônico.
[Fonte: Terra Tecnologia - 27.09.2005]
Wiktionary: O Dicionário Livro
10/10/2005 Depois da enciclopédia Gratuita da WikiMediaFoundation, a maior
enciclopédia do mundo que já superou a marca de 1 milhão de artigos
publicados, agora podemos contar "e colaborar" também com o dicionário
gratuito.
O projeto teve início no dia 3 de Maio de 2004 e conta com
aproximadamente 199 entradas. Apesar da pequena quantidade inicial
de verbetes, qualquer pessoa pode editar e salvar novas definição.
Vale apena conferir "e principalmente colaborar". Com certeza, em
poucos anos teremos à nossa disposição o maior e melhor dicionário
do mundo. Vale lembrar que o conteúdo do Wiktionary está sujeito à
Licença GNU de Documentação e disponível em mais de 80 idiomas.
[Fonte: Dicas-L - 26.09.2005]
Extravestibular 2006/1
10/10/2005 Maiores informações em: http://www.prograd.ufrgs.br/pagina.p4?chamamentos
CNPq revisa plataforma Lattes
07/10/2005 "De longa data sabíamos que a Lattes tem problemas,
mas não podíamos abordá-los sem antes corrigir vários problemas de
nossa informática. Chegou o momento de iniciar a correção"
Leia a íntegra da carta, enviada no dia 3/10, pelo presidente do
CNPq, Erney Carmargo, aos bolsistas da agência:
"Prezados pesquisadora e pesquisador do CNPq,
Quero prestar-lhes algumas informações sobre a Plataforma Lattes
e o Diretório de Grupos de Pesquisa do CNPq. De longa data sabíamos
que a Lattes tem problemas, mas não podíamos abordá-los sem antes
corrigir vários problemas de nossa informática. Chegou o momento de
iniciar a correção. Já temos os primeiros dados de duas comissões
designadas para o levantamento e correção dos problemas.
A primeira comissão, incluindo usuários e especialistas externos
ao CNPq, analisa a própria estrutura da Plataforma e sua adequação
aos hábitos e costumes dos cientistas. Várias modificações já foram
propostas, indo desde alterações de programação até mudanças da
interface visível, incluindo o tipo de dado solicitado e
simplificação de sua digitação. Essas mudanças serão incluídas
gradualmente e, com o tempo, se tornarão cada vez mais aparentes.
Agradecemos sugestões.
A segunda comissão (de técnicos do CNPq) verifica a consistência
dos dados da Lattes. Há tempos que recebemos denúncias de que dados
cadastrais de alguns pesquisadores são incorretos. A comissão já vem
verificando essas denúncias, mas, mais recentemente, tem varrido,
por amostragem, os dados cadastrais. Os resultados vêm revelando
desde erros atribuíveis a simples descuido até erros mais sérios,
alguns (felizmente poucos) aparentemente fraudulentos. Os
pesquisadores têm sido notificados desses descuidos enquanto a
auditoria do CNPq tem cuidado dos casos de aparente fraude.
A Plataforma Lattes é hoje utilizada não só pelo CNPq, mas por
várias Fundações Estaduais de Apoio à Pesquisa e por vários países
da América Latina e, mais recentemente, da África. É indispensável
que ela seja absolutamente confiável. No passado, muitos de nós,
pesquisadores do CNPq, incertos da utilidade da Plataforma Lattes,
demos pouca importância à correção dos dados digitados ou delegamos
a terceiros essa tarefa.
Venho pedir a nossos pesquisadores que revejam seus próprios
dados e corrijam seus descuidos eventuais, ao mesmo tempo
atualizando seu e-mail e telefone. Os cadastros serão gradativamente
validados pela Comissão, quando passarão a ter uma marca de
certificação na Plataforma. Aceitaríamos com satisfação que nossos
pesquisadores se antecipassem à Comissão e encaminhassem à
Presidência do CNPq (presidencia@cnpq.br) a informação suscinta:
"Revi meus dados na Plataforma Lattes. Os dados disponíveis
correspondem à verdade".
Posteriormente estenderemos essa solicitação a todos os usuários
da Lattes. Quanto às fraudes detectadas (lamento que existam) serão
criteriosamente examinadas, questionadas e, se confirmadas,
devidamente processadas na forma da lei. Com relação ao Diretório
dos Grupos de Pesquisa, informo que em breve procederemos a um certo
grau de reformulação que incluirá a gradativa certificação de sua
validade pelos Comitês de Assessoramento do CNPq. Porém, por ser um
assunto complexo, o tema será objeto de futura correspondência
detalhada.
Erney Plessmann Camargo Presidente"
Salão Internacional de Inovação
Tecnológica
06/10/2005 Os avanços da Lei de Inovação, que deve ser
regulamentada ainda em outubro pelo Congresso Nacional, a
necessidade de que seja reforçada a idéia de que ações inovadoras
devem ser feitas dentro das empresas e não nas universidades.
Aumentar o número de pesquisadores que trabalhem efetivamente nas
instituições privadas. Os três temas acima estiveram em debate
durante a sessão de abertura da 4ª Brasiltec – Salão Internacional
de Inovação Tecnológica, realizada nesta quarta-feira (5/10) em São
Paulo. A feira vai durar três dias e será encerrada nesta sexta
(7/10).
Participaram da mesa-redonda, coordenada por Carlos Ganem,
superintendente da área de articulação institucional da Financiadora
de Estudos e Projetos (Finep), Carlos Aragão, diretor da Finep,
Carlos Henrique de Brito Cruz, diretor científico da FAPESP, Paulo
Alcântara Gomes, do Conselho de Reitores das Universidades
Brasileiras, Rodrigo Lores, vice-presidente da Confederação Nacional
das Indústrias, Ronald Dauscha, presidente da Associação Nacional de
Pesquisa, Desenvolvimento e Engenharia das Empresas Inovadoras
(Anpei), e Jorge Ávila, vice-presidente do Instituto Nacional da
Propriedade Industrial (INPI).
"É preciso que se mude a idéia de que inovação tecnológica deve
ser criada na universidade para depois ser transferida para a
indústria. Nenhum país do mundo faz isso. É preciso levar o
desenvolvimento científico e tecnológico para dentro da empresa",
disse Brito Cruz durante o debate. Para o representante da FAPESP,
existem grandes desafios nesse campo que o país precisa buscar
maneiras de enfrentar.
No caso dos recursos humanos voltados para pesquisa e
desenvolvimento dentro das empresas, Brito Cruz lembrou o baixo
número de profissionais desse grupo que atuam no Brasil. "Temos 20
mil cientistas nas empresas trabalhando como pesquisadores, segundo
os dados da Pintec." Em outros países, segundo o diretor científico
da FAPESP, a situação é bem diferente.
"Na Coréia são 100 mil. Nos Estados Unidos 800 mil." Apesar de
enfrentar o desafio da inovação de forma tardia, o Brasil demonstra
ter condições de superar esses obstáculos, segundo Brito Cruz.
"Estamos fazendo um esforço grande para chegar pelo menos ao século
18. Mas existem bons exemplos, como a Embraer, que mostram que temos
condições de evoluir."
Para Dauscha, da Anpei, outro avanço a favor da inovação
tecnológica no Brasil é a Lei de Inovação, que deve ser
regulamentada nas próximas semanas. "Ela trouxe avanços, mas tem
alguns pontos que precisam ser bastante melhorados." Segundo o
executivo, a lei atual apenas contempla as empresas que registram
lucros reais. "Além disso, alguns benefícios só podem ser usados no
mesmo ano. Seria interessante que isso pudesse ser aplicado em
outros exercícios também."
[06.10.2005]
Semana de Ciência e Tecnologia
06/10/2005 Maiores informações em: http://semanact2005.mct.gov.br/index.php
Semana de C&T no RS
06/10/2005 A Semana Nacional de C&T 2005 foi aberta
oficialmente na segunda-feira 4, às 14h, na Assembléia Legislativa.
Universidades, instituições científicas, escolas, entidades
empresariais e o poder público gaúcho estarão mobilizados em mais de
500 eventos científicos, tecnológicos, educacionais e institucionais
que ocorrerão em todo o Estado. Até 9 de outubro, o Rio Grande do
Sul apresentará o melhor de sua produção nesta área, integrando
ações de C&T ao desenvolvimento socioeconômico. A coordenação
estadual está a cargo da Secretaria da C&T (SCT) e da SBPC.
Um comitê executivo, integrado por 30 entidades representativas
da sociedade gaúcha, é responsável pela programação. Em 2005, o tema
central será ‘água’. Seminários, debates, exposições e outros
eventos destacarão a importância da preservação dos mananciais
hídricos e a interface com o desenvolvimento sustentável do país.
Uma das atividades já previstas é o Fórum Conhecimento, Tecnologia,
Inovação e Qualidade de Vida: uma visão do Estado do Rio Grande do
Sul, que definirá uma política de Estado para C&T visando aos
próximos dez anos.
Também ocorrerá um seminário sobre a defesa da propriedade
intelectual como instrumento de auxílio à evolução da pesquisa e
inovação com repercussão econômica. A parceria envolve a SCT e o
Instituto Nacional de Propriedade Intelectual (Inpi). A Globaltech
2006, maior feira de ciência, tecnologia e inovação da América
Latina, será lançada na terça-feira, às 20h, no Salão de Convenções
da Fiergs. Outra atração será a I Jornada de Jornalismo Científico,
que mobilizará a PUCRS e a Ulbra na discussão da popularização da
ciência com auxílio da mídia.
Participarão dos debates autoridades políticas, científicas e
representantes dos veículos de comunicação, além de acadêmicos dos
cursos de comunicação social. "Temos o compromisso de popularizar
C&T, mostrando à sociedade os benefícios da pesquisa científica
e do avanço tecnológico na melhoria da qualidade de vida", afirma o
secretário Kalil Sehbe. No domingo, dia 9, o encerramento acontecerá
na Hidráulica Moinhos de Vento do Dmae, na rua 24 de Outubro. Haverá
acesso gratuito à Internet, apresentação de corais e grupos de
danças, prestação de serviços na área da saúde, além de uma
avaliação das atividades pela coordenação da Semana.
[Fonte: Assessoria de Comunicação da SCT/RS - 04.10.05]
I Jogos da UFRGS - Compete a você
participar
06/10/2005 Com o objetivo de integrar a comunidade acadêmica
em atividades esportivas, recreativas e culturais serão realizados
nos sábados, 1 e 8 de outubro, os I Jogos da UFRGS.
A idéia não é estimular a competição, mas sim a participação e
integração da comunidade universitária. Por isso, não haverá divisão
por times, as equipes serão formadas na hora e o placar será
contínuo durante o dia todo.
Serão realizadas atividades esportivas como basquete, voleibol,
natação e futsal, manifestações culturais e artísticas como
contorcionismo, teatro, malabares, música e jogos alternativos como
truco, sinuca, taco, e ping-pong. No encerramento haverá uma festa
no Galpão da ESEF com apresentação de quatro bandas. A inscrição
será feita gratuitamente na hora, mediante apresentação da carteira
de identificação da UFRGS.
As atividades serão realizadas das 8h às 20h na Escola Superior
de Educação Física-ESEF (Av. Felizardo, 750 – Campus
Olímpico). Os I Jogos da UFRGS são uma realização do
programa de extensão "Esporte universitário no âmbito da UFRGS" em
conjunto com DCE e Diretório Acadêmico da ESEF. Mais informações
através do telefone 3316-4205 ou do email guilermegil@yahoo.com.
Selecionados do Enade até o dia
9
06/10/2005 O Inep vai divulgar a lista de universitários
selecionados para a edição 2005 do Exame Nacional de Desempenho dos
Estudantes (Enade) até o dia 9 de outubro. As inscrições se
encerraram no dia 18 e a estimativa é de que 486 mil alunos
participem da avaliação no país. Os inscritos serão selecionados por
sorteio e serão obrigados a prestar o exame para obterem o diploma.
O Enade faz parte do Sinaes [Sistema Nacional de Avaliação da
Educação Superior]e avalia alunos do primeiro e do último períodos.
Este ano, estudantes de 8.163 cursos serão submetidos ao exame.
Serão 19 áreas do conhecimento participando das provas: Arquitetura
e Urbanismo, Biologia, Ciências Sociais, Computação, Engenharia,
Filosofia, Física, Geografia, História, Letras, Matemática,
Pedagogia e Química. Os locais do exame serão divulgados até o dia
28 de outubro. Quem não for selecionado pelo Inep, mas tiver
interesse em prestar o exame, poderá fazê-lo. O aluno deve procurar
a secretaria do seu curso para que esta informe ao Inep sobre sua
participação até o dia 16 de outubro.
[Fonte:Folha Dirigida, RJ - 20/09/2005]
Brasil é o 4º no envio de spam
06/10/2005 O Brasil é o quarto colocado entre os países que
mais distribuem spam, segundo um relatório da IronPort sobre vírus e
e-mais indesejados que circularam pela web no mês de agosto. A
posição é a mesma ocupada no mês de julho. A boa notícia é que houve
uma leve queda de 3% no volume de spam distribuídos no país em
comparação com os dados de julho. A média diária de envio de e-mails
indesejados em agosto foi de 12,5 bilhões de mensagens contra 12,8
bilhões no mês passado. Essas mensagens responderam por 69% do
tráfego de e-mail na web.
O relatório revela que mais de 72% dos spams foram enviados por
PCs zumbis. No mês de agosto, 8,9 bilhões de PCs foram utilizados em
todo o mundo como zumbis. O líder do ranking entre os países que
mais enviam spam são os Estados Unidos. Em segundo lugar está a
China, seguida pela Coréia do Sul.
[Fonte: Info Online - 26.09.2005]
Projeto Ciência no Planetário da
UFRGS
06/10/2005 Os eventos acontecem às 19h, com entrada franca, no
planetário da Universidade Federal do Rio Grande do Sul.
Programação:
3/10 - "A preparação de Einstein para o seu ano
miraculoso" Carlos Alberto dos Santos Instituto de
Física/UFRGS
6/10 - "Água no Sistema Solar, a chave para a busca de vida
extraterrestre" Jorge A. Quillfeldt Departamento de Biofísica,
IB/UFRGS
Hora: 19h, sempre com entrada franca Local: Sala Multimeios do
Planetário (UFRGS) Av. Ipiranga, 2000 – Bairro Santana Porto
Alegre, RS
Mais informações em: http://www.planetario.ufrgs.br/
Computação: campo rico e sem
regulamentação
03/10/2005 Cursos sem profissão?
Entrevista: Raul Fernando Weber, professor do Instituto de
Informática da UFRGS
Formado em Engenharia Eletrônica pela Universidade Federal do Rio
Grande do Sul (UFRGS) nos anos 70, Raul Fernando Weber se tornou um
dos professores mais conhecidos do Instituto de Informática da
UFRGS. Apaixonado pela nova ciência, cursou doutorado na
Universidade de Karlsruhe, Alemanha, em 1986, e coordena hoje a
comissão de graduação em Ciência da Computação, um dos cursos mais
concorridos da instituição.
Para ele, a computação terá um processo muito difícil de
regulamentação, sobretudo por seu dinamismo e pela importância da
contribuição de outras formações na área. Confira a entrevista.
Zero Hora - Como a falta de regulamentação influencia na
carreira do egresso do curso de Ciência da
Computação? Weber - Até o momento, a procura por
profissionais formados em Ciência da Computação tem sido tão grande
que a regulamentação da profissão não tem representado um empecilho
aos egressos. Além disto, o nível do aluno é tão elevado e ele se
distingüe dos demais e encontra facilmente uma colocação no mercado
- seja como profisional liberal, seja criando a sua própria empresa
ou como empregado. Assim, do ponto de vista da universidade, não há
atualmente necessidade de regulamentação.
Zero Hora - Há alguma movimentação para regulamentar
profissões da área de informática? Weber - Há pessoas a
favor e contra. Os argumentos são os mais variados, mas eu
destacaria dois pontos que dificultam uma regulamentação. O primeiro
é definir a área de atuação. Há inúmeras tarefas que um bacharel em
Ciência da Computação e um engenheiro da Computação podem fazer.
Outro fator é que novas áreas surgem todo dia em computação, como a
expansão de telefones celulares digitais, a TV digital, DVD players
e câmeras digitais. Em todos estes equipamentos, a informática está
presente, não só no projeto mas na programação interna. A Sociedade
Brasileira de Computação defende a auto-regulação da categoria e não
há obrigatoriedade do diploma para atuar na área.
[Fonte: Zero Hora - Caderno Vestibular - Porto Alegre -
21.09.2005 - Edição nº14638]
Curso de Material Educacional com Flash
MX
03/10/2005 O CINTED/UFRGS estará oferecendo de 27 de outubro a
1º de dezembro, às quintas-feira, das 14h às 18h, o Curso de Projeto
e Desenvolvimento de Material Educacional com Flash MX.
Mais informações e inscrições em http://www.cinted.ufrgs.br/cursoflash6/
Cartilha de segurança para
Internet
03/10/2005 O Centro de Estudos, Resposta e Tratamento de
Incidentes de Segurança no Brasil, vinculado ao Comitê Gestor da
Internet no Brasil, lançou uma nova versão da sua Cartilha de
Segurança para Internet. A cartilha tem uma linguagem simples, para
que todos os usuários da rede possam entender o assunto.
A cartilha contém recomendações e dicas sobre como o usuário deve
se comportar para aumentar a sua segurança e o que deve fazer para
se proteger de ameaças na Internet. É dividida em oito partes:
Conceitos de segurança, Riscos envolvidos no uso da internet e
métodos de prevenção, Privacidade, Fraudes na internet, Redes de
banda larga e redes sem fio (wireless), Spam, Incidentes de
segurança e uso abusivo da rede e Códigos maliciosos (malware). Além
disso, conta com uma checklist, uma série de procedimentos que visam
a melhorar a segurança de um computador; e um glossário, com o
significado de diversos termos e conceitos utilizados na Internet.
A primeira versão da cartilha foi lançada em 1999. Em 2003, saiu
a edição 2.0, atualizada e com novos conteúdos. Desde então, com a
constante mudança no cenário da internet e o surgimento de
tecnologias modernas, foi necessária uma atualização no documento.
Veja em http://cartilha.cert.br/
Programa "Telescópios na
escola"
03/10/2005 Mais três telescópios passam a integrar o programa
educacional "Telescópios na escola". Os equipamentos já estão
disponíveis a estudantes empenhados em desvendar os mistérios do
Universo. Somado ao telescópio do Miniobservatório Astronômico do
Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), em São José dos
Campos, o programa conta agora com quatro instrumentos para serem
operados também pela internet. Os telescópios que ingressam no
programa funcionam no observatório Abrahão de Moraes, mantido pela
Universidade de São Paulo (USP) em Valinhos (SP), no observatório do
Valongo, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), na
capital fluminense, e na Universidade Federal de Santa Catarina
(UFSC), em Florianópolis.
O projeto, destinado a instituições de ensino fundamental, médio
e superior, permite que os equipamentos sejam utilizados por meio de
observações remotas, ou seja, o usuário não precisa estar presente
no local em que se encontra o telescópio. O observador direciona a
câmera astronômica a partir de um site na internet para que as
imagens dos astros sejam digitalizadas na tela do computador. "A
idéia é utilizar a astronomia para motivar o ensino de ciências em
geral. Várias pesquisas mostram que a astronomia é uma das
principais formas para motivar crianças e adolescentes no estudo
científico", disse Laerte Sodré Jr., coordenador do projeto.
O programa pretende estimular as investigações científicas em
astronomia e em outras áreas do conhecimento, como física,
geografia, informática e matemática. Os alunos podem, por exemplo,
analisar a dinâmica das estrelas, planetas, asteróides, cometas e
galáxias. A observação virtual permite até o registro de um grande
fenômeno astronômico em tempo real. Para participar, as escolas
precisam se cadastrar gratuitamente no site do programa e agendar
uma observação remota. "Na página, são oferecidos alguns projetos
científicos que podem ser desenvolvidos a partir das observações,
incluindo vários exercícios para a sala de aula", explica Sodré Jr.
De acordo com o pesquisador, em breve mais três telescópios
estarão disponíveis: o da Universidade Federal do Rio Grande do Sul
(UFRGS), em Porto Alegre, o do Instituto de Astronomia, Geofísica e
Ciências Atmosféricas (IAG/USP), em São Paulo, e o equipamento da
Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), em Natal. "Nosso
programa educacional está aberto a instituições que tenham
telescópios disponíveis e queiram fazer parte da rede de
observatórios remotos. Desse modo, será possível expandir as
observações para outros sítios astronômicos", conta o pesquisador do
Departamento de Astronomia do IAG/USP.
Veja mais em http://www.telescopiosnaescola.pro.br/
[Fonte: Boletim Agência FAPESP - 26.09.2005]
Países ameaçam criar Internet
2
03/10/2005 Rede paralela seria a resposta das potências
emergentes, como Brasil, Índia e China.
O Brasil alerta que, se não houver acordo para a
internacionalização do controle da internet, existe o risco de
grandes países em desenvolvimento começarem a estudar a
possibilidade de criar uma rede paralela de computadores – uma
espécie de Internet 2 – para quebrar a dependência tecnológica em
relação aos EUA. Nesta semana, os 191 países da ONU se reúnem para
tentar um entendimento sobre a gestão mundial da Internet.
"Se não houver acordo sobre a governança da Internet, é natural
que países como o Brasil, Índia, África do Sul e China busquem sua
sobrevivência tecnológica. Se não fizermos isso, vamos ficar muito
dependentes", afirmou Sergio Rosa, diretor do Serviço Federal de
Processamento de Dados (Serpro) e um dos principais integrantes da
delegação brasileira.
As reuniões desta semana em Genebra são as últimas antes da
Cúpula da Informação que ocorre em novembro na Tunísia. O texto do
acordo para a Cúpula, porém, teria de ser concluído nesta reunião.
Mas os países continuam apresentando posições contraditórias. O
Brasil quer a democratização, transparência e internacionalização do
controle da Internet, hoje nas mãos da Icann, uma empresa da
Califórnia acusada de manter relações com o Departamento de Comércio
dos EUA.
Já os americanos são contrários à proposta brasileira e
argumentam que a Internet precisa de estabilidade para continuar
avançando e conectando os vários locais do mundo. "Os países em
desenvolvimento também preferem a unidade da Internet, desde que não
signifique monopólio", afirmou um delegado sul-americano.
Nos últimos dois anos, um grupo de especialistas convocados pelo
secretário-geral da ONU, Kofi Annan, se reuniu para debater o
assunto e chegou à conclusão de que deveria haver mudanças na forma
de controle da Internet. A idéia de Annan era de que o relatório
fosse usado como base para um acordo até a reunião da Tunísia. Mas
Washington alega que não reconhecerá as conclusões dos peritos
chamados pela ONU.
Sérgio Rosa deixa claro que nenhum governo começou a negociar
ainda a criação da "Internet 2". "Todos querem um acordo. Mas essa é
uma opção que os países em desenvolvimento têm para sairmos dessa
dependência", disse, lembrando que os técnicos em informática
indianos, chineses e brasileiros estão entre os melhores do mundo.
[Fonte: O Estado de SP - 20.09.2005]
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