Notícias - Outubro/2005


Programa Convivências-UFRGS

31/10/2005
Leia mais em http://www.prorext.ufrgs.br/Deds/convive/index.htm.

Universidades federais vão ganhar bibliotecas

31/10/2005
MEC fará censo bibliográfico de todas as instituições.

Ao receber na última terça-feira, 25, a nova diretoria do Fórum Nacional dos Pró-Reitores de Graduação (ForGrad), o ministro da Educação, Fernando Haddad, anunciou que o MEC está pronto para fazer um censo bibliográfico de todas as áreas da graduação. O objetivo, a exemplo dos programas de distribuição de livros didáticos da educação básica e do portal de periódicos da Capes, é oferecer um acervo de livros às instituições federais de ensino superior (Ifes). O ministério, explicou Haddad, já tem o programa (aplicativo) pronto, mas precisa da colaboração das Ifes para construir o acervo.

Assim que o programa for colocado na página eletrônica do MEC, basta o professor entrar no aplicativo e cadastrar a sua disciplina, a bibliografia básica e a complementar, inclusive livros estrangeiros. Da contribuição de cada professor, vai sair a biblioteca da graduação. A partir do censo, que, segundo o ministro, poderá ter cerca de cinco mil títulos, o MEC fará um edital para aquisição das obras junto às editoras, da mesma forma que trabalha com os programas de livros do ensino fundamental e médio.

Se tiver a colaboração dos professores na montagem do acervo, o ministro espera prever recursos para a compra no Orçamento de 2007. De acordo com a presidente do ForGrad, Ana Maria Iorio Dias, a proposta do censo bibliográfico está aceita e representa um reforço importante para a qualificação da graduação, uma vez que as bibliotecas das Ifes estão defasadas. O Fórum reivindicou o acesso desse acervo às instituições públicas estaduais de educação superior.

Pauta - Representante de cerca de 300 instituições de ensino superior públicas (federais e estaduais), privadas e centros universitários, o ForGrad trouxe ao ministro da Educação uma pauta de assuntos sobre os quais deseja aprofundar a discussão. Entre estes temas, estão: revalidação de diplomas de graduação obtidos em instituições estrangeiras; revisão da proposta do anteprojeto de lei que trata do estágio curricular obrigatório e não obrigatório; e oferta de bolsas de estudos aos alunos das instituições públicas que ingressaram pelo sistema de cotas.

[Fonte: Assessoria de Comunicação do MEC - 28.10.2005]

A Ciência conquista destaque

31/10/2005
Pesquisa e produção científica buscam avanços, ganham públicos e espaço. Na Ufrgs, Salão Científico cresceu.

A 2ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia mobilizou, entre 3 e 9 de outubro, 844 instituições de Ensino e pesquisa com 6.710 atividades em 333 municípios. Mas a agenda no país tem divulgado e enfatizado trabalhos de ciência e tecnologia (C&T) em todo outubro e pelo ano. Diversos públicos encontram muitas opções, do âmbito acadêmico aos ensinos Fundamental e Médio.

Universidades, escolas e institutos de Ensino e pesquisa incrementam ações e abrem as portas ao debate da produção científica, expressa em várias áreas do conhecimento. O site http://semanact2005.mct.gov.br/ disponibiliza serviços e informes, como dados sobre a semana nacional de 2004 e 2005, instituições e eventos, apoio a projetos, contatos no Ministério de C&T, vídeos e frases científicas. No Ano Mundial da Física, Albert Einstein é oportunamente lembrado: 'o pensamento lógico pode levar você de A a B, mas a imaginação te leva a qualquer parte do Universo'; e 'o importante é não parar de questionar. A curiosidade tem suas próprias razões para existir. Nunca perca a sagrada curiosidade'.

Na PUCRS, o jornalismo científico motivou debate aberto entre estudantes. Coordenada pela professora Cristiane Finger, da Faculdade de Comunicação Social, a 1ª Jornada Gaúcha abordou 'informação científica ao alcance de todos', sob a ótica do profissional da área. No evento, o presidente da Associação Brasileira de Jornalismo Científico, Ulisses Capozzoli, destacou que o jornalismo científico se ocupa com a divulgação da ciência, devendo sensibilizar para essa perspectiva.

O jornalismo científico, segundo Ulisses, deve contextualizar e favorecer a inteligibilidade. Sobre a ciência, avalia que tem a função de tornar melhor a vida das pessoas e minimizar sofrimentos, sendo promessa de humanização. Para avanços na comunicação, defende maior aliança entre jornalistas e cientistas, em compromisso pessoal, estético, ético e de responsabilidade social.

[Fonte: Correio do Povo - 24.10.2005]

Informações sobre a Plataforma Lattes

31/10/2005
O Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) divulgou uma importante carta dirigida aos seus pesquisadores. O órgão pede que sejam revisados os dados publicados na Plataforma Lattes. E ainda que os eventuais descuidos ou erros sejam corrigidos. Na mesma verificação é ainda interessante que todos os telefones e endereços eletrônicos sejam atualizados pelos acadêmicos.

Segundo o documento, uma comissão formada por usuários e especialistas externos tem verificado com freqüência a existência de dados inconsistentes nos currículos que constam na plataforma. O pedido inicial, que será ampliado em uma segunda fase para todos os pesquisadores, solicita ainda que uma mensagem breve seja enviada ao correio eletrônico da presidência do CNPq. "Revi meus dados na Plataforma Lattes. Os dados disponíveis correspondem à verdade."

Todos os cadastros existentes no Lattes serão gradativamente validados pela Comissão formada pelo CNPq. Depois que isso ocorrer, as páginas terão uma espécie de marca de certificação na plataforma. O Lattes é usado hoje não apenas em nível federal. Várias fundações estaduais de apoio à pesquisa (FAPs) e vários países da América Latina e, mais recentemente, da África fazem também uso das informações.

O e-mail para o envio das informações é: presidencia@cnpq.br.

Abipti lança biblioteca digital

31/10/2005
A Associação Brasileira das Instituições de Pesquisa Tecnológica (Abipti) lançou uma biblioteca digital. Inicialmente, os usuários poderão acessar o catálogo on-line da biblioteca, como livros, periódicos e informações detalhadas sobre as publicações disponíveis. Também podem ser acessados determinados textos na íntegra. Em breve, a biblioteca deverá ter, também, uma base de dados com as monografias dos cursos de Agentes de Inovação e Difusão Tecnológica (Agintec), da Abipti, além de um serviço de resposta técnica.

Segundo a associação, 50% de seu acervo já está catalogado. "A biblioteca é bem interativa. Também conta com uma relação de links para outras bibliotecas digitais da área de ciência e tecnologia, seguindo sempre a filosofia da biblioteca sem paredes, formando uma rede", disse Monika Heringer, coordenadora do centro de informação da Abipti, em comunicado da instituição. Os interessados em fazer parte da biblioteca digital da Abipti podem entrar em contato pelo e-mail monika@redeabipti.org.br.

Biblioteca digital da Abipti: http://abipti.phlnet.com.br/.

[Fonte: Boletim Fapesp - 24.10.2005]

Portal Inovação do MCT

27/10/2005
O Portal Inovação, plataforma interativa para troca de dados entre Universidade, empresa e institutos de pesquisa, lançado segunda-feira 24 pelo ministro da C&T, na sede da Federação das Indústrias de SP (Fiesp). O Portal foi desenvolvido pelo MCT em parceria com os setores público e privado, a partir do modelo da Plataforma Lattes, experiência de sucesso do CNPq, que congrega uma base de dados envolvendo pesquisadores e grupos de pesquisa.

O desafio é, a partir da experiência e das fontes de informação da Plataforma Lattes, promover a cooperação entre a competência nacional em C&T e a comunidade empresarial, de forma a desencadear processos inovadores nos diversos setores socioeconômicos do país. Essa nova plataforma permite a declaração das demandas do setor empresarial e dispõe de um espaço de interação, envio de propostas e de buscas especializadas por oportunidades de cooperação.

As empresas, de modo especial as médias e pequenas, terão no novo instrumento a oportunidade de contactar e selecionar os pesquisadores com linhas de trabalho mais adequadas para o desenvolvimento de suas necessidades de inovação tecnológica. A iniciativa faz parte de uma série de ações do governo federal para estimular os investimentos em CT&I nas empresas, que inclui, ainda, o novo modelo de gestão dos Fundos Setoriais de C&T; a Política Industrial, Tecnológica e de Comércio Exterior, e a Lei de Inovação.

[Fonte: Assessoria de Imprensa do MCT - 24.10.2005]

Site exibe trabalhos que misturam arte e robôs

27/10/2005
Obras clásicas ganham elementos de robótica.

O worth1000.com é um site que exibe trabalhos numa espécie de concurso de arte digital. No tema "RoboRen", o colaborador deveria pegar uma obra de arte famosa e modificá-la, com o Photoshop ou outro editor de imagens, inserindo elementos robóticos e futuristas. Foram usados trabalhos de Salvador Dali, Boticelli, Michelangelo e outros clássicos, que estão em exibição no site, alguns com uma qualidade realmente impressionante.

Veja os "robôs clássicos"
Veja outras obras no site

O site promove concursos separados por tema e nível de dificuldade, que são dividos em categorias ilustração, animação, photoshop, 3D, fotografia e texto. Para participar dos concursos do site, que funciona como uma comunidade de usuários na qual uns votam e comentam o trabalho dos outros, é preciso se cadastrar. Depois, é enviar o material, que será analisado. Publicação aprovada, a obra fica exposta e pode ser vista por qualquer visitante no site - embora somente membros registrados possam votar e comentar. Com o tema "RoboRen" existem quatro galerias de imagens, mas outras, abordando diversos temas, também estão em exibição.

[Fonte: Terra Tecnologia - 20.10.2005]

Apoio a eventos científicos - Finep

27/10/2005
A Financiadora de Estudos Projetos (Finep) abriu as inscrições para apresentação de propostas de pedidos de apoio financeiro a eventos científicos.

Segundo a Finep, a modalidade de apoio não-reembolsável destina-se à realização de congressos, seminários e eventos científicos, tecnológicos e de inovação. As propostas devem ser apresentadas por instituições sem fins lucrativos. O prazo para envio, por meio eletrônico, termina em 17 de novembro, às 18h, para eventos a serem realizados de janeiro a abril de 2006. A versão impressa das propostas, devidamente assinada pelos gestores das instituições participantes, deverá ser enviada à Finep até o dia 22 de novembro.

O apoio financeiro será de acordo com a abrangência do evento. Se for internacional, o valor máximo é de R$ 50 mil. Eventos de abrangência nacional receberão até R$ 40 mil e, regional, R$ 30 mil. Mais informações: http://www.finep.gov.br/ ou pelo e-mail cp_eventos@finep.gov.br

Má escolha é a maior causa de evasão

27/10/2005
Um estudo inédito realizado na USP mapeou as causas da evasão no ensino superior. A pesquisa constatou que quase metade dos estudantes que desistem da graduação tiveram problemas no momento da escolha. Por pressões dos pais, por falta de informação sobre a faculdade ou sobre o mercado, 44,5% dos alunos acabam abandonando o que era seu sonho de realização profissional e se tornou a opção errada.

Outros 30,7% desistem por não gostarem da estrutura do curso que ingressaram. Depois, seguem os insatisfeitos com o mercado de trabalho e com a profissão, que somam 13,4%. Os que desanimam por razões pessoais -como problemas familiares, financeiros, afetivos- são 10,5%. Menos de 1% é motivado a largar a faculdade por não se adaptar à cidade em que ela se localiza. Para a professora Yvette Piha Lehman, autora da pesquisa que defendeu como tese de livre docência, uma alternativa para as universidades evitarem o abandono é oferecer atendimento e orientação profissional. Ela coordena o Serviço de Orientação Profissional do Instituto de Psicologia da USP. "Do total dos alunos que passaram pela orientação, 73% conseguiram clarear os motivos da crise e não desistiram do curso", afirma.

"A consciência da dinâmica facilita o jovem a não ficar paralisado. Ele tem de sustentar uma escolha e paixão. Precisa sentir que está crescendo e não achar que saiu perdendo ao fazer a escolha." No trabalho, 180 jovens que estavam em crise ou desistiram do ensino superior foram entrevistados. Deles, 85 eram de universidade pública e 95 de universidades particulares. Todas as entrevistas aconteceram em um período de quatro anos, de 1996 a 2002, e a pesquisa foi apresentada por Yvette em setembro.

No Serviço de Orientação Profissional e Vocacional da Unesp de Araraquara, a realidade é praticamente a mesma, segundo a psicopedagoga Maria Beatriz de Oliveira. A coordenadora afirma que, apesar de ainda não ter estatísticas, a prática mostra que o principal motivo da desistência é mesmo a escolha malfeita. "Há várias causas. Uma delas é a falta básica de informação condizente com a realidade." Por isso, a professora organiza uma feira de profissões com dados sobre o curso e o mercado.

Quando acontece

Yvette constatou que, quando a desistência acontece no início do curso, está relacionada diretamente à escolha. "Outros motivos são a dificuldade de se adaptar às exigências e aos professores e à mudança do ensino médio para o superior", afirma.

Já quando os jovens se decepcionam no decorrer da graduação -por volta do quarto e do sexto semestres- é porque começaram a se questionar sobre o sentido da profissão. "A angústia é maior, pois eles já se envolveram com boa parte do curso. Nessa hora, eles buscam maior certeza com o que vão se comprometer." No final do curso, de acordo com a tese, as questões são mais objetivas e se referem ao mercado de trabalho, à busca de emprego.

[Fonte: Folha de São Paulo - 10.10.2005]

A era dos zumbis

27/10/2005
Você está enganado se acha que mensagens indesejadas que apregoam milagres, programas Microsoft pirateados e planos de enriquecimento rápido são enviados por pessoas nefastas e seus computadores malignos. Atualmente, mais de 80% de todo o spam mundial vêm de PCs zumbis de empresas, universidades e usuários de computador comuns, segundo a MessageLabs, empresa fornecedora de serviços de segurança de e-mail.

Computadores zumbis são equipamentos infectados por código malicioso, que permite que os spammers os utilizem para enviar e-mails. O uso de zumbis por spammers e hackers não é novidade. De acordo com especialistas, porém, esta prática tornou-se mais organizada e lucrativa no ano passado. “Uma nova economia subterrânea está evoluindo”, diz Gregg Mastoras, analista de segurança sênior da empresa de segurança Sophos. A companhia estima que cerca de 50% dos spams em circulação atualmente originam-se de computadores zumbis, um aumento de 25% em relação ao ano passado.

Embora esses números sejam inferiores aos da MessageLabs, o crescimento de ataques de zumbis é alarmante. O que está provocando o aumento? Novas leis anti-spam e filtros mais eficientes dificultaram o envio de lixo eletrônico, o que faz com que os spammers busquem maneiras novas e mais criativas de atuação, observa Mastoras. E muitos desses spammers receberam ajuda do que antes seria uma fonte improvável: hackers e autores de vírus.

O especialista em segurança diz que os spammers estão contratando produtores de vírus e hackers para ajudá-los a criar verdadeiros exércitos de computadores zumbis para o envio de spam. Antes distintos, esses dois grupos estão trabalhando em conjunto e formando seu próprio eixo do mal online.

Ao encaminhar suas mensagens de correio eletrônico por meio de computadores zumbis, os spammers não gastam dinheiro com a largura de banda de que precisariam para enviar milhões de mensagens. O uso de zumbis também permite a eles ocultar dos representantes da lei as origens de suas mensagens. Muitas vezes, as redes de zumbis também são usadas para disparar ataques denial-of-service (DoS).

Caça aos fantasmas

Investigamos as origens de algumas das piores mensagens indesejadas que recebemos em uma semana para descobrir se tinham sido enviadas por zumbis. Resultado: muitas delas vinham de empresas e universidades respeitáveis, joguetes involuntários na avalanche de spam. Por exemplo, rastreamos um e-mail com a oferta de software Microsoft pirateado até chegar a uma empresa de planejamento financeiro em Manhattan. Não havia uma maneira óbvia de saber se a mensagem originava-se de um de seus computadores. A mensagem tinha endereço de e-mail de retorno inoperante e nunca mencionava a companhia em questão.

Mas, visto que cada mensagem eletrônica contém o endereço IP exclusivo do computador que a enviou, usamos este endereço para acompanhar a oferta de software pirateado de volta até um computador da empresa. "Nunca enviaríamos spam conscientemente", afirma Jason Keis, administrador de rede da empresa. Ele explica que a mensagem foi enviada de um dos 20 computadores pessoais que gerencia. O computador foi transformado em zumbi quando ficou vulnerável por um curto período de tempo durante uma atualização de software antivírus.

A empresa de Keis não foi a única vítima de ataque de zumbi que descobrimos. Rastreamos uma oferta de Viagra até uma empresa de serviços médicos em Kansas City, no Kansas, originada da Universidade de Finanças e Economia de Pequim. Um asilo de idosos em Ontário, Canadá, enviou-nos um plano de enriquecimento rápido. Todas essas mensagens foram mandadas por computadores zumbis e continham endereços de retorno falsos, encobrindo o fato de terem sido enviadas, na realidade, por PCs de terceiros.

Computadores seqüestrados

Os representantes de empresas vitimadas com os quais conversamos odeiam spam tanto quanto nós e nunca pensaram que um de seus computadores seria usado para o envio de e-mail indesejado. É provável que alguém, em cada uma destas companhias, tenha sido induzido a baixar um vírus que permitiu a um hacker seqüestrar o computador.

Worms como Bagel, Glieder e Sobig foram identificados como portadores de código malicioso, ou malware, que permite que atacantes remotos assumam o controle de máquinas infectadas. O worm Glieder, por exemplo, direciona um computador infectado a um site para baixar o cavalo-de-tróia Mitglieder. Em seguida, o programa desativa o firewall e o antivírus do computador e abre uma porta traseira, possibilitando que o computador seja controlado remotamente por hackers. Depois que os hackers assumem o controle do PC, podem usá-lo para enviar spam ou instruí-lo a executar um ataque DoS.

De volta à vida

Em maio, a Federal Trade Commission (Comissão Federal de Comércio) dos Estados Unidos e muitos outros órgãos governamentais no exterior começaram a enfrentar zumbis com um programa chamado Operação Zumbis de Spam. Para aumentar a visibilidade da ação, a FTC mandou cartas a cerca de 3 mil provedores de internet, instando-os a empregar medidas protetoras para impedir que computadores de seus clientes sejam seqüestrados por spammers.

Mas não se apóie exclusivamente nas ações dos provedores e órgãos governamentais. Você pode reduzir os riscos com a instalação de software firewall e antivírus e a atualização constante da sua cópia do Windows. Se estiver preocupado que um cavalo-de-tróia possa ter desativado seu firewall ou antivírus, ative os programas e certifique-se de que todos continuem rodando.

Os sintomas de um computador zumbi abrangem lentidão repentina da conexão de banda larga, atividade excessiva da unidade de disco rígido, mouse ou teclado paralisado ou notificações na sua caixa de entrada vindas de pessoas que você nunca tentou contatar. Infelizmente, no entanto, esses sintomas não indicam, com 100% de certeza, se seu computador é um zumbi.

Zumbi: sim ou não?

Confira se seu computador foi seqüestrado por um spammer:

Você receia que seu equipamento seja um zumbi disseminador de spam? Foi tachado de spammer? Para saber se isso é verdade, primeiro verifique qual é seu endereço IP (protocolo de internet) usando um site como o WhatIsMyIP.com. Em seguida, insira o endereço IP (ou nome de domínio, se você for um usuário corporativo) no campo Spam Database Lookup do site DNSstuff (http://www.dnsstuff.com/) para ver uma lista de empresas anti-spam que recomendam o bloqueio do seu e-mail.

[Fonte: PCWORLD - 18.10.2005]

Brasil é maior criador de pragas na Internet

27/10/2005
O Brasil é o país que mais cria softwares cavalo-de-tróia (trojan), que são projetados para enganar usuários de serviços de bancos pela Internet, de acordo com a empresa japonesa de segurança de computadores Trend Micro. Sem divulgar números, a companhia informou hoje que, por consequência, o País também é o que mais sofre com o envio de e-mails falsos para obtenção de senhas de internautas por criminosos.

Os e-mails são enviados com programas que parecem inofensivos, mas que quando executados passam a espionar a atividade da vítima no computador. "Tem ocorrido bastante nos Estados Unidos e Espanha também, mas no Brasil com mais freqüência, porque os serviços financeiros pela Internet são bastante desenvolvidos", disse o gerente de suporte da Trend Micro no Brasil, Leonardo Bonomi, citando os três principais países na relação da empresa.

Segundo ele, Estados Unidos e Espanha estão quase empatados, mas em nível 30 a 35% menor do que o número de casos reportados no Brasil. Os dados do levantamento preparado pela Trend Micro estão sendo finalizados e serão divulgados em breve, disse Bonomi. O especialista explicou que os falsários estão se fazendo passar por qualquer banco, mas instituições financeiras como Bradesco, Itaú e Caixa Econômica Federal estão entre as mais visadas. "Geralmente os softwares (cavalos-de-tróia) são feitos no Brasil. Os fraudadores aproveitam um código pronto, fazem adaptações e lançam em seus e-mails", explicou Bonomi.

O analista acredita que a tendência é esse tipo de fraude crescer ao longo do tempo, apesar das prisões de quadrilhas pela Polícia Federal nos últimos meses. "A maioria das pessoas ainda não tem consciência sobre boas práticas na Internet", disse ele, que recomenda que os internautas usem softwares antivírus atualizados, programas antispywares, firewalls e não abram emails enviados por desconhecidos.

Com o aumento no número de casos de golpes contra internautas, os bancos começaram a adotar medidas para melhorar a segurança dos correntistas. Entre elas estão tabelas impressas de senhas que ficam em poder do usuário e são necessárias durante operações online. "Esse tipo de iniciativa melhora a segurança. Os códigos nunca são os mesmos, o que dificulta o trabalho dos fraudadores", comentou Bonomi. No segundo trimestre deste ano, segundo o Centro de Estudos, Resposta e Tratamento de Incidentes de Segurança no Brasil (CERT.br), o número de reclamações de internutas vítimas de fraudes cresceu 1.313% em relação ao mesmo período de 2004, para 7.942.

[Fonte: Terra Tecnologia - 20.10.2005]

Universidades no Projeto Rondon

27/10/2005
As Universidades públicas e privadas interessadas em participar da Operação Amazônia 2006 do Projeto Rondon podem se candidatar até 31/10. Para se inscrever, é preciso elaborar um plano de trabalho, com ações nas áreas de cidadania, bem-estar, desenvolvimento local sustentável e gestão pública. É necessário cumprir outras obrigações, como indicar, em ordem de prioridade, os municípios onde a Universidade deseja atuar. O Ministério da Educação é membro nato do Projeto Rondon e faz parte do Comitê de Orientação e Supervisão.

A coordenação-geral é do Ministério da Defesa, que divulgará em sua página eletrônica (http://www.defesa.gov.br/), no dia 22 de novembro, a relação das instituições de ensino superior (IES) habilitadas a participar. Até 12 de janeiro, as IES selecionadas indicarão a composição de suas equipes e, em fevereiro, inicia-se a operação. Reativado no atual governo, em 2004, o Projeto Rondon chegou em janeiro deste ano a 13 municípios do estado do Amazonas, com a participação de 200 universitários.

A segunda operação ocorreu este mês, com outros 200 estudantes realizando atividades em seis municípios do Acre. Nesta etapa, o Projeto Rondon chegará a 40 municípios do Acre, Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins. Serão organizadas 80 equipes, com 640 rondonistas (240 dos estados onde ocorrerá a operação e 400 das demais regiões do Brasil). Duas IES trabalharão na mesma localidade com o objetivo de permitir a troca de experiência entre acadêmicos de diferentes regiões.

No MEC, funciona o núcleo de atividades do Projeto Rondon, ligado à Secretaria de Educação Superior (SESu). "A iniciativa de retomar o Rondon tem alto alcance social, sobretudo de cidadania, pois coloca os estudantes numa nova realidade brasileira, a da Amazônia, uma região carente", explica o coordenador do núcleo, José Leite Saraiva.

Em cada operação, os universitários e seus professores passam de 15 a 20 dias desenvolvendo um plano de trabalho. Após tomar conhecimento daquela realidade, fazem um diagnóstico das necessidades locais e sugestões de ações que serão submetidas aos governos federal, estadual e municipal. Outras informações pelos telefones (61) 3312-9038, 3312-9003, 3312-8807 (Ministério da Defesa) ou (61) 2104-9909 (SESu/MEC).

O anexo A do convite portal.mec.gov.br/sesu/arquivos/pdf/operacaoamazonia2006.pdf para a Operação Amazônia 2006 explicita as questões logísticas como transporte, alojamento, alimentação, saúde e seguro de vida dos participantes (estudantes e professores).

Toda a documentação deve ser entregue pelos Correios, em envelope lacrado, endereçada ao Ministério da Defesa (Secretaria de Estudos e Cooperação, Comissão de Avaliação de Propostas do Projeto Rondon, Operação Amazônia 2006) - Esplanada dos Ministérios, Bloco Q, 9o andar, sala 398, Brasília (DF), CEP 70049-900.

[Fonte: Assessoria de comunicação do MEC - 19.10.2005]

Os 100 anos do 14 Bis

27/10/2005
Está disponível na internet o portal do aviador e inventor brasileiro Alberto Santos Dumont, responsável pelo primeiro vôo registrado publicamente de um avião. O portal é uma estratégia para divulgar a vida e a obra do Pai da Aviação e Patrono da Aeronáutica Brasileira. Esta iniciativa dos ministérios da Defesa e da Ciência e Tecnologia faz parte das comemorações do centenário do vôo do 14 Bis, realizado em 23 de outubro de 1906, no campo de Bagatelle, arredores de Paris.

Além da cronologia da vida do cientista, fotos e notícias, o portal vai divulgar as ações da Comissão Interministerial para as Comemorações do Centenário do Vôo do 14 Bis, que considera o dia 23 de outubro de 2005 – dia do vôo- como data inicial. A Comissão Interministerial foi criada pelo governo brasileiro para cuidar da seleção dos projetos que vão compor a programação da festa do centenário. A comissão também pretende incentivar a produção de livros, revistas, DVDs, documentários e outros materiais impressos e audiovisuais sobre Santos Dumont, sua vida e seus diversos inventos. Espera-se que uma parcela significativa desses materiais seja destinada aos jovens e às escolas, com ênfase na capacidade inventiva dos brasileiros e estímulo a uma cultura de inovação.

Em 2006, a III Semana Nacional de Ciência e Tecnologia também vai homenagear o pai da aviação. Organizada pelo Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), a Semana promove atividades de divulgação científica, mobilizando escolas, empresas e instituições públicas e privadas em todo o país. O Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict), unidade de pesquisa do MCT, já está programando atividades que serão divulgadas no portal CanalCiência.

Acesse aqui para conhecer o portal do centenário do vôo do 14 Bis:
http://www.santosdumont.14bis.mil.br/

[Fonte: Assessoria de comunicação do Ibict - 19.10.2005]

Seminário dos egressos da UFRGS

24/10/2005
Quinta-feira, dia 27 de outubro, será realizado o I Seminário dos Egressos da UFRGS, através do qual a Universidade espera criar novos laços com os ex-estudantes, articulando o passado e o presente da academia.

O evento, que é aberto à comunidade, conta com a participação da professora Maria Helena Rossi, graduada em Educação Artística e doutora em Educação pela UFRGS, além de pesquisadora da Universidade de Caxias do Sul (UCS), que discorrerá sobre o tema de sua tese de doutorado "Leitura estético-visual na Educação Fundamental"; Ruy Carlos Ostermann, jornalista e comentarista esportivo, além de colunista do jornal Zero Hora; Sonia Hoffmann, professora e pesquisadora da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS) e especialista em Educação Física Adaptada; e do desembargador Umberto Guaspari Sudbrack, da 5° Câmara Civil do Tribunal de Justiça, que falará a respeito de sua tese de doutorado em Direito pela Universidade Paris I (Panthéon-Sorbone), chamada "O extermínio de meninos de rua no Brasil: um estudo de política criminal".

A atividade acontecerá às 9h, na Sala II do Salão de Atos, que fica no Campus Centro (Av. Paulo Gama, 110 – térreo). Mais informações pelo telefone 3316-3202, ou no site, em que os egressos podem cadastrar-se.

Colaboração entre a Informática e a França

24/10/2005
25 anos de colaboração entre o Instituto de Informática da UFRGS e a França serão comemorados nos dias 3 e 4 de novembro. Em abril de 1976, aconteceu a primeira missão francesa na época ao Programa de Pós-Graduação em Computação. Em 1980 foi organizado o primeiro acordo de cooperação Capes-Cofecub 46/80 com o INPG de Grenoble. Desde lá diversos foram os projetos, em diversas áreas e com Universidades de várias regiões que foram estabelecidos com os grupos de pesquisa do Instituto de Informática da UFRGS.

Este evento reunirá personalidades brasileiras e francesas, e será organizado em duas partes: a primeira dedicada a um balanço das colaborações passadas e em andamento; a segunda discutirá as colaborações futuras em informática que se vislumbram de cada lado. Essa visão prospectiva, visa a delinear as linhas de pesquisa conjuntas futuras, através de painéis e palestras de convidados. Portanto, um dos objetivo importantes do evento será a preparação das futuras colaborações e de suas formas possíveis: intercâmbios, co-orientações de trabalhos de pós-graduação, etc.

Serão discutidas as pesquisas, as formas de financiamento, além de comemorar os 25 anos do primeiro projeto de cooperação com a França. A escolha de fazer-se tal comemoração em 2005 é também devida ao fato de este ano ser o ano do Brasil na França. O workshop acontecerá no Instituto de Informática da UFRGS, em Porto Alegre, e será pluri-disciplinar, uma vez que vários grupos de pesquisa do Instituto estarão envolvidos nas colaborações com a França.

O programa do evento e mais informações podem ser obtidas em:
www.inf.ufrgs.br/coloquio25anosBrFr

Cofecub seleciona participantes

24/10/2005
Representantes do Brasil e da França reunidos, nos dias 18 e 19, em Paris, para fazer a seleção final de propostas de projetos que concorrem ao programa de intercâmbio científico Brasil-França.

Do total de 91 propostas recebidas, 80 receberam parecer favorável da Capes/MEC. Elas serão examinadas durante reunião binacional, no Ministério das Relações Exteriores da França. O programa é desenvolvido em conjunto entre a Capes e o Comitê Francês de Avaliação da Cooperação Universitária com o Brasil (Cofecub), para estimular a formação de redes de equipes interinstitucionais, associando brasileiros e franceses.

Conhecido como Capes/Cofecub, o programa apóia a realização de missões de trabalho para brasileiros e franceses, além de bolsas de estudos para brasileiros. Um de seus objetivos é estimular a formação e o aperfeiçoamento de pós-graduandos e professores, dos dois países, nas modalidades de doutorado-sanduíche (estágio de doutorando no exterior) e pós-doutorado.

Proposta - Segundo a técnica da Coordenação-Geral de Cooperação Internacional (CGCI/Capes), Jussara Prado, as propostas recebidas foram priorizadas de maneira independente pela Capes e pelo Cofecub. Durante a reunião binacional, os participantes tentarão compatibilizar as escolhas, além de negociar a seleção dos projetos que melhor atendam às expectativas das duas agências. "A expectativa é de que sejam aprovados de dez a 20 projetos", diz.

A reunião terá a participação da coordenadora adjunta da CGCI, Fátima Battaglin, e de quatro consultores brasileiros. A área de ciências exatas e da terra será representada por Lívio Amaral, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul; a área das engenharias, por Álvaro Prata, da Universidade Federal de Santa Catarina; a área de ciências humanas, por Fernanda Sobral, da Universidade de Brasília; e a área de ciências biológicas e saúde, terá como representante Luiz Carlos Silveira, da Universidade Federal do Pará.

[Fonte: Assessoria de comunicação do MEC - 18.10.2005]

O risco da "adultescência"

24/10/2005
É cada vez mais visível o fenômeno de adultos, que receberam educação de qualidade em escolas universidades de elite, ainda vivendo com os pais. É o que psicólogos chamam como parte do que se batizou de "adultescência".

A "adultescência" acaba de ganhar uma estatística sombria, feita pelo Dieese: jovens das famílias mais ricas têm dificuldade de encontrar emprego. A taxa de desemprego, nesse segmento, é de 22%, que é maior do que a média nacional. Não sei quantos sinais são socialmente mais graves do que esse: afinal, são jovens que receberam educação de qualidade, aula particular, apoio de psicólogos, viajaram, foram a museus, cinemas, teatros. Isso sugere que a sociedade está mais e mais exigente, aumentando seus filtros.

Mostra também que os jovens mais pobres, a imensa maioria, sem tantos apoios, tendem sofrer ainda mais restrições. É o que se vê na estatística do Dieese: entre os jovens de 16 a 24 mais pobres o desemprego, nas regiões metropolitanas, se aproxima dos 70%. Daí se avalia o tamanho dessa bomba social.

[Fonte: Gilberto Dimenstein - Folha de São Paulo - 27/09/2005]

Lei de Inovação Tecnológica começa a valer

24/10/2005
O decreto de regulamentação da Lei de Inovação Tecnológica foi assinado dia 11, em solenidade realizada no Palácio do Planalto. Com a assinatura, todos os mecanismos nela previstos entram em vigor. A lei havia sido sancionada em dezembro de 2004, após ser aprovada no Congresso Nacional, mas, para ser implementada, era preciso regulamentá-la.

Em seu artigo 1º, a lei estabelece "medidas de incentivo à inovação e à pesquisa científica e tecnológica no ambiente produtivo, com vistas ao alcance da autonomia tecnológica e ao desenvolvimento industrial do país". A nova lei está organizada em torno de três eixos: a constituição de ambiente propício a parcerias estratégicas entre universidades, institutos tecnológicos e empresas; o estímulo à participação de institutos de ciência e tecnologia no processo de inovação; e o estímulo à inovação na empresa.

"A Lei de Inovação vai facilitar a interação entre as universidades, instituições de pesquisa e o setor produtivo, estimulando o desenvolvimento de produtos e processos inovadores pelas empresas brasileiras, com grande impacto sobre a competitividade do país", disse Sergio Rezende, ministro da Ciência e Tecnologia, após a assinatura do decreto de regulamentação.

Segundo o Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), Rezende destacou, entre os diversos mecanismos da lei, o instrumento da subvenção, que prevê o aporte de recursos públicos, não-reembolsáveis, diretamente às empresas, beneficiando, especialmente, as micro e pequenas empresas inovadoras.

O valor da subvenção será definido anualmente por meio de portaria interministerial e terá como fonte de recursos o Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT). Para aplicação desses recursos, o decreto regulamentar estabelece que deverão ser seguidas as prioridades definidas na Política Industrial, Tecnológica e de Comércio Exterior (Pitce), embora não exclusivamente.

Além da subvenção, a lei estabelece os dispositivos legais para a incubação de empresas no espaço público e a possibilidade de compartilhamento de infra-estrutura, equipamentos e recursos humanos, públicos e privados, para o desenvolvimento tecnológico e a geração de produtos e processos inovadores, e cria regras claras para a participação do pesquisador público nos processos de inovação tecnológica desenvolvidos no setor produtivo.

Para dar início ao processo de debates democráticos para aprimoramento do texto legal, o MCT promoveu duas plenárias, em maio e em setembro de 2003, que contaram com a participação de diversas entidades representativas de setores relacionados ao tema da inovação. Vários outros fóruns e seminários se seguiram para aprofundar a discussão.

Para ler o texto completo da Lei de Inovação, clique aqui.

Língua de sinais (Libras) pelo celular

24/10/2005
Um software criado há dois anos pelo Grupo de Usuários de Java de Brasília, o DFJUG, possibilitará a venda do primeiro celular para surdos, anunciado para o mês que vem pela Brasil Telecom GSM. O software - chamado Rybená (http://www.rybena.org.br/) - transforma a voz em dados e os converte em animações Flash com os símbolos típicos da Língua Brasileira de Sinais (Libras).

A princípio, o aparelho será um Siemens CX65, que tem tela colorida, câmera digital e conexão por meio de infravermelho. O Rybená tem como premissa básica a inclusão social e digital para portadores de necessidades especiais. Foi batizado com um nome originalmente brasileiro - Rybená - Comunicação na língua indígena Xavante.

A LIBRAS é a língua brasileira de sinais e é utilizada pela comunidade surda no Brasil. Diz-se língua e não linguagem porque possui uma estrutura lingüística própria, assim como qualquer outra língua falada no mundo. É possível estudar-se a LIBRAS em todos os seus níveis estruturais: morfológico, sintático etc. A linguagem é a capacidade que o homem tem de se expressar e, para tanto, ele pode utilizar meios não verbais, como gestos, desenhos, cores etc., não necessariamente a língua (linguagem verbal). Por exemplo, uma pessoa que não conheça língua alguma, ainda assim, possui linguagem, já que tem a capacidade de se expressar.

Há uma tendência em se achar que a LIBRAS é uma linguagem pois acredita-se que a língua de Sinais são apenas "gestos", sem nenhuma estruturação lingüística. Pode-se dizer, entretanto, que a Língua de Sinais trata-se de um tipo de linguagem verbal (partindo-se do pressuposto de que o termo "verbal" refere-se à palavra, esteja ela em sua modalidade oral/auditiva ou gestual-visual). A Língua de Sinais não substitui o Português, mas serve de ponte para seu aprendizado. A Língua de Sinais não faz com que o surdo se desestimule a aprender Português ou desista de falar, pelo contrário, é um estímulo a mais.

[Fonte: ZH Digital - 11.10.2005]

Guia gratuito de aulas no ambiente virtual

24/10/2005
Uma dissertação de mestrado apresentada na Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto (EERP), da Universidade de São Paulo (USP), deu origem a uma ferramenta útil: um guia com todas as instruções necessárias para que as instituições de ensino superior comecem a explorar mais os recursos da informática em benefício dos cursos a distância. O guia, que será publicado na forma de livro no começo do próximo ano, conta com informações sobre diferentes modelos de cursos acessíveis via internet. Além disso, a publicação reunirá toda a análise de requisitos de como uma instituição deve proceder para implementar uma plataforma de ensino exclusiva para seus alunos.

"Os conceitos disponíveis no livro poderão ser utilizados para a criação de novos cursos a distância em qualquer área do conhecimento", disse Carlos Alberto Seixas, analista de sistemas e autor do trabalho, à Agência FAPESP. "A intenção é oferecer conhecimento técnico suficiente para que um maior número de professores dê início a suas atividades didáticas em ambientes virtuais de ensino", explica.

Seixas garante que, com o auxílio do guia, os professores terão maior contato com o universo da educação a distância em uma linguagem mais acessível, sem o jargão técnico da informática. "O professor poderá se familiarizar mais rapidamente com os conceitos técnicos e ministrar uma disciplina inteira no ambiente virtual."

Para testar a eficácia das informações do guia, o pesquisador adaptou os dados e criou uma plataforma de ensino a distância exclusiva para a disciplina de enfermagem. O trabalho teve como base o software Teleduc, uma plataforma de educação a distância criada pelo Núcleo de Educação a Distância da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

"O Teleduc é distribuído gratuitamente e está sendo utilizado por várias instituições de ensino e pesquisa. Os dados do guia podem ser adaptados a qualquer plataforma de ensino disponível no mercado", explica Seixas. "No caso da disciplina de enfermagem, ao mesmo tempo em que aprendem conteúdos em sala de aula, os alunos terão à disposição, por exemplo, uma série de exercícios complementares na web."

Mais informações: seixas@eerp.usp.br

[Fonte: Boletim Agência Fapesp - 11.10.2005]

Criado o Colégio Doutoral Franco-Brasileiro (CDFB)

24/10/2005
Novo programa de pós-graduação entre Brasil e França é assinado em Paris. Fernando Haddad e François Goulard estabeleceram a criação do Colégio Doutoral Franco-Brasileiro (CDFB). Os ministros da educação do Brasil e da França assinaram na terça-feira, 11, em Paris, um novo acordo de cooperação internacional para a pós-graduação. Fernando Haddad e François Goulard estabeleceram a criação do Colégio Doutoral Franco-Brasileiro (CDFB). O programa da Capes irá permitir que doutorandos brasileiros e franceses, participantes do Colégio, tenham o título reconhecido automaticamente nos dois países.

O diretor de Avaliação da Capes, Renato Janine Ribeiro, representante da agência na cerimônia, disse que o Colégio irá corresponder à necessidade de internacionalização de um ensino de pós-graduação de qualidade. "A dupla titulação é uma importante conquista para o Brasil, principalmente, para o bolsista que integrar o programa. A banca será mista e o diploma será concedido pela universidade brasileira e pela francesa", informou Janine.

Pelo acordo, estudantes brasileiros poderão fazer doutorado em universidades da França e bolsistas franceses virão para instituições brasileiras com cursos recomendados pela Capes. Eles deverão estar inscritos na universidade de origem no primeiro ano de tese e acompanharão os cursos preparatórios (língua e metodologia da pesquisa), para preparar sua estada na universidade parceira. A seleção dos estudantes será feita conforme os critérios definidos por cada parte nacional e também respeitará a regulamentação adotada pela universidade hospedeira, sendo submetida para aprovação a cada país parceiro.

A tese será defendida perante uma banca mista, da qual necessariamente farão parte os dois co-diretores. A viagem e a acolhida deverão ser autorizadas pela direção dos programas de pós-graduação das instituições participantes dos dois países. Os dois governos definirão ainda o número de bolsas anual.

Colégio Doutoral é iniciativa ousada, diz ministro.

Fernando Haddad destacou a ousadia do Colégio Doutoral Franco-Brasileiro: "É um testemunho de que vamos nos aproximar mais da França. Professores e estudantes serão beneficiados pela ousadia desse acordo", previu. "A contribuição cultural e acadêmica entre os dois países é longa, e o acordo solidifica essa relação." O titular da Secretaria de Educação Superior (SESu/MEC), Nelson Maculan, salientou o fato de o acordo ser estabelecido em condições de igualdade.

"Nada mais justo do que dar seqüência a um projeto que a França já tem com o Japão e com a Índia. Já temos esse intercâmbio de maneira não oficial, com alunos brasileiros estudando na França e franceses no Brasil", disse. "Então, por que não juntarmos nossas competências? É uma cooperação em igualdade." O artigo 4 do acordo determina que os estudantes aceitos por meio de seleção pública e de acordo com os critérios definidos pelo comitê de monitoramento estarão isentos de taxas de inscrição e para realização de exames e despesas dos cursos.

Além disso, uma bolsa de estudos será concedida pelo país de origem para que cada estudante se mantenha durante a pesquisa. Parceria - O governo brasileiro, por meio da Capes, financia cerca de 500 bolsistas na França em diversas áreas, entre elas, engenharias, economia, direito e artes. A maior parte das bolsas é oferecida pela Coordenação de Programas no Exterior da agência. Além disso, existem outros dois programas da área de Coordenação de Cooperação Internacional da Capes com o governo francês.

O programa Capes/Cofecub existe há 26 anos e promove formação em nível de pós-graduação (doutorado sanduíche e pós-doutorado), além de aperfeiçoamento de docentes e pesquisadores. Outro programa com a França é o Brafitec. Foi implementado em 2002 para promover o intercâmbio de estudantes e a formação de professores nas disciplinas de engenharias. Desde então, foram aprovados 17 projetos, resultando em 24 missões de trabalho, 85 missões de estudo do Brasil e envolvendo 222 bolsistas brasileiros e franceses.

[Fonte: Assessoria de Comunicação do MEC - 14.10.2005]

Semana Acadêmica do PPGC-UFRGS

19/10/2005
Visite: http://www.inf.ufrgs.br/pos/ppgc/semanaAcademica/programacao.html

Robôs duelam na UFRGS

18/10/2005
Disputa faz parte do Salão de Iniciação Científica.

Os lutadores pesavam apenas três quilos, mas a animação não devia nada a qualquer outro combate de sumô. Construídos por universitários, oito pequenos robôs mobilizaram as atenções ao se enfrentar na arena circular montada no campus central da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

Integrado ao 17º Salão e à 14ª Feira de Iniciação Científica da universidade, abertos ontem, o sumô de robôs contou até com a participação de um lutador baiano. Quiones, resultado de quatro meses de trabalho de um trio de estudantes de Engenharia Mecatrônica de Salvador, chegou na véspera a Porto Alegre e quase ficou de fora da competição: os universitários não sabiam que o robô deveria ser acionado pelo apagar de uma lâmpada sobre a arena.

- Na hora, tivemos de acoplar um sensor de luminosidade - contou o baiano Frederico Xavier, 20 anos.

Dotado de sensores que detectam os limites da arena, impedindo-o de cair, e de um sonar para localizar o adversário, Quiones subiu à arena para enfrentar Jatobá, projetado por dois alunos do curso de Engenharia Elétrica da UFRGS. Pelas regras, os robôs deviam ter inteligência para lutar sem qualquer interferência externa. Quiones saiu vitorioso.

- Instalamos um transmissor infravermelho e dois receptores para nosso robô saber para onde o adversários está indo. Como temíamos, o sistema identificou o público, como se fosse o oponente. Vamos tentar um ajuste - explicou um dos responsáveis por Jatobá, Edson Sperb.

Mais do que vencer, o objetivo do sumô é lançar os estudantes à pesquisa científica. Valorizar essa iniciação é o objetivo do Salão, que conta neste ano com 2.994 trabalhos.

> Quando: até sexta-feira, das 8h30min às 18h30min. As sessões de apresentação de trabalhos, abertas ao público, ocorrem nos três turnos
As atrações
Confira alguns projetos que podem ser conhecidos:
Proteção para mineradores
Um túnel montado no saguão da reitoria da UFRGS chama a atenção para um projeto que vem garantindo mais saúde para mineradores gaúchos. Ele reproduz as condições que estudantes de Engenharia de Minas encontraram no ano passado em uma área de garimpo de Ametista do Sul: ao usar um martelete movido a ar comprimido para escavar, os mineradores produziam uma grande quantidade de poeira, que comprometia seus pulmões. Os acadêmicos acoplaram ao martelete uma peça que injeta água em lugar de ar, reduzindo o pó em 90%. Também instalaram um tubulação que joga ar fresco no túnel.
Mecânica na prática
Levou seis meses para uma equipe de alunos do curso de Engenharia Mecânica da UFRGS projetar e construir o Mini Baja, veículo movido por um motor de geração de energia.
- O legal do projeto é que a gente vê na prática o que aprendeu na faculdade - explica o estudante Jones Tubino Jr., 19 anos.
Em abril, Tubino participou com outro protótipo em uma competição que reuniu 70 carros em Piracicaba (SP). O veículo da UFRGS acabou quebrando durante o enduro de quatro horas. Os estudantes trabalham agora em uma versão aprimorada do Mini Baja.
Como visitar
> O que: 17º Salão de Iniciação Científica e 14ª Feira de Iniciação Científica
> Onde: no campus central da UFRGS, em Porto Alegre
> Quanto: a visita é gratuita
> Informações: (51) 3316-3629 e www.ufrgs.br/propesq/sic.htm

Protocolo intensifica pesquisas em informática

18/10/2005
Através do Instituto de Informática, a UFRGS, a FAURGS e a NANGATE S/A irão intensificar as atividades conjuntas de pesquisa e desenvolvimento tecnológico em suas respectivas instalações. O Protocolo de Cooperação Técnico-Científica e Convênio, aprovado pelo CONSUN, visa à realização de pesquisa, desenvolvimento, aperfeiçoamento e melhoria da qualidade de novos materiais, dispositivos, produtos, assim como a implantação de novos sistemas ou processo, em áreas de interesse comum, em especial aqueles ligados às áreas de Informática e Microeletrônica.

Seminário: Pesquisa e Inovação

17/10/2005
Leia o convite.

XVII Salão e XIV Feira de IC da UFRGS

17/10/2005
De 17 a 21 de outubro.

O XVII Salão e a XIV Feira de Iniciação Científica da Universidade Federal do Rio Grande do Sul – UFRGS acontecerá de 17 a 21 de outubro, no Campus Central da Universidade. Esta edição encerrou as inscrições com 2989 trabalhos inscritos, sendo 1925 (64%) de trabalhos inscritos por bolsistas/estudantes da UFRGS e 1069 trabalhos (36%) de outras instituições do estado e do país.

As inscrições para participação como ouvinte estão abertas até o primeiro dia do evento, 17 de outubro. Nessa modalidade de participação, os inscritos podem assistir as sessões temáticas de todas as áreas do conhecimento, conforme programação disponível no site do evento (http://www.propesq.ufrgs.br/), tendo direito à certificado com carga horária correspondente e mini-cd com resumos dos trabalhos apresentados. As inscrições podem ser feitas através de formulário eletrônico no mesmo site.

Informações: http://www.propesq.ufrgs.br/ ou pelos fones (51) 3316-4102/ 3316-4085.

[Fonte: Assessoria de Comunicação da Pró-Reitoria de Pesquisa da UFRGS]

"Como usar CT&I para a Inclusão Social?"

17/10/2005
ONGs preparam agenda para a Conferência Nacional de CT&I. Pergunta lançada, este ano, pelos organizadores é "Como usar CT&I para a Inclusão Social?"

Entre os dias 17 e 19 de outubro, cerca de 20 organizações não governamentais (ONGs) irão se reunir em uma oficina de trabalho, no Centro Cultural de Brasília, com o objetivo de preparar a participação do setor na III Conferência Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação (3CNCTI). A proposta principal da 3CNCTI, marcada para 16, 17 e 18 de novembro, em Brasília, é: "Ampliar o debate e as percepções sobre como a CT&I, produzidas no Brasil, devem ser usadas como estratégia para promover o desenvolvimento econômico, político, social e cultural do país".

Na oficina preparatória, que está sendo articulada pelo ITS, com apoio da Secretaria para a Inclusão Social do MCT, as ONGs convidadas terão espaço para avaliar os avanços e desafios na execução de suas ações, com interesse especial na produção de conhecimentos direcionados a responder as demandas da população e promover inclusão social. A ênfase será em Segurança Alimentar e Nutricional. Este esforço visa subsidiar a formulação de propostas e diretrizes para políticas públicas de inclusão social e fortalecimento da cidadania, no âmbito da CT&I.

Seu primeiro fruto será a consolidação de uma agenda de CT&I que incorpore este objetivo. O documento será apresentado durante a 3ª CNCTI, no espaço dedicado a debater "Inclusão Social". É a primeira vez que este tema ganha destaque na Conferência, como um dos cinco eixos da programação.

A pergunta lançada, este ano, pelos organizadores é "Como usar CT&I para a Inclusão Social?". Vale ressaltar que a II Conferência Nacional de CT&I, realizada em 2001, representou um esforço importante para motivar a sociedade a pensar como a CT&I podem ajudar o desenvolvimento e contribuir para a visão de futuro do país. Desde aquele momento, a inserção das ONGs no processo de construção de CT&I no Brasil vem sendo discutida, de forma mais sistemática. A 3CNCTI dará continuidade a este debate, no qual as ONGs têm participado ativamente.

Mais informações sobre o evento no site http://www.itsbrasil.org.br/
Para saber mais sobre a Conferência, acesse: http://www.cgee.org.br/cncti3/

[Fonte: Jornal da Ciência nº 2874 - 13.10.2005]

O destino dos pós-graduados

17/10/2005
Cooperação técnica será entre ministérios da Educação, C&T e Planejamento.

Conhecer o destino dos mestres e doutores brasileiros, identificar as áreas onde há maior demanda de recursos humanos qualificados e definir parâmetros para políticas de desenvolvimento industrial são alguns objetivos que os ministérios da Educação, da C&T e do Planejamento, Orçamento e Gestão querem alcançar, trabalhando juntos. Para isso, eles assinara terça-feira, 5, um acordo de cooperação técnica. Para o ministro da Educação, Fernando Haddad, é importante os órgãos do governo federal se aproximarem para promover o desenvolvimento econômico e social, especialmente porque a educação superior vive, hoje, um "apagão do iluminismo".

Esse apagão, disse, ocorre porque o país passou por processo de privatização sem marco regulatório. Haddad anunciou que o MEC prepara projeto de expansão da graduação a partir de vertentes, entre elas, a análise das demandas do mercado de trabalho. O ponto de partida será uma pesquisa do presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), Reynaldo Fernandes. A pesquisa vai orientar a Secretaria de Educação Superior, órgão regulador da graduação, na escolha das áreas de expansão.

Acordo - Para concretizar o acordo de cooperação, os três ministérios farão estudos sobre os avanços e desafios das áreas de inserção tecnológica e demandas e oportunidades de trabalho para mestres e doutores. A cooperação se dá entre as duas áreas de formação de recursos humanos em pós-graduação – Capes e CNPq - e o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea/Ministério do Planejamento). Na conjugação de esforços, o presidente da Capes, Jorge Guimarães, anunciou a liberação do Portal de Periódicos para acesso dos pesquisadores do Ipea. O portal tem 9.100 títulos de fontes nacionais e internacionais, todas as patentes do mundo concedidas desde 1966 e todo o acervo da área química.

Já o presidente do CNPq, Erney de Camargo, vai compartilhar com o banco de dados do Cadastro de Pessoa Física da Receita Federal que ajudará na localização dos mestres e doutores. Glauco Arbix, presidente do Ipea, disse que o instituto discute junto à Câmara de Desenvolvimento Econômico a criação de fundo de financiamento da política industrial, onde recursos humanos terão peso substancial. O fundo, disse, terá R$ 8 bilhões em oito anos e seu objetivo é reunir dezenas de pequenos programas da área para facilitar o acesso das empresas e um banco de dados sobre recursos humanos.

[Fonte: Assessoria de Imprensa do MEC - 07.10.2005]

Mapa da Ciência,Tecnologia e Inovação

17/10/2005
As instituições de ensino e pesquisa e os centros e museus de ciência que atuam dentro do estado podem ser conhecidos agora com apenas alguns cliques no mouse. A Secretaria de Ciência, Tecnologia e Desenvolvimento Econômico colocou no ar, na internet, o Mapa da Ciência, Tecnologia e Inovação em São Paulo. O levantamento, fruto de uma parceria entre o governo e o Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), já inclui cerca de 350 instituições. Para chegar até elas, o usuários tem várias possibilidades.

A pesquisa pode ser feita por região administrativa, por município ou por meio de cruzamento de informações sobre a natureza, tipo de acervo ou atividade principal. Outra alternativa para o usuário é percorrer com o mouse uma árvore hiperbólica que abre chaves a partir de 15 municípios. Um deles, por exemplo, é o de Sorocaba. Ao arrastar o apontador sobre o nome da cidade, vários outros links vão aparecer. A lista tem desde os hospitais que existem no próprio município até as unidades de pesquisa da Universidade Estadual Paulista (Unesp), do Campus de Botucatu. As regões, por estarem na mesma área do estado, ficaram agrupadas.

O mapa tem ainda uma ferramenta de busca que leva mais rapidamente às fichas com serviços prestados e informações completas sobre bibliotecas, arquivos, observatórios astronômicos, laboratórios e outras unidades envolvidas com C&T&I em São Paulo.

O mapa pode ser consultado no endereço: www.ciencia.sp.gov.br/ciencia/mapa/

[Fonte: Boletim Agência Fapesp - 10.10.2005]

Mulheres na Ciência

17/10/2005
Os dados parecem sugerir que se reproduz na carreira acadêmica os mesmos mecanismos de exclusão que ocorrem na sociedade em relação às mulheres.

As mulheres, mesmo com participação crescente nas atividades acadêmicas e de pesquisa, ainda são minoria no topo da carreira científica e raramente ocupam postos de destaque. Esta situação poderá mudar, acreditam alguns, pelo fato de já serem maioria entre os estudantes de todos os níveis de formação, inclusive o de doutorado. Em 2004, 56.069 estudantes do sexo feminino estavam envolvidos em pesquisa, ao lado de 44.106 do sexo masculino, segundo os recentes dados do Diretório dos Grupos de Pesquisa - DGP (censo de 2004), do CNPq.

Entretanto, se ao lado da análise desses dados, acrescenta-se aquela referente às Bolsas de Produtividade de Pesquisa [Nota], do CNPq, poderemos observar que a situação das mulheres na ciência vai além de uma mera questão quantitativa. Segundo os últimos dados do DGP, a maioria dos pesquisadores ainda é do sexo masculino: são 41.168 homens e 36.080 mulheres engajados em pesquisa, o que significa 47% de participação feminina. Entretanto, este percentual se modifica entre líderes e não-líderes: a liderança feminina na pesquisa representa 42% do total de líderes. Entre não-líderes, a participação feminina quase se iguala à masculina, com 49%. Entre pesquisadores doutores, a participação das mulheres é também de 42%.

O sexo feminino predomina apenas entre os pesquisadores até 29 anos. A partir dos 30 anos, a participação masculina é crescente, sendo a faixa de 35-39 aquela em que o número de mulheres é mais reduzido, provavelmente por coincidir com a fase reprodutiva da mulher, nessa categoria social. Entre 40 - 50, o percentual feminino volta a crescer, atingindo patamar anterior. As áreas do conhecimento também se caracterizam por um domínio maior de um ou de outro sexo. Nas tecnológicas e nas chamadas hard sciences - Engenharias, Exatas e da Terra - e nas Agrárias predominam os homens. As mulheres são numericamente pouco representadas, principalmente na Física e na Matemática.

Do total de pesquisadores das Engenharias, no Diretório, as mulheres são aproximadamente 1/4 do total de pesquisadores, e 1/3 nas áreas de Exatas e Agrárias. Bolsas de Produtividade em Pesquisa – PQ são bolsas concedidas pelo CNPq a pesquisadores de todas as áreas, mediante projeto de pesquisa analisado e avaliado por Comitês Assessores – CAs. Cada CA é constituído por pesquisadores indicados pelas associações acadêmicas, mas escolhidos pelo Conselho Deliberativo (CD), instância máxima do CNPq.

A principal atribuição dos CAs é julgar as propostas de apoio à pesquisa e à formação de recursos humanos enviadas ao CNPq pelos pesquisadores, dentro de um modelo de avaliação intitulado peer revew – ou julgamento pelos pares. A competição, nessa modalidade de bolsa, é bem acirrada, entre outros motivos porque essas bolsas não atendem a toda demanda qualificada, tornando-se elemento de distinção acadêmica. Nos últimos anos, o aumento que tiveram não acompanhou o crescimento dos pesquisadores no país. Representam, atualmente, cerca de 15% do total de pesquisadores doutores cadastrados no Diretório.

O CNPq concedeu, em 2004, 8.454 bolsas de PQ, sendo 5.637 bolsas para homens e 2.817 para mulheres, o que corresponde a 33% do total das bolsas concedidas. Esta relação tem permanecido pelo menos nos últimos 5 anos. É importante também ressaltar que entre as bolsas de Produtividade em Pesquisa, o perfil masculino, dado pelo maior número de pesquisadores do sexo masculino nas áreas, é mais acentuado do que aquele encontrado no Diretório. Entre os bolsistas, as mulheres representam aproximadamente 1/5 do total de pesquisadores das Ciências Exatas e da Terra e Engenharias.

Em algumas áreas específicas essa proporção é ainda menor: de 186 bolsistas na Matemática, apenas 19 são mulheres e, na Física, há 533 homens e 63 mulheres bolsistas de PQ. Uma outra observação a fazer diz respeito ao fato de predominarem, nas Ciências Biológicas e da Saúde dos dados do Diretório, pesquisadores do sexo feminino, enquanto nessas mesmas áreas, entre bolsistas de Produtividade em Pesquisa, predominam os do sexo masculino. A participação da mulher continua a diminuir à medida que se aproxima o topo da carreira.

Quando a análise se concentra nas categoria/nível 1A e 1B, as bolsistas representam apenas 1/4 do total. Nas áreas de Agrárias, Exatas e da Terra e Ciências da Computação e Engenharias, esse percentual gira em torno de 10% ou menos, do total das bolsas atribuídas ao sexo masculino. Nas Engenharias e Ciências da Computação foram concedidas 244 bolsas para homens e 14 para mulheres, nos níveis mais altos. Apenas na área de Artes, Letras e Lingüística, a maioria de bolsistas do sexo feminino permanece nos níveis mais altos. Nas outras áreas, mesmo naquelas que são formadas por maioria de bolsistas mulheres, estas dominam apenas nos níveis iniciais da carreira e os homens dominam nos níveis superiores.

Essa é a realidade das áreas de Botânica, Genética, Imunologia, de Nutrição e Saúde Coletiva, de Ciência da Informação e de História e Sociologia, por exemplo. Mesmo em áreas em que a maioria dos cientistas é do sexo feminino, e de forma consolidada e expressiva como na Educação e na Psicologia, ainda assim não se reproduz no topo da carreira acadêmica a mesma relação da base. E nas áreas de forte presença masculina, como na Matemática e na Física, a participação das mulheres é ainda menos expressiva. Na Física, entre quase 600 bolsistas, havia somente uma mulher bolsista 1 A , nos últimos anos, e em 2004, duas bolsas foram concedidas a mulheres.

Deve-se considerar, também, o papel que desempenham os CAs e os CDs nesse processo, uma vez que sempre foram formados majoritariamente por pesquisadores do sexo masculino. Hoje, os comitês que constituem as áreas de Humanas e Sociais Aplicadas, Letras, Lingüística e Artes, são compostos por 21 mulheres e 20 homens. Nas Ciências da Vida, são 64 homens e 16 mulheres; e nas Engenharias, Ciências Exatas e da Terra, são 72 homens e apenas 3 mulheres.

É preciso louvar, entretanto, algumas ações pontuais que repercutem afirmativamente na participação feminina nos mais altos postos da carreira acadêmica: no CD, a partir de 2005, 3 mulheres passaram a compor o Conselho, ao lado de 16 homens; e na gestão anterior, a vice-presidência do CNPq era ocupada por uma mulher. Apesar de serem invocados os critérios de mérito e de excelência acadêmica, é preciso questionar, porém, porque em uma população na qual as mulheres são quase 50%, com contribuições individuais tão importantes, no topo da carreira participem com percentuais tão pequenos, não acompanhando a mesma relação que se observa na base da pirâmide.

Esses dados parecem sugerir que se reproduz na carreira acadêmica os mesmos mecanismos de exclusão que ocorrem na sociedade em relação às mulheres, tornando necessários estudos que melhor compreendam as questões de gênero no campo científico. Fonte dos dados: Diretório dos Grupos de Pesquisa e Assessoria de Estatísticas e Informação – CNPq. Nota: O número de bolsas de produtividade em pesquisa no texto são números médios de bolsista por ano.

[Fonte: JC e-mail 2868 - 04.10.2005 - Artigo enviado por Isabel Tavares, doutora em Sociologia pela UnB]

Dia do professor

13/10/2005
15 de outubro
Como hoje será um dia de muitas homenagens, discursos incisivos em defesa dos professores e da importância da educação, a sociedade também poderia dar sua contribuição ao cobrar de governos a transformação em realidade das promessas em relação ao ensino.

Os dados do estudo "Estatística do Professor Brasileiro" deveriam causar comoção na sociedade brasileira. Mesmo em comparação com categorias profissionais nas quais as exigências de escolaridade são semelhantes, os professores do País recebem salários mais baixos. A distorção ocorre num país onde a educação é "prioridade" nas campanhas eleitorais e é encarada quase de forma unânime como principal mecanismo para a promoção da cidadania e desenvolvimento econômico. Apesar dos avanços verificados nos últimos anos, tênues para as necessidades do País, o diagnóstico sobre os salários comprova a manutenção de uma distância enorme entre a teoria e a prática. Mesmo assim, o estudo não chegou a causar nenhum impacto na opinião pública. Mais uma vez, os professores comemoram seu dia hoje tendo de contentar com o dizer em vez do fazer.

Salários decentes para professores não são garantia automática de qualidade na educação. E nem será simplesmente elevando vencimentos que eventuais despreparados profissionais se tornarão aptos. Vale para qualquer profissão. No entanto, como toda a sociedade e o governo sabem, os salários dos professores brasileiros são realmente baixos. A comparação com demais categorias apenas demonstra a gravidade do problema. Com tal circunstância, fica evidente o desinteresse pela profissão, tão celebrada - merecidamente - na teoria, mas ainda longe de ser valorizada na prática.

O estudo produzido pelo Instituto Nacional de Pesquisas Educacionais (Inep), ligado ao Ministério da Educação, confirmou ainda dados descobertos em pesquisa da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), realizada há dois anos. São imensas as desigualdades regionais. Não bastasse isso, metade dos professores trabalha em escolas sem bibliotecas, apenas 20% dos estabelecimentos de ensino são dotados de laboratórios de ciências e a grande maioria não conta com equipamentos de informática. E 43% dos professores da educação infantil e ensino fundamental não concluíram o ensino superior.

Como hoje será um dia de muitas homenagens, discursos incisivos em defesa dos professores e da importância da educação, a sociedade também poderia dar sua contribuição ao cobrar de governos a transformação em realidade das promessas em relação ao ensino. A pressão deve começar pela escola pública: hoje, quem pode se refugia no ensino privado - uma alternativa que não merece nenhuma contestação -, mas, quando mensalidades se transformam incompatíveis com seus orçamentos, se voltam contra os próprios estabelecimentos privados. Ensino público que fique para os pobres. Enquanto a mentalidade não mudar, isto é, a sociedade organizada também permanecer só no discurso na defesa da educação, é muito difícil governos encararem o ensino de forma mais eficiente. Um bom começo seria a valorização dos profissionais da educação.

Se o País mantiver a associação imediata entre educador e salário baixo - a primeira a ocorrer para a maioria dos brasileiros -, a educação não vai nos levar para tão esperado grandioso futuro.

[Fonte: Editorial jornal A Notícia - Santa Catarina]

Início do horário de verão 2005/2006

13/10/2005
O CAIS [Centro de Atendimento a Incidentes de Segurança] gostaria de trazer à atenção de todos que, de acordo com o Decreto 5.539 de 19 de Setembro de 2005, o horário de verão 2005/2006 terá início à zero hora (00:00) do dia 16 de Outubro de 2005, com término à zero hora (00:00) do dia 19 de Fevereiro de 2006.

Para tanto, no próximo dia 16 de Outubro, será preciso adiantar os relógios em 1 hora nos estados que participam do horário de verão. São eles:

  • Rio Grande do Sul
  • Santa Catarina
  • Paraná
  • São Paulo
  • Rio de Janeiro
  • Espírito Santo
  • Minas Gerais
  • Goiás
  • Mato Grosso
  • Mato Grosso do Sul
  • Distrito Federal

Lembramos a todos que, tratando-se de incidentes de segurança, a precisão dos relógios dos sistemas é fundamental para manter a consistência dos logs, além de ser imprescindível nas investigações e identificação de responsáveis. Lembramos ainda que os logs reportados durante a vigência do horário de verão estarão no timezone GMT-2.

O Decreto 5.539, que institui o horário de verão 2005/2006 no território nacional, está disponível no seguinte endereço:

O CAIS recomenda que os administradores mantenham seus sistemas e aplicativos sempre atualizados, de acordo com as últimas versões e correções oferecidas pelos fabricantes. O CAIS Alerta também é oferecido no formato RSS/RDF: ttp://www.rnp.br/cais/alertas/rss.xml

Curso Mídias na Educação - UFRGS

13/10/2005
O curso Mídias na Educação, desenvolvido pela Secretaria de Educação a Distância (Seed), definiu as quatro universidades que coordenarão a produção de conteúdo para os módulos sobre rádio, TV, informática e material impresso. As federais de Pernambuco (UFPE), Ceará (UFC), Rio Grande do Sul (UFGRS) e Alagoas (Ufal) vão auxiliar o Ministério da Educação a capacitar, a partir do dia 25 de outubro, dez mil professores para o uso dos meios de comunicação no processo de ensino-aprendizagem.

A escolha das universidades foi motivada por suas experiências em EAD, na utilização do ambiente de aprendizado e-ProInfo - desenvolvido pela Seed - e na realização de projetos em parceria com o MEC. As coordenadoras agruparão as instituições de ensino superior responsáveis pela produção de conteúdo e adaptarão este material para a internet.

[Fonte: Portal do MEC, 26/09/2005 - Brasília DF]

Simpósio debate computação de alto desempenho

13/10/2005
Acontece de 24 a 27 de Outubro, no Hotel Pestana Rio Atlântica, em Copacabana, o XVII Simpósio Internacional de Arquitetura de Computadores - Processamento de Alto Desempenho (SBAC-PAD 2005).

No evento serão apresentados artigos de vários autores nacionais e internacionais sobre diversos temas relacionados às áreas de interesse do simpósio: arquiteturas e sistemas operacionais paralelos; linguagens e algoritmos paralelos; balanceamento de carga e sistemas tolerantes a falhas são algumas que podemos destacar. Este ano o evento será realizado em conjunto com o Workshop de Sistemas e Computação de Alto Desempenho (WSCAD 2005) e com o Fórum de Tecnologias e Aplicações de Sistemas de Alto Desempenho (FSAD 2005).

O SBAC-PAD 2005 contará com a presença de palestrantes internacionais de renome: Gurindar S. Sohi da Universidade de Wisconsin-Madison, EUA; Ronald Perrott professor de Engenharia de Software na Queen´s University of Belfast, Reino Unido; Peter W. Haas do High Performance Computing Center, em Stuttgart, Alemanha; Constantino Tsallis pesquisador do Instituto Santa Fé, EUA e professor do Centro Brasileiro de Pesquisa de Física (CBPF), Brasil.

Na programação do SBAC-PAD 2005 encontra-se também a apresentação de dois tutoriais de nível internacional: "Projeto de Arquitetura de Processadores para Aplicações Específicas", apresentado por Rainer Leupers, da Universidade de Aachen, Alemanha e "Desenvolvimento Acelerado de Aplicações para Grades de Computadores" apresentado por Artur Andrzejak, do Zuse Institute Berlin, Alemanha.

No âmbito do WSCAD, além de palestras de 24 artigos selecionados entre autores das melhores Universidades do país, haverá a apresentação de uma série de mini-cursos especialmente elaborada para o evento: "Sistemas de Computação Baseados em Máquinas Virtuais" apresentado por Lauro Whately, UFRJ; "Otimização de Desempenho de Software: Conceitos, Técnicas, Métodos e Exemplos" apresentado por Carlos Martins, PUC-Minas e "Construção de Modelos de Processadores Usando uma Linguagem de Descrição de Arquiteturas" apresentado por Sandro Rigo, da Unicamp.

O FSAD 2005 contará com diversas palestras de empresas de tecnologia, entre as quais destacamos José E. Moreira, arquiteto do Blue Gene Software Systems da IBM Systems & Technology Group, que dará a palestra "The Evolution of the Blue Gene/L Supercomputer". O projeto Blue Gene começou no final de 1999, e cinco anos depois surgiam as primeiras máquinas Blue Gene/L. Desde então o Blue Gene/L se posicionou como o mais rápido computador no planeta, alcançando a velocidade de 70 teraflops.

Por outro lado, Marcos Alberto de Souza, da NEC do Brasil, também participará do simpósio e dará a palestra "The Real Supercomputing Race" sobre a busca pelo mais rápido e poderoso computador do mundo, que até o ano passado era um computador produzido pela NEC. Marcos Alberto de Souza é analista de sistemas sênior e trabalha como residente no Sistema de Engenharia para a NEC no INPE/CPTEC desde 1994, tendo trabalhado durante 6 meses em Tóquio com o supercomputador da NEC SX-3.

Outras empresas e instuições participantes do FSAD 2005 que apresentarão palestras técnicas são Intel, Petrobras, CISCO, Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), EMPRAPA, Laboratório Nacional de Computação Científica (LNCC) e UFRJ. O SBAC-PAD 2005 e seus eventos paralelos são uma organização conjunta de diversas Universidades: UFRJ, UFF, UERJ e USP, sob a coordenação geral de Gabriel P. Silva, pesquisador no Núcleo de Computação Eletrônica da UFRJ e professor do Programa de Pós-Graduação do IM-NCE/UFRJ.

A participação no SBAC-PAD está aberta a professores, pesquisadores, especialistas e estudantes graduados do Brasil e do exterior, sendo que as inscrições podem ser realizadas diretamente na página do evento em http://www.sbc.org.br/sbac/2005.

[Fonte: Assessoria de comunicação do evento - 10.10.2005]

Senhas demais, segurança de menos

13/10/2005
Vinte e oito por cento dos funcionários de grandes companhias americanas precisam guardar mais de 13 senhas para fazer seu trabalho. Esse número está entre os resultados de um levantamento feito pela firma RSA Security. Segundo a empresa, 30% dos funcionários precisam lidar com um número variando entre oito e doze senhas.

Mas o problema não se restringe à esfera pessoal dos usuários. Conforme o estudo, 82% deles esquecem as senhas e pedem a ajuda do helpdesk para acessar os sistemas. A conseqüência óbvia é a perda de produtividade, além do aumento de custos. O excesso de senhas também conduz a brechas de segurança. Ainda segundo a pesquisa, 25% dos usuários anotam as senhas num documento no PC, 22% em micros de mão e 15% simplesmente fazem lembretes em folhas de papel que ficam na mesa de trabalho.

[Fonte: Info Online - 03.10.2005]

Falsa prioridade sobre educação no Brasil

13/10/2005
68,8% dos alunos do 3º ano do ensino médio tiveram seu nível de conhecimento classificado entre crítico e muito crítico. É um fracasso. Eis o texto do editorial:

No discurso, tanto o dos políticos como o dos eleitores, a educação é sempre prioridade. Mas basta dar uma espiada nas avaliações internacionais e nacionais de desempenho de alunos para constatar o desastre que é o ensino brasileiro. No último Pisa, programa de avaliação da OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico), o Brasil ficou em 37º lugar entre 40 países em compreensão de leitura e em último em matemática. Nas apreciações domésticas a situação não é muito melhor.

Dados do último Saeb (Sistema Nacional de Avaliação da Educação Básica), também de 2003, mostram, por exemplo, que 68,8% dos alunos do 3º ano do ensino médio tiveram seu nível de conhecimento classificado entre crítico e muito crítico. É um fracasso. E a situação tende a piorar no futuro. Como mostrou a reportagem principal do último Sinapse, publicado na terça-feira, a profissão de professor corre risco de extinção no país.

Como praticamente não existem estímulos para procurar essa carreira, o cenário poderá ficar crítico nos próximos dez anos. Pesquisa da CNTE (Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação), realizada em 2003, mostrou que 53,1% dos professores em atividade estavam na faixa dos 40 aos 59 anos, e 38,4% tinham entre 25 e 39 anos.

Só 2,9% se encontravam na categoria entre 18 e 24 anos. A pergunta inescapável é: quem vai substituir os atuais mestres à medida que eles forem se aposentando? A escassez de docentes já é perceptível em vários Estados, em especial em áreas técnicas (física, química e matemática), cuja formação encontra em outras atividades da iniciativa privada condições profissionais mais convidativas que as oferecidas por escolas.

E não se fala apenas de salário mas também de prestígio. Até algum tempo atrás, professores já ganhavam mal, mas ainda tinham um alto reconhecimento social. A situação é grave e não permite tergiversações. Ou o Brasil decide tornar a educação uma prioridade real, e não apenas retórica, ou a falta de educação continuará causando grandes danos ao Brasil.

[Fonte: Folha de São Paulo - 3.10.2005]

A Internet na Atividade Científica

13/10/2005
Podemos afirmar que a Internet é hoje uma dos mais importantes instrumentos de infra-estrutura científica.

Quando iniciei minha atividade científica em 1969, uma das tarefas mais importantes era ir toda quarta-feira pela manhã à biblioteca do Instituto de Biofísica Carlos Chagas Filho ou a do Instituto Oswaldo Cruz apreciar os novos números das revistas científicas especializadas que traziam as novidades. Naquela ocasião era usual a leitura atenta do artigo na própria biblioteca e a organização de fichas para cada artigo, onde se anotava os dados mais relevantes. Em casos muito especiais se encomendava uma cópia fotográfica do artigo, importante, sobretudo, quando nele havia fotografias.

As cópias xerográficas de então eram raras e de baixa qualidade. Quando o artigo era realmente importante, quase sempre escrevia uma carta ao autor solicitando uma cópia original, quase sempre autografada, que era enviada pelo correio regular, o que fazia com que o recebesse quase dois meses depois. Fazia parte da rotina diária ir à caixa postal do correio institucional em busca dos artigos que chegavam. Recordo ainda a satisfação de encontrar pela primeira vez dezenas de pedidos de cópias do primeiro artigo que publiquei em uma revista internacional.

A satisfação foi tanta que procurei o Professor Carlos Chagas Filho para mostrar a correspondência, indicando orgulhosamente que pesquisadores importantes estavam interessados no meu trabalho. Nessa ocasião, era comum analisarmos o êxito do trabalho pelo número de pedidos de separatas que recebíamos. Gradativamente foram surgindo copiadoras xerográficas com qualidade e velocidade crescentes. Essas passaram a ser consideradas como equipamentos importantes em uma biblioteca. Filas se formavam e muitas vezes tínhamos que esperar vários dias para obter a cópia final.

A grande revolução teve início quando surgiu a Internet. No mundo, ela começou como uma atividade meramente acadêmica, em outubro de 1969, quando ocorreu a primeira comunicação entre os campi universitários de Los Angeles e de Stanford, na Califórnia. No RJ a Internet surgiu em 1992 como uma rede acadêmica, contando com nós localizados no Laboratório Nacional de Computação Científica (LNCC), na Universidade Federal do RJ (UFRJ) e na Pontifícia Universidade Católica (Puc).

Essa rede pioneira passou por várias ampliações ao longo dos anos, destacando-se o uso da tecnologia ATM em 2003 e culminando com a recente ampliação para a faixa dos gigabites, sempre com o apoio da Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa (Faperj), agência de fomento do governo do Estado do RJ. A Internet veio transformar a rotina de um pesquisador. Hoje, é muito raro ir à biblioteca. Posso consultar todas as revistas publicadas e ter acesso ao conteúdo integral dos artigos, inclusive visualizar as fotografias com resolução semelhante à do original.

Não mais escrevo cartas ou solicito cópias originais de artigo. Quando o faço, solicito uma cópia em pdf. Tudo indica que muito brevemente não mais será necessário enviar membros da equipe para analisar amostras em equipamentos sofisticados que não dispomos. Basta enviar a amostra e realizar a análise por telemicroscopia, sobretudo com o uso da rede mundial de computadores operando em rede giga, onde a qualidade da imagem é fantástica. Por tudo isso, podemos afirmar que a Internet é hoje uma dos mais importantes instrumentos de infra-estrutura científica, razão pela qual se justifica todo o investimento que o governo do Estado do RJ vem fazendo na Rede Rio, visando ampliá-la e atualizá-la permanentemente.

[Fonte:Wanderley de Souza, secretário de CT& I do RJ - Jornal do Comércio - 29.09.2005]

Europa insiste na democratização da internet

11/10/2005
A União Européia afirmou nesta sexta-feira que o controle da internet precisa ser mais democrático, realizado por diversos governos e pelo setor privado. Os Estados Unidos, que atualmente têm controle sobre a ferramenta, defendem que a situação seja mantida como está. O debate aconteceu durante uma reunião em Genebra, na Suíça. "Estamos procurando um novo modelo de cooperação. Esta nova estrutura permitiria que o gerenciamento da internet tivesse como base políticas públicas, criadas por diversos países que se interessam pelo assunto. A internet é global e a União Européia tem isso muito claro", disse Martin Selmayr, porta-voz da UE.

O encontro de Genebra é o último antes da Cúpula Mundial da Sociedade da Informação, que será realizada na Tunísia em novembro. Outros participantes fizeram coro às declarações do porta-voz, dizendo que um único país não pode ter total controle sobre uma "parte vital da economia global". Na quarta-feira, a União Européia divulgou mais uma vez a proposta de que o controle de domínios deixasse de ser realizado pela norte-americana Icann (Corporação da Internet para Nomes e Números Designados) e passasse a ser feito por um grupo internacional, como a ONU (Organização das Nações Unidas). A Icann, uma organização privada criada em 1988, está sob responsabilidade do Departamento de Comércio dos EUA.

David Gross, coordenador norte-americano para comunicações internacionais, disse que os EUA ficaram "profundamente decepcionados" com o fato de a União Européia ter feito esta proposta. "Não vamos concordar que a UE tome controle da internet. Alguns países querem que isso aconteça, mas consideramos essa alternativa inaceitável."

[Fonte: Folha de São Paulo Online - 02.10.2005]

Bolsas de pesquisador sênior e tecnológico

10/10/2005
O CNPq deve realizar ainda este ano uma chamada para seleção dos novos bolsistas DT.

Os pesquisadores da área tecnológica e industrial acabam de ser atendidos, depois de décadas de espera, em uma de suas mais insistentes reivindicações: foi homologada nesta quarta-feira pelo Conselho Deliberativo (CD) a proposta do presidente do CNPq, Erney Camargo, de criação da Bolsa de Produtividade em Desenvolvimento Tecnológico e Extensão Inovadora (DT), a versão tecnológica da tradicional Bolsa de Produtividade em Pesquisa (PQ).

Na mesma reunião, a 133ª da história do CD, foi aprovada também a criação da categoria Pesquisador Sênior dentro da bolsa de Produtividade em Pesquisa, a ser destinada aos pesquisadores com no mínimo 15 anos de bolsa de PQ, categoria I, nível A, do CNPq. A bolsa Desenvolvimento Tecnológico e Extensão Inovadora terá duração de 36 meses e a mensalidade varia de acordo com o enquadramento do tecnologista. Os requisitos e critérios para classificação dos bolsistas são parecidos com os da bolsa de Produtividade em Pesquisa, mas a novidade é que não há exigência de produção científica em sua área de atuação.

Outras exigências são título de doutor ou perfil científico/tecnológico equivalente; experiência em sua área de atuação; experiência no desenvolvimento de protótipos, processos e produtos e na obtenção de patentes; experiência em atividade de geração e transferência de tecnologia e extensão inovadora e experiência na formação de recursos humanos.

O CNPq deve realizar ainda este ano uma chamada para seleção dos novos bolsistas DT. Está prevista a oferta inicial de 200 bolsas, em caráter experimental. As solicitações, depois de submetidas ao processo de análise administrativa e técnica, serão analisadas pelo Núcleo de Assessores em Tecnologia e Inovação (NATI) e depois encaminhadas à Diretoria Executiva do CNPq para aprovação.

Pesquisador Sênior

A bolsa de Produtividade em Pesquisa Sênior é vitalícia e o bolsista não terá o benefício da mensalidade, mas fará jus ao Adicional de Bancada, se fizer a opção, que terá duração de 72 meses, renováveis por iguais períodos. Erney Camargo informou que já pode solicitar à presidência do CNPq seu enquadramento nesta categoria o pesquisador categoria I nível A que, por 15 anos consecutivos, tenha permanecido classificado nesse nível, com ininterrupta produção científica em sua área de atuação.

O Conselho Deliberativo também reconduziu ao cargo, para um mandato dois anos, os conselheiros Fernando Adolpho Ribeiro Sandroni, representante da comunidade empresarial, e Guilherme Ary Plonski, representante da comunidade tecnológica nacional. Representando os servidores do CNPq, tomou posse Wayne Brod Beskow. Nos próximos dias as normas que criam essas bolsas estarão disponíveis na página do CNPq na internet: http://www.sbpcnet.org.br/

[Fonte: Assessoria de Imprensa do CNPq - 29.09.2005]

Barulho do teclado decifra senhas e códigos

10/10/2005
O teclado é a mais nova ameaça de segurança dos usuários de computador. Cientistas da Universidade de Berkeley, na Califórnia, descobriram que a gravação do som do keyboard pode revelar senhas e até textos confidenciais. Eles fizeram uma pesquisa que revela que em apenas 10 minutos de gravação de áudio do teclado é possível recuperar 96% das informações digitadas. A interpretação é feita por um algoritmo que decifra o som de cada caracter.

Doug Tygar, professor de Ciência da Computação da Universidade de Berkeley, que conduziu o estudo, afirma que a acústica dos teclados tende a ser a mais nova arma dos espiões virtuais para roubar dados dos usuários. Os especialistas interpretaram textos pelo som acompanhando quantas palavras os usuários digitam por minuto, os intervalos e também fazendo associações com letras próxima uma da outra. Com base nas estatísticas, eles conseguiram até identificar em que momentos o usuário apertou a tecla Caps Lock para digitar letras maiúsculas, decifrando códigos e senhas.

Para fazer o experimento, os cientistas trabalharam com vários tipos de teclados e também estudaram os cliques do mouse. O estudo completo sobre a nova ameaça será apresentado em novembro durante uma conferência sobre segurança, que será realizada na Virginia, nos Estados Unidos.

[Fonte: Info Online - 16.09.2005]

Internetês é "outra língua"

10/10/2005
Mais de dois terços (67%) dos trabalhadores em escritórios sentem-se "peixes fora d'água" e "inadequados" por não entenderem o jargão dos profissionais da Tecnologia da Informação. A conclusão é de uma pesquisa realizada pela companhia britânica Computer People, líder em recrutamento para a área de TI, divulgada hoje. A empresa entrevistou mil funcionários entre várias companhias para examinar as percepções sobre a equipe de TI. O objetivo é melhorar a comunicação entre profissionais da TI e seus colegas de outras áreas. Mais da metade dos entrevistados (56%) afirmou que o pessoal de TI "fala outra língua" e 46% disse que as equipes de TI não percebem a confusão causada pelo uso do jargão.

Os pesquisadores perceberam que o uso de analogias é a maneira mais efetiva de ajudar as pessoas "de fora" a entender como a tecnologia funciona. A maioria (69%) dos funcionários concorda que explicações que comparam um problema de software ou hardware com outro são mais facilmente compreendidas. Outros (21%) consideram que o uso de recursos visuais como diagramas ou fluxogramas é uma maneira melhor de entender os problemas de TI, enquanto 10% pensa que a equipe de TI deveria providenciar livros, dicas úteis e documentos em linguagem normal (sem usar o jargão profissional).

Entretanto, os profissionais da TI não são os únicos a "abusar" do vocabulário profissional: 85% destes mesmos entrevistados admite usar o jargão relacionado a sua profissão. A Computer People elaborou algumas dicas para os profissionais de TI, a partir do resultado das entrevistas.

  • Não superestime o conhecimento de TI de seus colegas: sempre explique os procedimentos usando linguagem simples;
  • Sempre que possível use analogias como o funcionamento de um carro, ou use desenhos e diagramas para ilustrar seu ponto de vista;
  • Depois de conversar sobre TI com algum colega, faça algumas perguntas para ter certeza de que ele entendeu sua explicação;
  • Quando o uso do jargão for inevitável, explique o que cada um dos termos significa.

[Fonte: Terra Tecnologia - 28.09.2005]

BB cria linha de crédito para PC

10/10/2005
O Banco do Brasil está esperando o processo de certificação dos micros populares pelo Ministério da Ciência e Tecnologia para começar a financiar a compra das máquinas. Para atender os usuários, a instituição criou a linha BB Crediário PC Conectado.

Segundo o banco, a instituição não terá de aguardar o prazo legal de 30 dias para entrar em ação, depois da publicação da homologação no Diário Oficial da União. O BB Crediário PC Conectado começará a funcionar imediatamente, financiando microcomputadores de até 1,2 mil reais, com taxa de juros de 2% ao mês. O prazo de pagamento é de até 24 meses.

A prestação mínima será de 20 reais e o cliente pagará tarifa de 3% do valor do contrato na abertura de crédito. Para obter o financiamento, o usuário precisa ter cartão de crédito ou de débito do Banco do Brasil, com a bandeira Visa. O crédito será contratado nas lojas afiliadas à Visanet com o selo "Computador para Todos".

[Fonte:Info Online - 28.09.2005]

Pesquisa aponta o que irrita no uso do e-mail

10/10/2005
Receber arquivos grandes não solicitados é uma das coisas que mais irritam os executivos de marketing e publicidade dos Estados Unidos. A informação é do Creative Group, que entrevistou pelo menos 250 profissionais da área sobre os hábitos com o correio eletrônico. Outra irritação bastante citada pelos entrevistados foi ser copiado, desnecessariamente, em mensagens respondidas para todos. Pelo menos 29% dos executivos reclamaram dessa atitude - mesmo número de receber arquivos grandes não solicitados.

Em seguida, vieram mensagens muito longas (16%), erros gramaticais e de formatação (13%), ter que rolar a página para encontrar informações (6%) e outros (7%). De acordo com o site eMarketer, outra pesquisa indica que 65% dos norte-americanos gasta de uma a três horas com seus e-mails durante um dia de trabalho. Outros 12% perdem mais de três horas com correio eletrônico.

[Fonte: Terra Tecnologia - 27.09.2005]

Wiktionary: O Dicionário Livro

10/10/2005
Depois da enciclopédia Gratuita da WikiMediaFoundation, a maior enciclopédia do mundo que já superou a marca de 1 milhão de artigos publicados, agora podemos contar "e colaborar" também com o dicionário gratuito.

O projeto teve início no dia 3 de Maio de 2004 e conta com aproximadamente 199 entradas. Apesar da pequena quantidade inicial de verbetes, qualquer pessoa pode editar e salvar novas definição. Vale apena conferir "e principalmente colaborar". Com certeza, em poucos anos teremos à nossa disposição o maior e melhor dicionário do mundo. Vale lembrar que o conteúdo do Wiktionary está sujeito à Licença GNU de Documentação e disponível em mais de 80 idiomas.

[Fonte: Dicas-L - 26.09.2005]

Extravestibular 2006/1

10/10/2005
Maiores informações em: http://www.prograd.ufrgs.br/pagina.p4?chamamentos

CNPq revisa plataforma Lattes

07/10/2005
"De longa data sabíamos que a Lattes tem problemas, mas não podíamos abordá-los sem antes corrigir vários problemas de nossa informática. Chegou o momento de iniciar a correção"

Leia a íntegra da carta, enviada no dia 3/10, pelo presidente do CNPq, Erney Carmargo, aos bolsistas da agência:

"Prezados pesquisadora e pesquisador do CNPq,

Quero prestar-lhes algumas informações sobre a Plataforma Lattes e o Diretório de Grupos de Pesquisa do CNPq. De longa data sabíamos que a Lattes tem problemas, mas não podíamos abordá-los sem antes corrigir vários problemas de nossa informática. Chegou o momento de iniciar a correção. Já temos os primeiros dados de duas comissões designadas para o levantamento e correção dos problemas.

A primeira comissão, incluindo usuários e especialistas externos ao CNPq, analisa a própria estrutura da Plataforma e sua adequação aos hábitos e costumes dos cientistas. Várias modificações já foram propostas, indo desde alterações de programação até mudanças da interface visível, incluindo o tipo de dado solicitado e simplificação de sua digitação. Essas mudanças serão incluídas gradualmente e, com o tempo, se tornarão cada vez mais aparentes. Agradecemos sugestões.

A segunda comissão (de técnicos do CNPq) verifica a consistência dos dados da Lattes. Há tempos que recebemos denúncias de que dados cadastrais de alguns pesquisadores são incorretos. A comissão já vem verificando essas denúncias, mas, mais recentemente, tem varrido, por amostragem, os dados cadastrais. Os resultados vêm revelando desde erros atribuíveis a simples descuido até erros mais sérios, alguns (felizmente poucos) aparentemente fraudulentos. Os pesquisadores têm sido notificados desses descuidos enquanto a auditoria do CNPq tem cuidado dos casos de aparente fraude.

A Plataforma Lattes é hoje utilizada não só pelo CNPq, mas por várias Fundações Estaduais de Apoio à Pesquisa e por vários países da América Latina e, mais recentemente, da África. É indispensável que ela seja absolutamente confiável. No passado, muitos de nós, pesquisadores do CNPq, incertos da utilidade da Plataforma Lattes, demos pouca importância à correção dos dados digitados ou delegamos a terceiros essa tarefa.

Venho pedir a nossos pesquisadores que revejam seus próprios dados e corrijam seus descuidos eventuais, ao mesmo tempo atualizando seu e-mail e telefone. Os cadastros serão gradativamente validados pela Comissão, quando passarão a ter uma marca de certificação na Plataforma. Aceitaríamos com satisfação que nossos pesquisadores se antecipassem à Comissão e encaminhassem à Presidência do CNPq (presidencia@cnpq.br) a informação suscinta: "Revi meus dados na Plataforma Lattes. Os dados disponíveis correspondem à verdade".

Posteriormente estenderemos essa solicitação a todos os usuários da Lattes. Quanto às fraudes detectadas (lamento que existam) serão criteriosamente examinadas, questionadas e, se confirmadas, devidamente processadas na forma da lei. Com relação ao Diretório dos Grupos de Pesquisa, informo que em breve procederemos a um certo grau de reformulação que incluirá a gradativa certificação de sua validade pelos Comitês de Assessoramento do CNPq. Porém, por ser um assunto complexo, o tema será objeto de futura correspondência detalhada.

Erney Plessmann Camargo
Presidente"

Salão Internacional de Inovação Tecnológica

06/10/2005
Os avanços da Lei de Inovação, que deve ser regulamentada ainda em outubro pelo Congresso Nacional, a necessidade de que seja reforçada a idéia de que ações inovadoras devem ser feitas dentro das empresas e não nas universidades.

Aumentar o número de pesquisadores que trabalhem efetivamente nas instituições privadas. Os três temas acima estiveram em debate durante a sessão de abertura da 4ª Brasiltec – Salão Internacional de Inovação Tecnológica, realizada nesta quarta-feira (5/10) em São Paulo. A feira vai durar três dias e será encerrada nesta sexta (7/10).

Participaram da mesa-redonda, coordenada por Carlos Ganem, superintendente da área de articulação institucional da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), Carlos Aragão, diretor da Finep, Carlos Henrique de Brito Cruz, diretor científico da FAPESP, Paulo Alcântara Gomes, do Conselho de Reitores das Universidades Brasileiras, Rodrigo Lores, vice-presidente da Confederação Nacional das Indústrias, Ronald Dauscha, presidente da Associação Nacional de Pesquisa, Desenvolvimento e Engenharia das Empresas Inovadoras (Anpei), e Jorge Ávila, vice-presidente do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI).

"É preciso que se mude a idéia de que inovação tecnológica deve ser criada na universidade para depois ser transferida para a indústria. Nenhum país do mundo faz isso. É preciso levar o desenvolvimento científico e tecnológico para dentro da empresa", disse Brito Cruz durante o debate. Para o representante da FAPESP, existem grandes desafios nesse campo que o país precisa buscar maneiras de enfrentar.

No caso dos recursos humanos voltados para pesquisa e desenvolvimento dentro das empresas, Brito Cruz lembrou o baixo número de profissionais desse grupo que atuam no Brasil. "Temos 20 mil cientistas nas empresas trabalhando como pesquisadores, segundo os dados da Pintec." Em outros países, segundo o diretor científico da FAPESP, a situação é bem diferente.

"Na Coréia são 100 mil. Nos Estados Unidos 800 mil." Apesar de enfrentar o desafio da inovação de forma tardia, o Brasil demonstra ter condições de superar esses obstáculos, segundo Brito Cruz. "Estamos fazendo um esforço grande para chegar pelo menos ao século 18. Mas existem bons exemplos, como a Embraer, que mostram que temos condições de evoluir."

Para Dauscha, da Anpei, outro avanço a favor da inovação tecnológica no Brasil é a Lei de Inovação, que deve ser regulamentada nas próximas semanas. "Ela trouxe avanços, mas tem alguns pontos que precisam ser bastante melhorados." Segundo o executivo, a lei atual apenas contempla as empresas que registram lucros reais. "Além disso, alguns benefícios só podem ser usados no mesmo ano. Seria interessante que isso pudesse ser aplicado em outros exercícios também."

[06.10.2005]

Semana de Ciência e Tecnologia

06/10/2005
Maiores informações em: http://semanact2005.mct.gov.br/index.php

Semana de C&T no RS

06/10/2005
A Semana Nacional de C&T 2005 foi aberta oficialmente na segunda-feira 4, às 14h, na Assembléia Legislativa.

Universidades, instituições científicas, escolas, entidades empresariais e o poder público gaúcho estarão mobilizados em mais de 500 eventos científicos, tecnológicos, educacionais e institucionais que ocorrerão em todo o Estado. Até 9 de outubro, o Rio Grande do Sul apresentará o melhor de sua produção nesta área, integrando ações de C&T ao desenvolvimento socioeconômico. A coordenação estadual está a cargo da Secretaria da C&T (SCT) e da SBPC.

Um comitê executivo, integrado por 30 entidades representativas da sociedade gaúcha, é responsável pela programação. Em 2005, o tema central será ‘água’. Seminários, debates, exposições e outros eventos destacarão a importância da preservação dos mananciais hídricos e a interface com o desenvolvimento sustentável do país. Uma das atividades já previstas é o Fórum Conhecimento, Tecnologia, Inovação e Qualidade de Vida: uma visão do Estado do Rio Grande do Sul, que definirá uma política de Estado para C&T visando aos próximos dez anos.

Também ocorrerá um seminário sobre a defesa da propriedade intelectual como instrumento de auxílio à evolução da pesquisa e inovação com repercussão econômica. A parceria envolve a SCT e o Instituto Nacional de Propriedade Intelectual (Inpi). A Globaltech 2006, maior feira de ciência, tecnologia e inovação da América Latina, será lançada na terça-feira, às 20h, no Salão de Convenções da Fiergs. Outra atração será a I Jornada de Jornalismo Científico, que mobilizará a PUCRS e a Ulbra na discussão da popularização da ciência com auxílio da mídia.

Participarão dos debates autoridades políticas, científicas e representantes dos veículos de comunicação, além de acadêmicos dos cursos de comunicação social. "Temos o compromisso de popularizar C&T, mostrando à sociedade os benefícios da pesquisa científica e do avanço tecnológico na melhoria da qualidade de vida", afirma o secretário Kalil Sehbe. No domingo, dia 9, o encerramento acontecerá na Hidráulica Moinhos de Vento do Dmae, na rua 24 de Outubro. Haverá acesso gratuito à Internet, apresentação de corais e grupos de danças, prestação de serviços na área da saúde, além de uma avaliação das atividades pela coordenação da Semana.

[Fonte: Assessoria de Comunicação da SCT/RS - 04.10.05]

I Jogos da UFRGS - Compete a você participar

06/10/2005
Com o objetivo de integrar a comunidade acadêmica em atividades esportivas, recreativas e culturais serão realizados nos sábados, 1 e 8 de outubro, os I Jogos da UFRGS.

A idéia não é estimular a competição, mas sim a participação e integração da comunidade universitária. Por isso, não haverá divisão por times, as equipes serão formadas na hora e o placar será contínuo durante o dia todo.

Serão realizadas atividades esportivas como basquete, voleibol, natação e futsal, manifestações culturais e artísticas como contorcionismo, teatro, malabares, música e jogos alternativos como truco, sinuca, taco, e ping-pong. No encerramento haverá uma festa no Galpão da ESEF com apresentação de quatro bandas. A inscrição será feita gratuitamente na hora, mediante apresentação da carteira de identificação da UFRGS.

As atividades serão realizadas das 8h às 20h na Escola Superior de Educação Física-ESEF (Av. Felizardo, 750 – Campus Olímpico). Os I Jogos da UFRGS são uma realização do programa de extensão "Esporte universitário no âmbito da UFRGS" em conjunto com DCE e Diretório Acadêmico da ESEF. Mais informações através do telefone 3316-4205 ou do email guilermegil@yahoo.com.

Selecionados do Enade até o dia 9

06/10/2005
O Inep vai divulgar a lista de universitários selecionados para a edição 2005 do Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade) até o dia 9 de outubro. As inscrições se encerraram no dia 18 e a estimativa é de que 486 mil alunos participem da avaliação no país. Os inscritos serão selecionados por sorteio e serão obrigados a prestar o exame para obterem o diploma. O Enade faz parte do Sinaes [Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior]e avalia alunos do primeiro e do último períodos.

Este ano, estudantes de 8.163 cursos serão submetidos ao exame. Serão 19 áreas do conhecimento participando das provas: Arquitetura e Urbanismo, Biologia, Ciências Sociais, Computação, Engenharia, Filosofia, Física, Geografia, História, Letras, Matemática, Pedagogia e Química. Os locais do exame serão divulgados até o dia 28 de outubro. Quem não for selecionado pelo Inep, mas tiver interesse em prestar o exame, poderá fazê-lo. O aluno deve procurar a secretaria do seu curso para que esta informe ao Inep sobre sua participação até o dia 16 de outubro.

[Fonte:Folha Dirigida, RJ - 20/09/2005]

Brasil é o 4º no envio de spam

06/10/2005
O Brasil é o quarto colocado entre os países que mais distribuem spam, segundo um relatório da IronPort sobre vírus e e-mais indesejados que circularam pela web no mês de agosto. A posição é a mesma ocupada no mês de julho. A boa notícia é que houve uma leve queda de 3% no volume de spam distribuídos no país em comparação com os dados de julho. A média diária de envio de e-mails indesejados em agosto foi de 12,5 bilhões de mensagens contra 12,8 bilhões no mês passado. Essas mensagens responderam por 69% do tráfego de e-mail na web.

O relatório revela que mais de 72% dos spams foram enviados por PCs zumbis. No mês de agosto, 8,9 bilhões de PCs foram utilizados em todo o mundo como zumbis. O líder do ranking entre os países que mais enviam spam são os Estados Unidos. Em segundo lugar está a China, seguida pela Coréia do Sul.

[Fonte: Info Online - 26.09.2005]

Projeto Ciência no Planetário da UFRGS

06/10/2005
Os eventos acontecem às 19h, com entrada franca, no planetário da Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

Programação:

3/10 - "A preparação de Einstein para o seu ano miraculoso"
Carlos Alberto dos Santos
Instituto de Física/UFRGS

6/10 - "Água no Sistema Solar, a chave para a busca de vida extraterrestre"
Jorge A. Quillfeldt
Departamento de Biofísica, IB/UFRGS

Hora: 19h, sempre com entrada franca
Local: Sala Multimeios do Planetário (UFRGS)
Av. Ipiranga, 2000 – Bairro Santana
Porto Alegre, RS

Mais informações em: http://www.planetario.ufrgs.br/

Computação: campo rico e sem regulamentação

03/10/2005
Cursos sem profissão?

Entrevista: Raul Fernando Weber, professor do Instituto de Informática da UFRGS

Formado em Engenharia Eletrônica pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) nos anos 70, Raul Fernando Weber se tornou um dos professores mais conhecidos do Instituto de Informática da UFRGS. Apaixonado pela nova ciência, cursou doutorado na Universidade de Karlsruhe, Alemanha, em 1986, e coordena hoje a comissão de graduação em Ciência da Computação, um dos cursos mais concorridos da instituição.

Para ele, a computação terá um processo muito difícil de regulamentação, sobretudo por seu dinamismo e pela importância da contribuição de outras formações na área. Confira a entrevista.

Zero Hora - Como a falta de regulamentação influencia na carreira do egresso do curso de Ciência da Computação?
Weber - Até o momento, a procura por profissionais formados em Ciência da Computação tem sido tão grande que a regulamentação da profissão não tem representado um empecilho aos egressos. Além disto, o nível do aluno é tão elevado e ele se distingüe dos demais e encontra facilmente uma colocação no mercado - seja como profisional liberal, seja criando a sua própria empresa ou como empregado. Assim, do ponto de vista da universidade, não há atualmente necessidade de regulamentação.

Zero Hora - Há alguma movimentação para regulamentar profissões da área de informática?
Weber - Há pessoas a favor e contra. Os argumentos são os mais variados, mas eu destacaria dois pontos que dificultam uma regulamentação. O primeiro é definir a área de atuação. Há inúmeras tarefas que um bacharel em Ciência da Computação e um engenheiro da Computação podem fazer. Outro fator é que novas áreas surgem todo dia em computação, como a expansão de telefones celulares digitais, a TV digital, DVD players e câmeras digitais. Em todos estes equipamentos, a informática está presente, não só no projeto mas na programação interna. A Sociedade Brasileira de Computação defende a auto-regulação da categoria e não há obrigatoriedade do diploma para atuar na área.

[Fonte: Zero Hora - Caderno Vestibular - Porto Alegre - 21.09.2005 - Edição nº14638]

Curso de Material Educacional com Flash MX

03/10/2005
O CINTED/UFRGS estará oferecendo de 27 de outubro a 1º de dezembro, às quintas-feira, das 14h às 18h, o Curso de Projeto e Desenvolvimento de Material Educacional com Flash MX.

Mais informações e inscrições em http://www.cinted.ufrgs.br/cursoflash6/

Cartilha de segurança para Internet

03/10/2005
O Centro de Estudos, Resposta e Tratamento de Incidentes de Segurança no Brasil, vinculado ao Comitê Gestor da Internet no Brasil, lançou uma nova versão da sua Cartilha de Segurança para Internet. A cartilha tem uma linguagem simples, para que todos os usuários da rede possam entender o assunto.

A cartilha contém recomendações e dicas sobre como o usuário deve se comportar para aumentar a sua segurança e o que deve fazer para se proteger de ameaças na Internet. É dividida em oito partes: Conceitos de segurança, Riscos envolvidos no uso da internet e métodos de prevenção, Privacidade, Fraudes na internet, Redes de banda larga e redes sem fio (wireless), Spam, Incidentes de segurança e uso abusivo da rede e Códigos maliciosos (malware). Além disso, conta com uma checklist, uma série de procedimentos que visam a melhorar a segurança de um computador; e um glossário, com o significado de diversos termos e conceitos utilizados na Internet.

A primeira versão da cartilha foi lançada em 1999. Em 2003, saiu a edição 2.0, atualizada e com novos conteúdos. Desde então, com a constante mudança no cenário da internet e o surgimento de tecnologias modernas, foi necessária uma atualização no documento.

Veja em http://cartilha.cert.br/

Programa "Telescópios na escola"

03/10/2005
Mais três telescópios passam a integrar o programa educacional "Telescópios na escola". Os equipamentos já estão disponíveis a estudantes empenhados em desvendar os mistérios do Universo. Somado ao telescópio do Miniobservatório Astronômico do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), em São José dos Campos, o programa conta agora com quatro instrumentos para serem operados também pela internet. Os telescópios que ingressam no programa funcionam no observatório Abrahão de Moraes, mantido pela Universidade de São Paulo (USP) em Valinhos (SP), no observatório do Valongo, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), na capital fluminense, e na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), em Florianópolis.

O projeto, destinado a instituições de ensino fundamental, médio e superior, permite que os equipamentos sejam utilizados por meio de observações remotas, ou seja, o usuário não precisa estar presente no local em que se encontra o telescópio. O observador direciona a câmera astronômica a partir de um site na internet para que as imagens dos astros sejam digitalizadas na tela do computador. "A idéia é utilizar a astronomia para motivar o ensino de ciências em geral. Várias pesquisas mostram que a astronomia é uma das principais formas para motivar crianças e adolescentes no estudo científico", disse Laerte Sodré Jr., coordenador do projeto.

O programa pretende estimular as investigações científicas em astronomia e em outras áreas do conhecimento, como física, geografia, informática e matemática. Os alunos podem, por exemplo, analisar a dinâmica das estrelas, planetas, asteróides, cometas e galáxias. A observação virtual permite até o registro de um grande fenômeno astronômico em tempo real. Para participar, as escolas precisam se cadastrar gratuitamente no site do programa e agendar uma observação remota. "Na página, são oferecidos alguns projetos científicos que podem ser desenvolvidos a partir das observações, incluindo vários exercícios para a sala de aula", explica Sodré Jr.

De acordo com o pesquisador, em breve mais três telescópios estarão disponíveis: o da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), em Porto Alegre, o do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas (IAG/USP), em São Paulo, e o equipamento da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), em Natal. "Nosso programa educacional está aberto a instituições que tenham telescópios disponíveis e queiram fazer parte da rede de observatórios remotos. Desse modo, será possível expandir as observações para outros sítios astronômicos", conta o pesquisador do Departamento de Astronomia do IAG/USP.

Veja mais em http://www.telescopiosnaescola.pro.br/

[Fonte: Boletim Agência FAPESP - 26.09.2005]

Países ameaçam criar Internet 2

03/10/2005
Rede paralela seria a resposta das potências emergentes, como Brasil, Índia e China.

O Brasil alerta que, se não houver acordo para a internacionalização do controle da internet, existe o risco de grandes países em desenvolvimento começarem a estudar a possibilidade de criar uma rede paralela de computadores – uma espécie de Internet 2 – para quebrar a dependência tecnológica em relação aos EUA. Nesta semana, os 191 países da ONU se reúnem para tentar um entendimento sobre a gestão mundial da Internet.

"Se não houver acordo sobre a governança da Internet, é natural que países como o Brasil, Índia, África do Sul e China busquem sua sobrevivência tecnológica. Se não fizermos isso, vamos ficar muito dependentes", afirmou Sergio Rosa, diretor do Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro) e um dos principais integrantes da delegação brasileira.

As reuniões desta semana em Genebra são as últimas antes da Cúpula da Informação que ocorre em novembro na Tunísia. O texto do acordo para a Cúpula, porém, teria de ser concluído nesta reunião. Mas os países continuam apresentando posições contraditórias. O Brasil quer a democratização, transparência e internacionalização do controle da Internet, hoje nas mãos da Icann, uma empresa da Califórnia acusada de manter relações com o Departamento de Comércio dos EUA.

Já os americanos são contrários à proposta brasileira e argumentam que a Internet precisa de estabilidade para continuar avançando e conectando os vários locais do mundo. "Os países em desenvolvimento também preferem a unidade da Internet, desde que não signifique monopólio", afirmou um delegado sul-americano.

Nos últimos dois anos, um grupo de especialistas convocados pelo secretário-geral da ONU, Kofi Annan, se reuniu para debater o assunto e chegou à conclusão de que deveria haver mudanças na forma de controle da Internet. A idéia de Annan era de que o relatório fosse usado como base para um acordo até a reunião da Tunísia. Mas Washington alega que não reconhecerá as conclusões dos peritos chamados pela ONU.

Sérgio Rosa deixa claro que nenhum governo começou a negociar ainda a criação da "Internet 2". "Todos querem um acordo. Mas essa é uma opção que os países em desenvolvimento têm para sairmos dessa dependência", disse, lembrando que os técnicos em informática indianos, chineses e brasileiros estão entre os melhores do mundo.

[Fonte: O Estado de SP - 20.09.2005]